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domingo, 24 de agosto de 2014

Pela coerência, busólogos pró-padronização visual nunca deveriam publicar seus nomes nos créditos de fotos

Os busólogos em geral ficaram a favor da colocação de uniformes em frotas de ônibus, conhecida como "padronização visual". Essa medida que impede a identificação fácil e rápida das empresas pelos passageiros, só consegue agradar a busólogos e autoridades, que tem meios e macetes de identificar as empresas, além de não precisarem usar ônibus o tempo todo, evitando enfrentar os problemas causados por essa mania imposta pelas prefeituras.

Mas se baseando naquela máxima que diz "pimenta nos olhos dos outros é refresco", os mesmos busólogos que não fazem mais questão que as empresas possam ser identificadas, fazem questão que seus nomes sejam escritos nas fotos quando reproduzidas fora de seus perfis no Ônibus Brasil. Isso soa a hipocrisia, às vezes pelo mal caratismo e sempre por ignorância.

Se os busólogos idólatras de uniformes de prefeitura quiserem ser coerentes, nunca usariam seus nomes nas fotos, preferindo colocar a expressão "Busólogo de Cidade de Tal" nos créditos, se limitando a informar a cidade onde mora. É mais honesto e coerente com a postura assumida de não permitir a identidade das empresas.

Como a incoerência virou moda no Brasil, em vários setores da humanidade, os busólogos não quiseram ficar de fora da moda e criaram também a sua forma de ser incoerentes. Como a incoerência é um erro e perpetua problemas, preparemos para que nosso país nunca se desenvolva por um longo período de muitas décadas.

terça-feira, 4 de março de 2014

Busólogos que defendem padronização urbana se assustam com padronização rodoviária

Para quem não sabe, as linhas rodoviárias que ligam São Paulo a cidades mais próximas, tem a sua frota indevidamente uniformizada. E agora , embora ainda não confirmado sobre de que se trata, se é padronização de grupo empresarial ou do governo estadual, um novo leiaute está sendo estampado em vários rodoviários paulistas e está dando muita dor de cabeça aos busólogos, que além de não terem gostado da elegante estampa, ainda temem que isto sirva de aperitivo para a possível padronização visual da frota da ANTT (a agência que controla a frota interestadual).

Busólogos sempre foram focados, em sua maioria em frotas rodoviárias, mais bonitas e imponentes. Se a padronização visual imposta a ônibus urbanos é tolerada pelos busólogos - e até admirada e defendida por muitos outros - a rodoviária de longa distância (os executivos municipais do RJ foram padronizados e ninguém chiou) é totalmente reprovada, pois mexe em grande totens da busologia, como a Itapemirim, a 1001 e a Cometa. Uniformizar empresas de longa distância soa muito ofensivo aos entusiastas do hobby.

Na nossa opinião, a pintura padronizada da frota estadual e interestadual é reprovada sim. Mas reconhecemos que a variação de pinturas é pouco necessária neste caso, já que o que importa para o passageiro de linhas longas é o número de cada carro, já que ao saltar em diversas estalagens para voltar, ele precisa retornar para o mesmo carro, tenha ele ou não a mesma pintura que outros carros. Além disso, para escolher empresa de linha longa, já basta o guichê estar devidamente identificado.

De qualquer forma toda padronização é reprovável, pois o Brasil é o país da diversidade.




sexta-feira, 5 de julho de 2013

"Translitorânea" perde suas linhas

Estranhamente uma das empresas que operam carros de piso baixo no Rio, a Translitorânea, "reencarnação" da empresa Amigos Unidos, uma das reprovadas no sistema de ônibus antes da licitação, teve a sua permissão cassada pelo prefeito Eduardo Paes, logo ás vésperas da CPI dos ônibus. Pelo que parece é melhor agir antes que as investigações mostrem a sujeira embaixo do tapete.

A cassação se deu pela insufiência de carros operados pela empresa, que perdeu as linhas 521 (São Conrado-Botafogo, via Copacabana), 522 (São Conrado-Botafogo, via Jóquei), 546 (Rocinha-Leblon), 591 (Leme- São Conrado, via Copacabana e Rocinha), 592 (São Conrado Leme-Rocinha) e 593 (Leme-São Conrado, via Rocinha). 

Embora a escassez de veículos fosse o motivo da cassação, a empresa era praticante de vários tipos de irregularidades, sobretudo a má conservação dos veículos, sucateados, apesar de relativamente novos.

