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sexta-feira, 15 de maio de 2015

Prefeitos decidem metas para a Mobilidade Urbana. E comemoram o alcance de uma delas

Prefeitos de todo o estado do Rio se reúnem para discutir metas para a mobilidade urbana. E comemoraram o alcance de uma delas:

A colocação de uniformes das prefeituras nas pinturas dos ônibus, impedindo a identificação da empresa e confundindo o passageiro, além de transformá-lo em refém das secretarias de transporte na hora de reivindicar melhorias no sistemas de ônibus.

Esta meta com certeza foi plenamente alcançada. Já as outras metas...


sábado, 18 de outubro de 2014

São Fidélis padroniza frota?

São Fidélis apresentando sua pintura padronizada? O nome da prefeitura em destaque na carroceria deixa claro que se trata de ônibus com pintura padronizada. Afinal o nome da empresa não interessa mesmo.

Qual é a empresa? Que linha fará? E porque ônibus rodoviário? Quando virá a frota urbana?

Padronizações rendem tantas perguntas. Somente perguntas...


quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Ônibus Brasil pode estar sendo controlado por empresas

Um comentário publicado no Facebook, cujo autor me recuso a identificar em respeito a ele, soltou uma hipótese que pode justificar o comportamento irresponsável de muitos busólogos, sobretudo os do Rio de Janeiro, que se mantem na teimosia de defender incoerências e absurdos em prol  de interesses particulares. E entre esses interesses podem estar os interesses profissionais.

Sabe-se que muitos busólogos na verdade são funcionários de empresas. Por razões de sobrevivência financeira (já que não sabem fazer outra coisa além de suas aptidões), abrem mão da ética humana substituindo-a pela ética profissional, que em matéria de moral e bom senso, nem sempre parece ética.

Colocar o interesse da cada um que deve ser preservado, acima do interesse coletivo faz parte do instinto dos mais rudimentares seres vivos, incluindo vários unicelulares. Lutar por ele não tem nada de mal, mas colocá-lo para prejudicar o interesse coletivo, aí sim, é bem nocivo. E estamos cansados de ver uma enxurrada de exemplos desse tipo de nocividade.

Busólogos cariocas se tornaram especialistas nisso. "Donos da Verdade", se recusam a admitir qualquer ideia que vá contra suas convicções e interesses. Usam a busologia não como hobby, mas como forma de promoção pessoal e ganhos materiais. Os busólogos ligados a governos e empresas levam a sério a sua ligação e costumam agir de forma bem agressiva quando contestados.

E o comportamento estranho demonstrado nos fóruns do Ônibus Brasil, site cuja administração ainda é bastante misteriosa (curioso um site que é rigoroso com os outros não ser rigoroso consigo mesmo), pode ter explicação justamente nesta ligação profissional de muitos busólogos, que ao meu ver, apreenderam a gostar de ônibus trabalhando neles.

Segundo o comentário publicado no Facebook, o Ônibus Brasil é monitorado pelas principais empresas de ônibus do país e pelo que parece, os busólogos-profissionais agem como informantes dessas empresas, além de publicar fotos mais por motivos publicitários do que por hobby. Talvez eles sejam orientados pelas mesmas para agirem de forma antipática e atá agressiva toda vez que apareça um comentário contrário às suas convicções e interesses.

Até acrescento a esta hipótese lançada no Facebook, a suspeita de que empresas podem estar administrando o Ônibus Brasil, até porque críticas as mesmas não são mais publicadas (se são, são automaticamente retiradas), sinalizando um grave processo de censura. Já elogios derramados às mesmas e ovações às novas "conquistas" dos projetos de mobilidade urbana, um dogma praticamente religioso defendido pela busologia em geral (composta curiosamente por religiosos semi-beatos - ateus praticamente inexistem entre busólogos), que podemos chamar de "religião do BRT", são estimulados, mesmo que tais projetos gerem danos à população. Danos que claro, devem ser escondidos ao máximo.

