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domingo, 31 de agosto de 2014

Busólogos não focam qualidade operacional do transporte. Eles querem é o veículo

Busologia é um hobby. Hobby é como uma brincadeira, criada para divertir as pessoas. Ás vezes até informa, o que no caso da busologia se confirma bastante. Mas não pensem que os busólogos fazem questão que o transporte coletivo tenha boa qualidade de serviço.

Antes de explicar isso, aproveito para esclarecer que utilizo aqui a palavra "busólogo" por convenção. É o termo mais usado pelos mesmos, embora exista "busófilo". Busofilia seria o verdadeiro nome do hobby e Busologia seria uma "busofilia" mais técnica, focada no funcionamento do veículo e sua historiografia. Busófilo é o admirador de ônibus enquanto busólogo seria o estudioso em ônibus. Mas como se convencionou a usar "busólogo" nos dois sentidos, vamos utilizar o termo.

Para os busólogos, a parte operacional não é focalizada. para eles o que interessa é o veículo em si e suas características. Se ele irá servir bem suas linhas ou não é outro foco, verificado mais pelos usuários. Para os busólogo, ônibus é mais um objeto de admiração e muitos nem utilizam o transporte, chegando a ir de carro nos lugares onde vão fotografar os ônibus.

Não que não haja busólogos preocupados com o bom serviço dos sistemas de ônibus. Há, sim. Mas não é o foco da busologia. A preocupação com a parte operacional dos ônibus é na verdade um aspecto a parte, que não é inerente ao hobby.

Embora, para parecer bem às outras pessoas, muitos busólogos, quase todos, se assumam preocupados com a qualidade operacional, o que é desmentido nos comentários de muitos, que demonstram não entender o funcionamento operacional dos serviços de ônibus.

Espero ter esclarecido esse fato. Busólogo não tem a obrigação de querer qualidade de transporte. O cidadão usuário de ônibus é que deve exigir transporte melhor.

Busologia é um mero hobby. Para o busólogo, se o ônibus consegue ligar o motor e sair do seu lugar,  já é o básico. O resto é complemento.

sexta-feira, 5 de julho de 2013

"Translitorânea" perde suas linhas

Estranhamente uma das empresas que operam carros de piso baixo no Rio, a Translitorânea, "reencarnação" da empresa Amigos Unidos, uma das reprovadas no sistema de ônibus antes da licitação, teve a sua permissão cassada pelo prefeito Eduardo Paes, logo ás vésperas da CPI dos ônibus. Pelo que parece é melhor agir antes que as investigações mostrem a sujeira embaixo do tapete.

A cassação se deu pela insufiência de carros operados pela empresa, que perdeu as linhas 521 (São Conrado-Botafogo, via Copacabana), 522 (São Conrado-Botafogo, via Jóquei), 546 (Rocinha-Leblon), 591 (Leme- São Conrado, via Copacabana e Rocinha), 592 (São Conrado Leme-Rocinha) e 593 (Leme-São Conrado, via Rocinha). 

Embora a escassez de veículos fosse o motivo da cassação, a empresa era praticante de vários tipos de irregularidades, sobretudo a má conservação dos veículos, sucateados, apesar de relativamente novos.

Resta saber se as que operam na Zona Oeste, todas deficitárias e do mesmo dono da cassada - que operava até então na Zona Sul do RJ, mais privilegiada - também perderão as suas linhas.

As linhas que a "Translitorânea" perdeu foram repartidas em forma de pool entre a "Real" e a "Graça", esta última, uma "reencarnação" da Saens Peña, que mudou de dono e de nome, sem que a população (proibida pela prefeitura de identificar claramente as empresas) percebesse.

Ela ainda continua operando as outras linhas que possui, várias para a Barra e Recreio.