Resta saber se as que operam na Zona Oeste, todas deficitárias e do mesmo dono da cassada - que operava até então na Zona Sul do RJ, mais privilegiada - também perderão as suas linhas.

As linhas que a "Translitorânea" perdeu foram repartidas em forma de pool entre a "Real" e a "Graça", esta última, uma "reencarnação" da Saens Peña, que mudou de dono e de nome, sem que a população (proibida pela prefeitura de identificar claramente as empresas) percebesse.

Ela ainda continua operando as outras linhas que possui, várias para a Barra e Recreio.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Porque os busólogos gostam da padronização visual

Conversando com um amigo meu que não curte ônibus, ele questionou se os busólogos não ficaram chateados pelo fato de que todos os ônibus de uma cidade passarem a ter uma mesma estampa de pintura. Eu falei que a maioria dos busólogos na verdade gostou e quem não estava gostando eram os passageiros. Ele achou estranho. Mas há uma explicação para isso.

Busólogos sabem como identificar um ônibus. A padronização visual não é um problema para eles, capazes de identificar um modelo de chassis de olhos fechados. Observando alguns detalhes, para os busólogos é muito fácil saber de que cerro é uma empresa, sem precisar forçar a vista para ler o miúdo nome da empresa estampado próximo ao gigantesco nome da cidade.

Um exemplo. Se dois determinados carros da mesma carroceria e chassis e de mesma pintura, uma das empresas só comprar bancos azuis enquanto as outras só compram bancos pretos, já dá para perceber de qual empresa é o de bancos azuis.

E é só um exemplo. Há casos que detalhes bem mínimos, quase imperceptíveis, favorecem a identificação por busólogos, normalmente atentos a qualquer detalhe, por menor que seja.

Isso explica porque a maioria dos busólogos aprova a padronização visual enquanto os passageiros, que geralmente identificam o seu ônibus pela estampa da empresa, reprovam totalmente a medida.

domingo, 23 de setembro de 2012

Ator faz belo texto contra a padronização de ônibus

Nosso comentário - Enquanto na busologia a padronização visual adotada na frota municipal do Rio de Janeiro vem ganhando mais adeptos, fora dela aumentam cada vez mais pessoas indignadas com essa medida tomada pelo prefeito Eduardo Paes e pelo seu secretário Alexandre Sansão de maneira arbitrária, sem plebiscitos, enquetes ou consultas de qualquer tipo.

Este texto pego no jornal O Globo, escrito por um ator de teatro, mostra a sua indignação numa linguagem quase poética, digno de alguém com sensibilidade.

Ordem sem tristeza

ROGÉRIO CORREA - Extraído de O Globo por Michel Levy e postado no Orkut

Quem não tem na memória as cores dos ônibus que fizeram e fazem parte da sua vida? Quem, como eu, nasceu e foi criado na Zona Norte, deve ter tomado muito o 438, que desde que me lembro, sempre foi laranja, e o 606 (vulgo “doriana”), que há décadas ilumina as ruas com um verde claro chamativo.

Sempre tivemos, na Cidade do Rio de Janeiro, cores tradicionais de linhas específicas, cores geralmente alegres, como o espírito do carioca.

Não é só uma questão de tradição e estética. É uma questão de praticabilidade. Pode-se identificar um ônibus a se aproximar do ponto a uma grande distância. Ou melhor, podia-se. Agora, pouco a pouco, os nossos ônibus estão ficando todos iguais, igualmente feios.

Sem discutir aqui os méritos do Choque de Ordem da Prefeitura da nossa cidade, creio que todos concordamos que um pouco mais de ordem seria bem vinda ao caos quotidiano do Rio de Janeiro. Porém, dentro desta perspectiva, devemos lembrar que o Rio tem uma saudável tradição de ser uma cidade colorida e alto astral.

Qualquer ordem proposta pelo governo (municipal, estadual ou federal) para a Cidade Maravilhosa deveria ter em mente esta tradição multicor. Não queremos ver o Rio transformado em Berlim ou em Londres, pelo menos não no aspecto estético.

No passado recente, o colorido das nossas praias cariocas já foi prejudicado pela interferência do governo nos guarda-sóis de aluguel, que foram todos uniformizados na cor vermelha. As praias da cidade hoje em dia lembram Brasília no dia da primeira posse do Presidente Lula: um mar vermelho que não Moisés que parta. Foi-se o colorido da praia. Porque não uniformizaram os guarda-sóis em 3 ou 4 cores diversas?