Unindo o prestígio dos busólogos cariocas (os mais agressivos do país), que foram os pioneiros a entrar em garagens das empresas (são conhecidos como busólogos "abre-garagens"), com este fanatismo pelos projetos de mobilidade urbana ("articulado em sistema ruim é sempre melhor que micrão em sistema excelente"), temos o cenário perfeito para que as desavenças entre estes e outros busólogos mais realistas se transformem em uma inimizade declarada. Com o prejuízo sempre do lado dos mais sensatos.

Não sabemos nada, não conhecemos os bastidores do Ônibus Brasil, e esta postagem e apenas uma suposição. O que é certo é que a busologia, sobretudo a carioca, virou um desastre, e que muitos motivos desconhecidos podem estar por trás das graves discussões que envolvem os busólogos do RJ, muito mais interessados em defender os seus interesses individuais do que lutar por uma melhoria real do transporte. Até porque seguir decisões de empresários e políticos soa bem mais adequado: "una-se aos fortes e serás um deles". Fortes, até quando?

terça-feira, 17 de junho de 2014

Primeiro projeto feito exclusivamente para busólogos é aprovado

O primeiro projeto de mobilidade urbana feito apenas para busólogos é finalmente aprovado. A prefeitura de Niterói, reconhecendo a importância do hobby, resolveu criar um projeto exclusivo para os busólogos, o BRT Charitas/Engenho do Mato. 

Este BRT é uma pioneira iniciativa feita para entreter os amantes dos ônibus e transportes coletivos. belíssimos ônibus farão um passeio turístico ligando os dois bairros citados, para que os amantes de belos ônibus possam se entreter e aproveitar para curtir a paisagem do percurso. 

É uma iniciativa inédita que somente Niterói, pioneira em muitas coisas, poderia fazer. Os ingressos para o lúdico passeio devem ter o mesmo preço da passagem e a prefeitura promete estimular ainda mais o turismo na cidade, sobretudo o turismo busófilo, com a iniciativa.

Apesar de já aprovada a sua implantação, ainda não há previsão de quando o BRT niteroiense ficará pronto. Mas o que se sabe é que os busólogos de Niterói e de cidades vizinhas estão empolgados com o surgimento de um projeto feito exclusivamente para os amantes desse hobby.

PS: este post, por incrível que pareça, não é irônico, visto que a sua implantação é desnecessária para a  demanda que vive nas proximidades do trajeto e que prefere linhas que liguem seus bairros ao centro ou a outras localidades mais importantes. 



sábado, 20 de julho de 2013

Consórcio Bombarda adquire novos ônibus

Boa aquisição. Só não sabemos para que cidade, pois a prefeitura responsável não colocou o nome da cidade no veículo. Adequados para tempos de mobilidade anti-democrática, decidida ao gosto dos prefeitos, assessores e secretários.


sábado, 23 de março de 2013

Lixeiral Rio: padrão Trans1000 de qualidade

Hoje eu vi na Tijuca vários carros novinhos da "Litoral Rio", marca Volvo, completamente sucateados. O incrível é que a "Litoral Rio" sempre foi uma das melhores empresas da cidade, com manutenção impecável e constante da frota.

Os carros vistos foram 20202, 20050, 20226, com arranhões, amassados, ruído de peças soltas e até um carro com parte do parachoque arrancado. Além disso, os carros davam a clara impressão que o sucateamento não se resumia a isso, estando todo o ônibus muito mal conservado. Isso após pouquíssimo tempo de aquisição. Uma vergonha!

Mas com essa uniformização que transformou as empresas em empregados da prefeitura, numa anti-democrática encampação que ainda ninguém teve a coragem de assumir, as empresas resolveram economizar na manutenção, já que não tem mais marca a zelar (e a frota "pertencendo" à prefeitura - que deveria cuidar dela, ora pois!), resultando nesse quebra-quebra caracterizado por uma frota cada vez mais sucateada.

