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segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Operação Fone de Ouvido sinaliza má qualidade da música atual

Várias cidades brasileiras já aprovaram leis que proíbem som aberto no interior dos ônibus, obrigando aos passageiros a utilização de fones de ouvido para a audição de suas músicas e programas.

Isso denuncia a existência de músicas de qualidade duvidosa e outras de qualidade sofrível que infectaram a cultura do Brasil e do mundo. Se todos tivessem o hábito de ouvir músicas realmente boas ou que pelo menos não seja tão ruins assim (como as "canções de consumo" dos anos 70 e 80), ainda dava para ouvir em aberto. Se bem que cada um talvez preferisse ouvir a sua música, sem atrapalhar a audição do outro.

A medida começou com o "funk" carioca, considerada por especialistas o pior tipo de música do mundo, caracterizada por instrumentais repetitivos que mais parecem barulhos de indústrias e letras mal feitas que parecem ter saídas de mentes vazias e sem qualquer noção da realidade que os rodeia.

Mas com o fortalecimento popularesco e a glamourização da "canção de consumo" norte-americana, a medida teve que ser tomada para evitar problemas entre os passageiros.

As empresas devem fazer a sua parte, eliminando a "música ambiente"

Mas não adianta as "leis dos fones de ouvido" se ainda existem os ônibus com "musica ambiente" em que o motorista - geralmente vindo das classes menos escolarizadas - coloca o que bem entende para que seja ouvido pelos passageiros do veículo conduzido por ele.

É preciso que se proíba também a música ambiente nos veículos para que a tranquilidade de uma viagem que normalmente não é tão tranquila, não acabe em aborrecimento para quem está dentro do veículo.

Quem quer ouvir música, ouça no fone, ou ouça em casa. É até mais agradável.

sábado, 14 de julho de 2012

Pintura padronizada de Niterói é inspirada na pintura de Anápolis, terra de Carlinhos Cachoeira

Descobrimos que a pintura padronizada escolhida para Niterói e que começou a rodar hoje mesmo é inspirada na pintura de Anápolis/GO, terra natal do Carlinhos Cachoeira, padrinho dos políticos brasileiros.

Vejam abaixo as fotos comprometedoras que mostram a ligação Cachoeira/Niterói. Se não bastasse existir um bairro com o nome de Cachoeira na cidade-sorriso...





 

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Os busólogos cariocas deveriam assumir quando não pensam como usuários

Antes que a principal comunidade sobre busologia do Rio de Janeiro no Orkut deletasse, fiz uma enquete perguntando se os busólogos pensavam como usuários ou não. Até sumir, o resultado indicava que 100% pensava como usuário. Mas se lermos as postagens nos tópicos da comunidade ou comentários em outros sites, percebemos que isso pode ser encarado como uma hipocrisia. Como assim?

Pensar como usuário, antes de tudo, significa não aceitar os defeitos tão presentes no sistema de ônibus do lugar onde vive. Muitas vezes não é isso que se vê nas comunidades sobre ônibus do Rio, já que ser busólogo na Região Metropolitana Fluminense virou motivo de vaidade e até mesmo de poder.

Muitos busólogos se acham os donos da verdade e não toleram pontos de vista diferentes do seu, e nem sequer tem a vontade de analisar esses pontos de vista para ver se estão certos ou não.

Agora virou moda defender algum defeito quando este se estabiliza. Claro que é apenas uma parte que pensa assim. Mas porque essa parte faz questão de dizer que "pensa como usuário"?

Pelo que parece, "pensar como usuário" é o mesmo que dizer "sou democrático", ou ainda "eu sou bondoso". Em nossa sociedade, ninguém quer posar de malvado para ficar deslocado do resto dos integrantes dessa sociedade. Fingir que está "preocupado com a sociedade" hoje em dia, até envaidece.

Mas se "pensa como usuário", porque a defesa de defeitos no sistema? Observando bem, as defesas se referem a defeitos de empresas e linhas que não são utilizadas pelos que as defendem. Além disso, vários desses busólogos possuem automóvel - simbolo de status social em nosso país - e preferem admirar ônibus como alguém que olha em uma vitrine, sem trocar naquilo que está nela. Fica fácil defender um sistema que não se utiliza.

Era melhor que esses busólogos assumissem que não pensam como usuário. Simples busólogo é uma coisa, usuário é outra. Busólogo não é sinônimo de usuário, embora uma pessoa possa ser as duas coisas juntas. Além disso, um busólogo tem o direito de fazer da vida o que quer, não sendo obrigado a usar aquilo que admira.

Explicando: dá para ser busólogo sem pensar como usuário. Se para essa parte da busologia, ônibus é para ser visto através de sua aparência ou parte técnica, tudo bem. O serviço de ônibus é outro aspecto, que talvez não faça parte da busologia.

O importante aqui é dizer que devemos assumir a nossa verdadeira postura e parar de fingir que somos o que não somos. Se até nem todo que se assume busólogo é busólogo - pois existe o nome "busófilo" para definir os admiradores de ônibus que não entendem da parte técnica, como eu - nem todo admirador de ônibus precisa se assumir como usuário, embora seja preferível que também seja, pois conhecer como o sistema funciona, amplia o conhecimento sobre o transporte em geral.

