domingo, 24 de agosto de 2014

Pela coerência, busólogos pró-padronização visual nunca deveriam publicar seus nomes nos créditos de fotos

Os busólogos em geral ficaram a favor da colocação de uniformes em frotas de ônibus, conhecida como "padronização visual". Essa medida que impede a identificação fácil e rápida das empresas pelos passageiros, só consegue agradar a busólogos e autoridades, que tem meios e macetes de identificar as empresas, além de não precisarem usar ônibus o tempo todo, evitando enfrentar os problemas causados por essa mania imposta pelas prefeituras.

Mas se baseando naquela máxima que diz "pimenta nos olhos dos outros é refresco", os mesmos busólogos que não fazem mais questão que as empresas possam ser identificadas, fazem questão que seus nomes sejam escritos nas fotos quando reproduzidas fora de seus perfis no Ônibus Brasil. Isso soa a hipocrisia, às vezes pelo mal caratismo e sempre por ignorância.

Se os busólogos idólatras de uniformes de prefeitura quiserem ser coerentes, nunca usariam seus nomes nas fotos, preferindo colocar a expressão "Busólogo de Cidade de Tal" nos créditos, se limitando a informar a cidade onde mora. É mais honesto e coerente com a postura assumida de não permitir a identidade das empresas.

Como a incoerência virou moda no Brasil, em vários setores da humanidade, os busólogos não quiseram ficar de fora da moda e criaram também a sua forma de ser incoerentes. Como a incoerência é um erro e perpetua problemas, preparemos para que nosso país nunca se desenvolva por um longo período de muitas décadas.

terça-feira, 17 de junho de 2014

Primeiro projeto feito exclusivamente para busólogos é aprovado

O primeiro projeto de mobilidade urbana feito apenas para busólogos é finalmente aprovado. A prefeitura de Niterói, reconhecendo a importância do hobby, resolveu criar um projeto exclusivo para os busólogos, o BRT Charitas/Engenho do Mato. 

Este BRT é uma pioneira iniciativa feita para entreter os amantes dos ônibus e transportes coletivos. belíssimos ônibus farão um passeio turístico ligando os dois bairros citados, para que os amantes de belos ônibus possam se entreter e aproveitar para curtir a paisagem do percurso. 

É uma iniciativa inédita que somente Niterói, pioneira em muitas coisas, poderia fazer. Os ingressos para o lúdico passeio devem ter o mesmo preço da passagem e a prefeitura promete estimular ainda mais o turismo na cidade, sobretudo o turismo busófilo, com a iniciativa.

Apesar de já aprovada a sua implantação, ainda não há previsão de quando o BRT niteroiense ficará pronto. Mas o que se sabe é que os busólogos de Niterói e de cidades vizinhas estão empolgados com o surgimento de um projeto feito exclusivamente para os amantes desse hobby.

PS: este post, por incrível que pareça, não é irônico, visto que a sua implantação é desnecessária para a  demanda que vive nas proximidades do trajeto e que prefere linhas que liguem seus bairros ao centro ou a outras localidades mais importantes. 



sexta-feira, 16 de maio de 2014

Busologia Surreal: Busólogos reclamam que empresas associadas usem mesma pintura. Mas defendem que empresas totalmente diferentes usem a mesma pintura

Tem coisas que não dá para entender mesmo. Absurdos acontecem todos os dias graças a mania do brasileiro de não usar muito a lógica e ir na fé mesmo, acreditando no que pessoas de visibilidade e prestígio lhes dizem.

Vários busólogos tem reclamado do fato que a 1001 decidiu apenas fazer uma pequena adaptação em sua pintura ao ceder seus carros para reforçar a frota da Macaense, empresa de mesmo grupo. Busólogos entenderam que a Macaense não poderia ter a mesma pintura da sua empresa associada.

Mas esses mesmos busólogos são completamente a favor de que empresas que nada tem a ver uma com a outra usem a mesma pintura em frotas municipais, sem qualquer tipo de identificação clara. Estranho eles acharem isso, pois é mais que lógico que empresas de mesmo grupo possam usar a mesma pintura para identificar sua associação. 

Querem dizer que quando é necessário identificar as empresas, não se deve ter pinturas diferentes e quando isso não é necessário, deveria haver diferença de pinturas? Esquisito.

Reclamações similares aconteceram referente as empresas do Grupo Flores, de São João do Meriti, cujas empresas ostentam a mesma estampa de pintura.

Detalhe: a 1001 optou por colocar a mesma pintura na Macaense em caráter emergencial para que a empresa tradicional de Macaé não ficasse muito tempo sem carros novos esperando a pintura. Creio ser uma medida provisória, já que os micrões da Macaense cedidos para as linhas de Casimiro de Abreu, já ostentam pintura própria da empresa e não a da 1001. Embora o site da Macaense ostente a pintura da 1001.