Acho melhor mudar o nome para Lixeiral Rio. Aliás, não muda nada, não. Com pintura uniformizada e nome quase apagado, não dá para identificar a empresa mesmo. Só dá para ler o nome da prefeitura: ela que responda por esse sucateamento.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Do contrário que se espera, BRT pode estimular uso do automóvel

Colocar uma fórmula pronta e pronto (trocadilho?) em qualquer cidade é bom porque reduz custos e tempo, mas acima de tudo porque economiza esforço e discernimento. 

O BRT tem todas as vantagens de uma fórmula pronta e mais uma: a beleza. É um sistema visivelmente bonito, maravilhoso que fascina a todos e enchem os olhos de pura beleza.

Mas uma coisa que ninguém reparou é que, do contrário que quase todos acreditam, o BRT pode estimular ainda mais o uso dos automóveis, sendo um modelo inadequado para a maioria das cidades. Se esse problema já acontece em Curitiba, onde houve aumento de uso nos automóveis nos últimos anos, que nem a renovação brutal de frota de articulados conseguiu impedir.

O problema do BRT é que, por ser grande demais, ele não passa em todas as ruas. nem os alimentadores, menores, passam, pois as prefeituras entendem que colocar todos os ônibus para rodar em ruas reservadas para isso é o melhor. E como isso estimula o uso dos automóveis?

Simples. Porque com o automóvel, o cidadão pode se deslocar diretamente para as ruas desejadas, sem ter o esforço inútil de andar léguas a pé de um ponto de ônibus - o mais próximo, porém bem distante - ao lugar desejado. Além disso, espalhando os ônibus de linhas diferentes em ruas diferentes ajuda muito na fluidez do trânsito. Antigamente, pontos e itinerários eram em lugares bem diferentes para cada linha, fazendo com que quase todos os quarteirões importantes dos grandes centros tivessem acesso direto através de transporte coletivo.

As pessoas precisam usar melhor o discernimento e repensar o transporte ao invés de implantar fórmulas prontas que funcionam mesmo só na aparência. O cidadão não quer transporte bonito e sim um trânsito organizado que garanta ir ao destino desejado, andando cada vez menos até ele.

Enquanto isso, o cidadão vai tentando garantir seu direito de ir e vir com o seu automóvel, preferindo encarar os engarrafamentos que as autoridades se negam a evitar e combater.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Rodoviários fazem protesto contra "trabalho escravo" na porta de empresa de ônibus no Rio

Nosso comentário: A líder do consórcio Intersul mostra o exemplo de como o transporte do RJ piora cada vez mais e não só para os passageiros, mas também para os funcionários das empresas.

Rodoviários fazem protesto contra "trabalho escravo" na porta de empresa de ônibus no Rio

Do R7 | 05/11/2012 às 08h09 | Atualizado em: 05/11/2012 às 09h13

Eles trabalham em 22 linhas municipais nas zonas Norte, Sul e Centro da cidade.

Cerca de 800 motoristas e cobradores da Real Auto Ônibus, responsável por 22 linhas municipais nas zonas Norte, Sul e Centro do Rio, paralisaram as atividades nesta segunda-feira (5) para reivindicar melhores condições de trabalho. Com faixas e cartazes, os rodoviários iniciaram uma manifestação de madrugada na porta da garagem da empresa, na Vila do João, em Bonsucesso.

Segundo o Sintraturb (Sindicato dos Motoristas de Ônibus e Cobradores do Rio de Janeiro), o protesto foi deflagrado após inúmeras denúncias recebidas e encaminhadas ao MPT (Ministério Público do Trabalho) sobre carga horária abusiva imposta pela direção da Real Auto Ônibus. Ainda na manhã desta segunda os trabalhadores fazem uma assembléia na porta da empresa para decidir se interrompem o seviço por tempo indeterminado.

O vice-presidente do sindicato, Sebastião José, disse que a intenção dos manifestantes não é prejudicar os passageiros, por isso o movimento começoou ainda na madrugada.