Mas pelo menos o vermelho escolhido para eles foi uma cor viva como o espírito do carioca. O mesmo não se pode dizer da presente uniformização dos ônibus urbanos. Estes estão pouco a pouco sendo pintados, todos iguais, com cores tristes e desmaiadas, com uma predominância infeliz do cinza.

Nem o vermelho dos double deckers de Londres* nos foi oferecido. Cinza! E ao cinza se adicionam detalhes em cores pastéis esmaecidas, cores de alface murcho. Quem planejou isso? Quem escolheu esta triste estética acinzentada? Um paulista? Um europeu? Um daltônico? Um fascista?

Se esta tendência for mantida, logo, logo os times de futebol e as escolas de samba serão também obrigados a se colorirem de cinza.

Esta padronização é um ataque à herança cultural da nossa cidade e deve ser imediatamente estancada e revertida. Por que se gastar tanto dinheiro para diminuir o colorido e a beleza da cidade? Que importemos o que o primeiro mundo tem de bom, como a ordem, mas sem perder o que a alegria e o colorido cariocas. Estes são nossos, uma parte importante do nosso patrimônio cultural. Não acinzente a nossa cidade, Sr. Prefeito!

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* NOTA: Nem o sistema de Londres é padronizado. Eu pesquisei (e postei aqui) e soube que os famosos vermelhinhos são apenas os ônibus que servem o centro da cidade. É uma padronização de serviço. Fora do centro, nota-se uma surpreendente variedade de pinturas e modelos de ônibus na capital inglesa, de fazer envergonhar o prefeito carioca que teve a asneira de dizer que a padronização visual é uma "tendência mundial". Falta de informação dá nisso.

A diversidade de pinturas era um dos símbolos da Cidade Maravilhosa. O que ele fez com os ônibus foi comparável a colocar saia no Cristo Redentor e acabar com a ondulação do Pão de Açúcar. Lamentável e vergonhoso.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

O pesadelo está chegando

Em algumas redes sociais o assunto já começa a aparecer. Autoridades já demonstram interesse em adotar. Usuários e busólogos conscientes que fiquem mais atentos. A padronização da frota metropolitana do Rio vai ser uma realidade.

O pior é que a quantidade de empresas e de municípios envolvidos é muito grande e a confusão vai ser assustadora. Mais de 100 empresas sem poder ser identificadas pelo usuário comum. Se as 45 do Rio e as 9 de Niterói já confundem o passageiro, imagine mais de 100 empresas para localidades bem distantes umas das outras. Localidades nem sempre seguras, pois bandidos tem o hábito de matar desconhecidos que chegam por engano em seus territórios.

O Rio de Janeiro é o único estado do Sudeste onde a frota metropolitana (que liga a a capital às cidades vizinhas) não é padronizada. Estados de outras regiões como Goiânia, Ceará, Bahia, Porto Alegre e a superestimada Curitiba já rodam com frota metropolitana uniformizada.

Vai ser um festival de transtorno que pode piorar o modo de se pegar ônibus. A medida de uniformizara frota, que não tem vantagem nenhuma, só serve para fazer propaganda de prefeitura e agradar os busólogos que puxam saco de autoridades (estes busólogos e as autoridades - leia-se políticos e empresários - obviamente não andam de ônibus, pois se andassem, não defenderiam a uniformização). Defender a padronização deve estar rendendo muito dinheiro para estes puxa-sacos.

Ainda não se sabe quando será implantada a medida. A licitação do Detro - órgão que controla as linhas metropolitanas - já está a a caminho. Há a intenção de que antes das olimpíadas, metade da frota já esteja devidamente uniformizada.

Como a corda sempre arrebenta para o lado do mais fraco, quem vai sair perdendo é a população, sempre ignorada pelas autoridades depois que acabam as eleições.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Primeiro piso baixo de Niterói já chegou. E nossa, como é medonho!

A Transnit, em nome daquela que foi um dia conhecida como "Brasília" acaba de receber o primeiro ônibus de piso baixo de Niterói. É um Caio Millennium BRT muito feio. Pavoroso! Parece um caixão em forma de ônibus. Bom para o Conde Drácula e os busólogos que o admiram!

A mesma Transit acaba de receber mais carros para o ex-"Peixoto", no esquema "mais do mesmo" com Senior Midi iguais aos que já tinham, com a unica diferença a pintura de bubblegum.

Pelo jeito, dias horríveis estão para vir em Niterói, num sistema que promete piorar tudo, principalmente quando as olimpíadas acarem. Quem gosta, como busólogos e autoridades, nunca andam de ônibus!

Para quem quer ver o ônibus medonho, fique à vontade! Exceto para quem tem problemas cardíacos! Imagens fortes!