Mas isso sinaliza a falta de nexo que andam as coisas, não só na busologia, mas em qualquer setor da sociedade no Brasil burro dos últimos anos.



terça-feira, 4 de março de 2014

Busólogos que defendem padronização urbana se assustam com padronização rodoviária

Para quem não sabe, as linhas rodoviárias que ligam São Paulo a cidades mais próximas, tem a sua frota indevidamente uniformizada. E agora , embora ainda não confirmado sobre de que se trata, se é padronização de grupo empresarial ou do governo estadual, um novo leiaute está sendo estampado em vários rodoviários paulistas e está dando muita dor de cabeça aos busólogos, que além de não terem gostado da elegante estampa, ainda temem que isto sirva de aperitivo para a possível padronização visual da frota da ANTT (a agência que controla a frota interestadual).

Busólogos sempre foram focados, em sua maioria em frotas rodoviárias, mais bonitas e imponentes. Se a padronização visual imposta a ônibus urbanos é tolerada pelos busólogos - e até admirada e defendida por muitos outros - a rodoviária de longa distância (os executivos municipais do RJ foram padronizados e ninguém chiou) é totalmente reprovada, pois mexe em grande totens da busologia, como a Itapemirim, a 1001 e a Cometa. Uniformizar empresas de longa distância soa muito ofensivo aos entusiastas do hobby.

Na nossa opinião, a pintura padronizada da frota estadual e interestadual é reprovada sim. Mas reconhecemos que a variação de pinturas é pouco necessária neste caso, já que o que importa para o passageiro de linhas longas é o número de cada carro, já que ao saltar em diversas estalagens para voltar, ele precisa retornar para o mesmo carro, tenha ele ou não a mesma pintura que outros carros. Além disso, para escolher empresa de linha longa, já basta o guichê estar devidamente identificado.

De qualquer forma toda padronização é reprovável, pois o Brasil é o país da diversidade.




segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Operação Fone de Ouvido sinaliza má qualidade da música atual

Várias cidades brasileiras já aprovaram leis que proíbem som aberto no interior dos ônibus, obrigando aos passageiros a utilização de fones de ouvido para a audição de suas músicas e programas.

Isso denuncia a existência de músicas de qualidade duvidosa e outras de qualidade sofrível que infectaram a cultura do Brasil e do mundo. Se todos tivessem o hábito de ouvir músicas realmente boas ou que pelo menos não seja tão ruins assim (como as "canções de consumo" dos anos 70 e 80), ainda dava para ouvir em aberto. Se bem que cada um talvez preferisse ouvir a sua música, sem atrapalhar a audição do outro.

A medida começou com o "funk" carioca, considerada por especialistas o pior tipo de música do mundo, caracterizada por instrumentais repetitivos que mais parecem barulhos de indústrias e letras mal feitas que parecem ter saídas de mentes vazias e sem qualquer noção da realidade que os rodeia.

Mas com o fortalecimento popularesco e a glamourização da "canção de consumo" norte-americana, a medida teve que ser tomada para evitar problemas entre os passageiros.

As empresas devem fazer a sua parte, eliminando a "música ambiente"

Mas não adianta as "leis dos fones de ouvido" se ainda existem os ônibus com "musica ambiente" em que o motorista - geralmente vindo das classes menos escolarizadas - coloca o que bem entende para que seja ouvido pelos passageiros do veículo conduzido por ele.

É preciso que se proíba também a música ambiente nos veículos para que a tranquilidade de uma viagem que normalmente não é tão tranquila, não acabe em aborrecimento para quem está dentro do veículo.

Quem quer ouvir música, ouça no fone, ou ouça em casa. É até mais agradável.

sábado, 20 de julho de 2013

Consórcio Bombarda adquire novos ônibus

Boa aquisição. Só não sabemos para que cidade, pois a prefeitura responsável não colocou o nome da cidade no veículo. Adequados para tempos de mobilidade anti-democrática, decidida ao gosto dos prefeitos, assessores e secretários.


sexta-feira, 5 de julho de 2013

"Translitorânea" perde suas linhas

Estranhamente uma das empresas que operam carros de piso baixo no Rio, a Translitorânea, "reencarnação" da empresa Amigos Unidos, uma das reprovadas no sistema de ônibus antes da licitação, teve a sua permissão cassada pelo prefeito Eduardo Paes, logo ás vésperas da CPI dos ônibus. Pelo que parece é melhor agir antes que as investigações mostrem a sujeira embaixo do tapete.

A cassação se deu pela insufiência de carros operados pela empresa, que perdeu as linhas 521 (São Conrado-Botafogo, via Copacabana), 522 (São Conrado-Botafogo, via Jóquei), 546 (Rocinha-Leblon), 591 (Leme- São Conrado, via Copacabana e Rocinha), 592 (São Conrado Leme-Rocinha) e 593 (Leme-São Conrado, via Rocinha). 

Embora a escassez de veículos fosse o motivo da cassação, a empresa era praticante de vários tipos de irregularidades, sobretudo a má conservação dos veículos, sucateados, apesar de relativamente novos.

Resta saber se as que operam na Zona Oeste, todas deficitárias e do mesmo dono da cassada - que operava até então na Zona Sul do RJ, mais privilegiada - também perderão as suas linhas.

As linhas que a "Translitorânea" perdeu foram repartidas em forma de pool entre a "Real" e a "Graça", esta última, uma "reencarnação" da Saens Peña, que mudou de dono e de nome, sem que a população (proibida pela prefeitura de identificar claramente as empresas) percebesse.

Ela ainda continua operando as outras linhas que possui, várias para a Barra e Recreio.