— Estamos desde a madrugada tentando negociar com a empresa. Pedimos a compreensão dos usuários, mas é preciso que a população fique ciente do trabalho escravo imposto não só pela Viação Real, mas por todos as empresas do setor, que obrigam seus motoristas e cobradores a trabalhar até 15 horas diariamente, transformando esses profissionais em verdadeiros escravos; isso sem contar o agravante de colocarem em risco a vida dos usuários, já que os motoristas não dormem o suficiente. Queremos uma jornada decente de 6 horas para esses profissionais.

Sebastião informou ainda que em outubro o sindicato denunciou a Real Auto Ônibus ao MPT por várias práticas consideradas abusivas como obrigar o trabalhador a dobrar o serviço, sendo que quem se recusa é punido com a troca de linha e horário; exigir o transporte diário de 300 passageiros; descontar abusivamente avarias e multas dos ônibus, procedimento que é vetado pela nova lei que rege os motoristas, entre outras.

O R7 tenta contato com a direção da Real Auto Ônibus.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Coincidência, não é?

Desde que a prefeitura do Rio decidiu impor a utilização de uniforme nas frotas de ônibus, além de mudar números e trajetos de linhas, confundindo ainda mais a população,é bastante visível o aumento de acidentes e quebras de veículos na frota municipal da cidade. 

Agora, em Niterói, que resolveu repetir a medida por achar "legal" (não há vantagem nenhuma em uniformizar frotas - o discernimento garante), já começam a aparecer danos em veículos por conta da má manutenção. Há o aumento de ocorrência de ônibus pifados na cidade.

As empresas do Rio de de Niterói agora entendem que, como não tem mais imagem a zelar, para quê ficar gastando dinheiro com manutenção? Qualquer coisa, responsabiliza-se a prefeitura. Até porque é o nome dela que aparece grafado em letras grandes nos veículos.

Além disso, o poder de ferro da prefeitura obriga os ônibus a cumprirem horário rigorosamente, mesmo sabendo que o trânsito cada vez mais caótico por causa do "direito" do cidadão de usar automóvel - na verdade uma forma de status social - não favorece o cumprimento de horários por causa dos incessantes e acumulativos engarrafamentos. Para tentar cumprir o horário, o jeito é correr com o ônibus quando o trânsito estiver livre. Aí é que acontecem os acidentes.

Não é pintando os veículos de uma só cor que se melhora o serviço de ônibus. E para quê melhorar os ônibus se ainda temos muitos automóveis engarrafando as ruas? Mobilidade urbana é acima de tudo, tirar os automóveis das ruas. Se não diminuirmos os automóveis, qualquer plano de mobilidade, por melhor que seja, será um inevitável fracasso. Quem raciocinar, vai concordar com isso.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Com Neves, ônibus deverá ficar como está

Como sabemos, Rodrigo Neves foi eleito prefeito de Niterói. Eu votei nulo, pois os dois que ficaram para o segundo turno na verdade representaram a continuação de tudo aquilo que há na cidade durante mais de 20 anos. Exatamente, salvo raríssimas mudanças, como eu havia deixado, quando saí para morar em Salvador até 2008. Os nulos e brancos chegaram a superar p segundo colocado, Felipe Peixoto, representante da gestão que está por se encerrar.

Neves tem poucos projetos de mobilidade urbana. A construção de duas grandes vias para tentar desafogar o trânsito é a principal delas, além da conclusão do "mergulhão" (na verdade um mergulhinho de poucos metros), criado pela gestão encerrante. Mas as suas promessas não vão muito além disso.

Peixoto, seu concorrente de segundo turno também não tinha muitos projetos. Mas como continuador da gestão atual, pelo menos haveria uma esperança de executar as construções dos terminais, forçando o encurtamento de várias linhas, que deixariam o centro da cidade e fariam baldeações gratuitas por dentro dos novos terminais, diminuindo drasticamente o número de ônibus que entram no terminal João Goulart. Isso tudo pode estar indo pelo esgoto com a vitória anunciada.