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Cabritada sem ar para Niterói

A prefeitura havia prometido para junho a chegada de ônibus refrigerados de piso baixo e motorização traseira. Estamos quase em setembro e nenhum sinal deles.

Enquanto isso, aquela que foi um dia conhecida como Santo Antônio, através da Transoceanico (o Consórcio Maçã Verde) acaba de adquirir um lote de vários cabritos sem ar e de piso alto para substituir os Citmax que não serão pintados. Lembrando que a empresa dona da ex-Santo Antônio, a Vera Cruz de Caxias, acaba de adquirir Mega, cabrito, piso alto, mas refrigerado.  

O consórcio Transoceanico ainda não deu sinais de que vai adquirir carros refrigerados, já que as unicas empresas que possuem carros do tipo são da Transnit (o Consórcio Cereja).

Pelo jeito tudo vai ficar ma mesma merda. A única diferença é esse uniforme gosmento de chiclé de bola que impuseram aos ônibus niteroienses com a intenção de confundir a população e estimulá-la a dar a  sua colaboração para o aumento do engarrafamento de automóveis na cidade.

sábado, 18 de agosto de 2012

Ficou difícil identificar empresas em Niterói. Ficou MESMO!

Quando eu falo dos defeitos da uniformização, os outros preferem rir da minha cara e cometer atrocidades comigo. Mas o tempo passa e mostra que na verdade eu estou certo, colocando os discordantes numa derrota bem frustrante que os enche de raiva.

Hoje, observei dois casos de ônibus no novo sistema niteroiense, onde fica quase impossível ver o nome da empresa numa certa distância num e em qualquer distância outro.

Os carros da TransNit atribuídos à "Araçatuba",  pintados recentemente e que começaram a rodar neste final de semana, circulam com o nome da empresa grafado de forma bem reduzida., Para ler o nome dela, só chegando bem perto.

Outra situação, nem isso. Um carro da TransOceânica estava rodando sem o nome da empresa, identificada  apenas pelo código que, pelo que sei, não é do conhecimento da maioria das pessoas. Para os busólogos fica fácil identificar a empresa, no caso atribuída à "Fortaleza", pois ela é a única do consórcio a ter CAIO Apache VIP II com chassis Volkswagen. Para quem não é busólogo, paciência.

Muitas vezes penso que esta dificuldade de identificação é proposital, pois favorece irregularidades de todos os tipos, já que não dá para saber que foi o "culpado". 

O transporte do Rio virou uma comédia de erros após a implantação do novo sistema. Tudo piora a cada dia. O de Niterói ainda deve piorar. Vamos ver quem vai se dispor a consertar tudo após 2017, quando o BRT virar abóbora.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Foi estética, não foi?

Quando nós, os busólogos mais coerentes, protestamos contra a uniformização dos ônibus do Rio, nos acusaram de estar priorizando a estética, que queríamos ônibus bonitos, o que importa era a funcionalidade (que na verdade, não interessa aos busólogos-pelegos), etc. Agora o jogo virou. Ao avesso.

Com a uniformização dos ônibus de Niterói, a tese defendida pelos busólogos submissos às autoridades foi pelo ralo, direto para o esgoto. Agora são eles que defendem a estética, já que a camisa de força escolhida para os ônibus niteroienses é realmente muito bonita. Alegre e feita para agradar crianças que admiram ônibus.

Na verdade o que os busólogos conscientes defendem e que os busólogos-pelegos não admitem é que o problema de uniformizar a frota e dificultar a identificação das empresas, favorecendo a corrupção e estimulando o desleixo no serviço (algo que já está ocorrendo na capital fluminense), já que as empresas, agora fundidas na prática em uma "CTC terceirizada", não tem mais imagem nem nome a zelar, se aproveitando disso para poupar gastos e gerar lucros de maneira irregular, enganando e prejudicando a população que depende do serviço.

E agora me digam: quem é o infantil que só quer estética? Hein?

sábado, 14 de julho de 2012

Pintura padronizada de Niterói é inspirada na pintura de Anápolis, terra de Carlinhos Cachoeira

Descobrimos que a pintura padronizada escolhida para Niterói e que começou a rodar hoje mesmo é inspirada na pintura de Anápolis/GO, terra natal do Carlinhos Cachoeira, padrinho dos políticos brasileiros.

Vejam abaixo as fotos comprometedoras que mostram a ligação Cachoeira/Niterói. Se não bastasse existir um bairro com o nome de Cachoeira na cidade-sorriso...