Mas sinceramente, utilizar a busologia para se auto-afirmar não me parece uma boa ideia. Coisa típica de quem tem auto-estima bem baixa.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Cuidado com os busólogos: eles mordem

É muito triste saber que um hobby que deveria unir as pessoas, na verdade separa. Ouço muito falar em brigas entre admiradores de ônibus que por pouco não atingem o lado físico.

Desta vez eu, e agora meu irmão nos vemos envolvidos em polêmicas, simplesmente porque certos busólogos, ao invés de resolver as divergências num debate sadio que leve a um denominador comum, preferem ficar com seus pontos de vista, por se acharem "autoridades máximas da busologia", portanto "donos da verdade" e completamente fechados para qualquer debate, ficando sempre com a última palavra. Ao se perceberem contrariados, partem para a agressão verbal, porque não conseguem aceitar pontos de vista alheios aos seus.

O que eu vou dizer agora, não vai agradar a maioria dos busólogos. Descobri que a busologia em sua maioria, é uma atividade de pessoas de baixa renda, consequentemente, de baixa instrução. Também não sou rico, mas sempre me esforço para ser uma pessoa cada vez melhor, em inteligência e moral. Mas a revolta típica das classe humildes, fecha os olhos delas à evolução. Se creem evoluídas, ainda mais numa época em que a mídia tenta colocar na cabeça da população o "orgulho de ser pobre". Orgulho de não ter dinheiro? Orgulho de não ter qualidade de vida? Ser pobre nunca deveria ser motivo de alegria para ninguém.

É difícil dizer isso, pois os pobres são pessoas que vivem "em guarda", infelizmente. Ser pobre nunca é bom e gera revolta, mas como é difícil atacar ricos e autoridades (medo?), canaliza-se esta raiva para pessoas comuns que contrariem as crenças (equivocadas) das classes humildes. Os pobres vivem esperando um pretesto para descarregar sua inconformação. E descarregam nos momentos de discórdia com pessoas comuns. Como se pessoas como eu, e não os mega-empresários, fossem responsáveis pela má qualidade de vida dos pobres.

Respeitar o pobre e o mal-instruído não significa aceitar os seus defeitos e sim ajudá-lo a crescer, a entender que existe muito a aprender e que o primeiro passo para ser incluído na sociedade é ser humilde, admitir que erra, conhecer aonde e como errou e consertar. O mundo evolui e teimosia é um perfeito freio de mão para a evolução.

Digo que , ao invés de se sentirem ofendidos (se sentir ofendido perante críticas é tática de quem não quer se esforçar para evoluir), porque não analisam as minhas queixas e procurem reparar os erros e tentar evoluir. Se fossem evoluídos, não haveria críticas e nem brigas.

Vi essas polêmicas acontecerem tanto na busologia fluminense como na baiana. As questões discutidas variam, mas a teimosia típica da falta de instrução e de senso crítico é a mesma. O defensor de seu ponto de vista é tão teimosos que é capaz de levar sua convicção para o túmulo, sem checar se ela é verdadeira ou não.

Um recado aos busólogos teimosos: cresçam. Amadureçam. Se eduquem, nem que para isso, seja necessário voltar à escola. Não é porque é maior de 18 anos que vai se achar o adulto pronto. Perfeito ninguém é, mas sempre devemos evoluir. E para evoluir é necessário admitir erros. Teimosia e arrogância são sinais de homens fracos, fadados ao fracasso.

Nunca quis mal a ninguém. Sou uma pessoa muito boa, embora os maus me vejam como "mau". Gostaria muito que este hobby fosse motivo de alegria, não de raiva.

Temos que usar a coerência e debater sadiamente mais tempo e mais vezes possível, para checarmos os fatos, sem confundí-los com opiniões, sempre levando a um denominador comum. Divergências podem ser sinal de que um dos lados pode estar errado e para isso deve se analisar fria e objetivamente, sem paixões e sem orgulho, para que se observe aonde estão os erros e o que deve ser feito para corrigí-los. Com a análise concluída, podemos chegar ao ponto de vista definitivo.

Mas não, o orgulho mesquinho do ser humano primitivo impede debates. É mais fácil chamar o discordante usando palavras baixas, porque é muito mais fácil. Ser sábio exige esforço, ainda mais para quem tem o senso crítico atrofiado.

Muito há para aprender, mas a primeira coisa é saber ser humilde. Saber reconhecer que não é perfeito. Perceber que a sua inteligência ainda não é o suficiente capaz para o entendimento das coisas do mundo. Que esta inteligência nunca deve ser glorificada e sim desenvolvida, para que a cada dia mais possamos entender melhor as coisas e discutí-las com sabedoria e objetividade, respeitando pontos de vista apenas quando eles oferecem coerência e lógica. Porque quem não desenvolve sua inteligência, pensando ser uma pessoa pronta, perfeita, não está se respeitando. Se não se respeita, não merece respeito.

Vamos agir como humanos. Não como cães pit-bull famintos, loucos para morder alguém. O teimoso nunca sai do lugar, por mais que ele pense que está certo.

Não quero fazer inimigos. Detesto brigas. Para evitar brigas, é preciso humildade para reconhecer erros e consertá-los para que eles não virem uma poderosa arma a destruir quem as contesta.

Analisem com atenção e detalhadamente este texto e reflitam. Para que a busologia volte a ser fonte de união entre as pessoas.