É bem provável que o "magnífico" plano de mudanças no transporte coletivo niteroiense dê com os burros n'água já que pelo que se vê na prática, apenas o Terminal Largo da Batalha, com obras já em andamento, será construído; os carros de pisos baixos só serão colocados nas linhas que já eram refrigeradas, todas de apenas três empresas do consórcio TransNit, dispensando o consórcio TransOceanico de adquirir os seus; e as linhas continuarão engarrafando o Terminal João Goulart, já que a redução no trajeto de várias linhas, facilitada com a construção dos novos terminais, pelo jeito virou ideia descartada.

Isso tudo sem falar que nenhum dos candidatos se propôs a estimular a redução de automóveis nas ruas, preferindo projetos estéticos e bem visíveis para que possa chamar a atenção da população, fazendo uma melhoria de fachada que na prática nada resolve, perpetuando os problemas que insistem em se manter, por irresponsabilidade da própria população, educada a transformar o automóvel na extensão de seu corpo e em bandeira pelo direito de locomoção garantido por lei.

Com isso, não espero que haja mudanças no cenário atual, a não ser essa ridícula e ilícita pintura-padrão (leia-se uniforme da prefeitura) colocada nos ônibus, que caracteriza uma encampação enrustida e ilegal, onde a prefeitura brinca de ser dono dos veículos das empresas, ignorando as características da modalidade de concessão, verdadeira modalidade verificada na lei que gerencia o transporte municipal .

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Porque os busólogos gostam da padronização visual

Conversando com um amigo meu que não curte ônibus, ele questionou se os busólogos não ficaram chateados pelo fato de que todos os ônibus de uma cidade passarem a ter uma mesma estampa de pintura. Eu falei que a maioria dos busólogos na verdade gostou e quem não estava gostando eram os passageiros. Ele achou estranho. Mas há uma explicação para isso.

Busólogos sabem como identificar um ônibus. A padronização visual não é um problema para eles, capazes de identificar um modelo de chassis de olhos fechados. Observando alguns detalhes, para os busólogos é muito fácil saber de que cerro é uma empresa, sem precisar forçar a vista para ler o miúdo nome da empresa estampado próximo ao gigantesco nome da cidade.

Um exemplo. Se dois determinados carros da mesma carroceria e chassis e de mesma pintura, uma das empresas só comprar bancos azuis enquanto as outras só compram bancos pretos, já dá para perceber de qual empresa é o de bancos azuis.

E é só um exemplo. Há casos que detalhes bem mínimos, quase imperceptíveis, favorecem a identificação por busólogos, normalmente atentos a qualquer detalhe, por menor que seja.

Isso explica porque a maioria dos busólogos aprova a padronização visual enquanto os passageiros, que geralmente identificam o seu ônibus pela estampa da empresa, reprovam totalmente a medida.

domingo, 23 de setembro de 2012

Ator faz belo texto contra a padronização de ônibus

Nosso comentário - Enquanto na busologia a padronização visual adotada na frota municipal do Rio de Janeiro vem ganhando mais adeptos, fora dela aumentam cada vez mais pessoas indignadas com essa medida tomada pelo prefeito Eduardo Paes e pelo seu secretário Alexandre Sansão de maneira arbitrária, sem plebiscitos, enquetes ou consultas de qualquer tipo.

Este texto pego no jornal O Globo, escrito por um ator de teatro, mostra a sua indignação numa linguagem quase poética, digno de alguém com sensibilidade.

Ordem sem tristeza

ROGÉRIO CORREA - Extraído de O Globo por Michel Levy e postado no Orkut

Quem não tem na memória as cores dos ônibus que fizeram e fazem parte da sua vida? Quem, como eu, nasceu e foi criado na Zona Norte, deve ter tomado muito o 438, que desde que me lembro, sempre foi laranja, e o 606 (vulgo “doriana”), que há décadas ilumina as ruas com um verde claro chamativo.

Sempre tivemos, na Cidade do Rio de Janeiro, cores tradicionais de linhas específicas, cores geralmente alegres, como o espírito do carioca.

Não é só uma questão de tradição e estética. É uma questão de praticabilidade. Pode-se identificar um ônibus a se aproximar do ponto a uma grande distância. Ou melhor, podia-se. Agora, pouco a pouco, os nossos ônibus estão ficando todos iguais, igualmente feios.

Sem discutir aqui os méritos do Choque de Ordem da Prefeitura da nossa cidade, creio que todos concordamos que um pouco mais de ordem seria bem vinda ao caos quotidiano do Rio de Janeiro. Porém, dentro desta perspectiva, devemos lembrar que o Rio tem uma saudável tradição de ser uma cidade colorida e alto astral.

Qualquer ordem proposta pelo governo (municipal, estadual ou federal) para a Cidade Maravilhosa deveria ter em mente esta tradição multicor. Não queremos ver o Rio transformado em Berlim ou em Londres, pelo menos não no aspecto estético.

No passado recente, o colorido das nossas praias cariocas já foi prejudicado pela interferência do governo nos guarda-sóis de aluguel, que foram todos uniformizados na cor vermelha. As praias da cidade hoje em dia lembram Brasília no dia da primeira posse do Presidente Lula: um mar vermelho que não Moisés que parta. Foi-se o colorido da praia. Porque não uniformizaram os guarda-sóis em 3 ou 4 cores diversas?

Mas pelo menos o vermelho escolhido para eles foi uma cor viva como o espírito do carioca. O mesmo não se pode dizer da presente uniformização dos ônibus urbanos. Estes estão pouco a pouco sendo pintados, todos iguais, com cores tristes e desmaiadas, com uma predominância infeliz do cinza.

Nem o vermelho dos double deckers de Londres* nos foi oferecido. Cinza! E ao cinza se adicionam detalhes em cores pastéis esmaecidas, cores de alface murcho. Quem planejou isso? Quem escolheu esta triste estética acinzentada? Um paulista? Um europeu? Um daltônico? Um fascista?

Se esta tendência for mantida, logo, logo os times de futebol e as escolas de samba serão também obrigados a se colorirem de cinza.

Esta padronização é um ataque à herança cultural da nossa cidade e deve ser imediatamente estancada e revertida. Por que se gastar tanto dinheiro para diminuir o colorido e a beleza da cidade? Que importemos o que o primeiro mundo tem de bom, como a ordem, mas sem perder o que a alegria e o colorido cariocas. Estes são nossos, uma parte importante do nosso patrimônio cultural. Não acinzente a nossa cidade, Sr. Prefeito!

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* NOTA: Nem o sistema de Londres é padronizado. Eu pesquisei (e postei aqui) e soube que os famosos vermelhinhos são apenas os ônibus que servem o centro da cidade. É uma padronização de serviço. Fora do centro, nota-se uma surpreendente variedade de pinturas e modelos de ônibus na capital inglesa, de fazer envergonhar o prefeito carioca que teve a asneira de dizer que a padronização visual é uma "tendência mundial". Falta de informação dá nisso.

A diversidade de pinturas era um dos símbolos da Cidade Maravilhosa. O que ele fez com os ônibus foi comparável a colocar saia no Cristo Redentor e acabar com a ondulação do Pão de Açúcar. Lamentável e vergonhoso.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Operando no vermelho

Porque será que muitos sistemas de padronização visual gostam de colocar a cor vermelha nos uniformes que as prefeituras impõem aos ônibus? Falam que é para homenagear os ônibus de Londres. Bobagem! Na verdade, é para alertar sobre o verdadeiro fracasso desse sistema, operando literalmente no vermelho. 

Não por acaso as áreas atendidas pelas cores vermelhas são as piores e sofrem pelo pior serviço. Coincidência??? Nãããooooo...











sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Niterói tem agora novo consórcio: Largo da Batalha

Com a intenção de melhorar a mobilidade urbana, houve a necessidade da criação de uma novo consórcio para os ônibus de Niterói. O novo consórcio passa a se chamar Largo da Batalha, mas usará linhas que circulam nas áreas dos outros dois consórcios, Transnit e Transoceânico.

Os carros já foram adquiridos e o modelo escolhido para estes veículos é o novo CAIO Millenium BRT, que ficaram lindos com a pintura malhada verde-marrom. São refrigerados e possuem acesso para cadeirantes. Se der certo, é bem possível que os outros dois consórcios sejam absorvidos pelo Largo da Batalha e a cidade circule com apenas um consórcio.

As fotos abaixo mostram os confortáveis e democráticos veículos adquiridos para a frota do novo consórcio. Autoridades e busólogos já aprovaram. Será que a população vai aprovar?




quarta-feira, 5 de setembro de 2012

O pesadelo está chegando

Em algumas redes sociais o assunto já começa a aparecer. Autoridades já demonstram interesse em adotar. Usuários e busólogos conscientes que fiquem mais atentos. A padronização da frota metropolitana do Rio vai ser uma realidade.

O pior é que a quantidade de empresas e de municípios envolvidos é muito grande e a confusão vai ser assustadora. Mais de 100 empresas sem poder ser identificadas pelo usuário comum. Se as 45 do Rio e as 9 de Niterói já confundem o passageiro, imagine mais de 100 empresas para localidades bem distantes umas das outras. Localidades nem sempre seguras, pois bandidos tem o hábito de matar desconhecidos que chegam por engano em seus territórios.

O Rio de Janeiro é o único estado do Sudeste onde a frota metropolitana (que liga a a capital às cidades vizinhas) não é padronizada. Estados de outras regiões como Goiânia, Ceará, Bahia, Porto Alegre e a superestimada Curitiba já rodam com frota metropolitana uniformizada.

Vai ser um festival de transtorno que pode piorar o modo de se pegar ônibus. A medida de uniformizara frota, que não tem vantagem nenhuma, só serve para fazer propaganda de prefeitura e agradar os busólogos que puxam saco de autoridades (estes busólogos e as autoridades - leia-se políticos e empresários - obviamente não andam de ônibus, pois se andassem, não defenderiam a uniformização). Defender a padronização deve estar rendendo muito dinheiro para estes puxa-sacos.

Ainda não se sabe quando será implantada a medida. A licitação do Detro - órgão que controla as linhas metropolitanas - já está a a caminho. Há a intenção de que antes das olimpíadas, metade da frota já esteja devidamente uniformizada.

Como a corda sempre arrebenta para o lado do mais fraco, quem vai sair perdendo é a população, sempre ignorada pelas autoridades depois que acabam as eleições.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Cabritada sem ar para Niterói

A prefeitura havia prometido para junho a chegada de ônibus refrigerados de piso baixo e motorização traseira. Estamos quase em setembro e nenhum sinal deles.

Enquanto isso, aquela que foi um dia conhecida como Santo Antônio, através da Transoceanico (o Consórcio Maçã Verde) acaba de adquirir um lote de vários cabritos sem ar e de piso alto para substituir os Citmax que não serão pintados. Lembrando que a empresa dona da ex-Santo Antônio, a Vera Cruz de Caxias, acaba de adquirir Mega, cabrito, piso alto, mas refrigerado.  

O consórcio Transoceanico ainda não deu sinais de que vai adquirir carros refrigerados, já que as unicas empresas que possuem carros do tipo são da Transnit (o Consórcio Cereja).

Pelo jeito tudo vai ficar ma mesma merda. A única diferença é esse uniforme gosmento de chiclé de bola que impuseram aos ônibus niteroienses com a intenção de confundir a população e estimulá-la a dar a  sua colaboração para o aumento do engarrafamento de automóveis na cidade.