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domingo, 31 de agosto de 2014

Busólogos não focam qualidade operacional do transporte. Eles querem é o veículo

Busologia é um hobby. Hobby é como uma brincadeira, criada para divertir as pessoas. Ás vezes até informa, o que no caso da busologia se confirma bastante. Mas não pensem que os busólogos fazem questão que o transporte coletivo tenha boa qualidade de serviço.

Antes de explicar isso, aproveito para esclarecer que utilizo aqui a palavra "busólogo" por convenção. É o termo mais usado pelos mesmos, embora exista "busófilo". Busofilia seria o verdadeiro nome do hobby e Busologia seria uma "busofilia" mais técnica, focada no funcionamento do veículo e sua historiografia. Busófilo é o admirador de ônibus enquanto busólogo seria o estudioso em ônibus. Mas como se convencionou a usar "busólogo" nos dois sentidos, vamos utilizar o termo.

Para os busólogos, a parte operacional não é focalizada. para eles o que interessa é o veículo em si e suas características. Se ele irá servir bem suas linhas ou não é outro foco, verificado mais pelos usuários. Para os busólogo, ônibus é mais um objeto de admiração e muitos nem utilizam o transporte, chegando a ir de carro nos lugares onde vão fotografar os ônibus.

Não que não haja busólogos preocupados com o bom serviço dos sistemas de ônibus. Há, sim. Mas não é o foco da busologia. A preocupação com a parte operacional dos ônibus é na verdade um aspecto a parte, que não é inerente ao hobby.

Embora, para parecer bem às outras pessoas, muitos busólogos, quase todos, se assumam preocupados com a qualidade operacional, o que é desmentido nos comentários de muitos, que demonstram não entender o funcionamento operacional dos serviços de ônibus.

Espero ter esclarecido esse fato. Busólogo não tem a obrigação de querer qualidade de transporte. O cidadão usuário de ônibus é que deve exigir transporte melhor.

Busologia é um mero hobby. Para o busólogo, se o ônibus consegue ligar o motor e sair do seu lugar,  já é o básico. O resto é complemento.

sábado, 30 de agosto de 2014

Busólogos não focam qualidade do serviço

Um comentário visto no Facebook de um busólogo de outro estado me fez pensar e me inspirou a escrever esta postagem. Ele, ao comentar uma novidade disse que "o que importa é que o ônibus é bonito e pronto. O resto é detalhe." Não me lembro da frase exata e nem de que novidade ele estava comentando, mas a mensagem era essa mesmo. Vou poupar a identidade do busólogo em respeito ao mesmo.

Alguns outros busólogos estranharam o comentário, mas a maioria entendeu. E não deveria ser estranho, já que na busologia, o que interessa é o veículo em si, não a sua operação. Claro que existem alguns busólogos que se interessam pela parte operacional, mas isso não é atributo da busologia.

Claro que muitos busólogos, para angariarem simpatia, vão dizer que se preocupam sim com a qualidade dos serviços de operação. Mas vão se limitar a soluções prontas e estereotipadas como o BRT ou citar opiniões superficiais a respeito. Mas aprofundar mesmo sobre a operação dos ônibus, somente poucos.

Para a maioria dos busólogos, ônibus só serve mesmo para ser admirado. Muitos nem andam de ônibus, se limitando a tratar este topo de transporte como objeto de admiração, indo aos encontros de automóvel, o que eles fazem normalmente em seu cotidiano.

Por isso não é estranho que, por exemplo, a maioria não se incomode mais com a padronização visual, nome dado a colocação de uniforme nos ônibus, transformando os mesmos em "carros oficiais" de suas prefeituras, algo que vai contra a lei de licitações e antagoniza o atributo de concessão garantido pelas leis municipais, transformando os sistemas em uma encampação enrustida. Isso tem estimulado os empresários a cometer irregularidades, pois a uniformização favorece a ocultação da identidade. 

Para os busólogos, o que interessa é ônibus bonito e possante. Se o uniforme da prefeitura agrada, mantém-se o uniforme. Se o carro é articulado, motor traseiro, refrigerado, piso baixo e outras configurações avançadas, ele pode bater, pode pifar e travar no engarrafamento que está ótimo. Pode até fazer parte de empresas mal administradas (caso do ultra-pomposo e idolatrado BRT do RJ), que ninguém se importa. O que importa é ver ônibus bonito e de configuração avançada. O resto é "detalhe", como o outro diz.

Enfim, para a melhoria da operação e da qualidade de serviços, com a palavra, os usuários. Esses sim sabem melhor para que realmente serve um ônibus, não importando se ele é bonito ou possante.

sexta-feira, 5 de julho de 2013

"Translitorânea" perde suas linhas

Estranhamente uma das empresas que operam carros de piso baixo no Rio, a Translitorânea, "reencarnação" da empresa Amigos Unidos, uma das reprovadas no sistema de ônibus antes da licitação, teve a sua permissão cassada pelo prefeito Eduardo Paes, logo ás vésperas da CPI dos ônibus. Pelo que parece é melhor agir antes que as investigações mostrem a sujeira embaixo do tapete.

A cassação se deu pela insufiência de carros operados pela empresa, que perdeu as linhas 521 (São Conrado-Botafogo, via Copacabana), 522 (São Conrado-Botafogo, via Jóquei), 546 (Rocinha-Leblon), 591 (Leme- São Conrado, via Copacabana e Rocinha), 592 (São Conrado Leme-Rocinha) e 593 (Leme-São Conrado, via Rocinha). 

Embora a escassez de veículos fosse o motivo da cassação, a empresa era praticante de vários tipos de irregularidades, sobretudo a má conservação dos veículos, sucateados, apesar de relativamente novos.

Resta saber se as que operam na Zona Oeste, todas deficitárias e do mesmo dono da cassada - que operava até então na Zona Sul do RJ, mais privilegiada - também perderão as suas linhas.

As linhas que a "Translitorânea" perdeu foram repartidas em forma de pool entre a "Real" e a "Graça", esta última, uma "reencarnação" da Saens Peña, que mudou de dono e de nome, sem que a população (proibida pela prefeitura de identificar claramente as empresas) percebesse.

Ela ainda continua operando as outras linhas que possui, várias para a Barra e Recreio.

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Busólogos não focam qualidade do serviço

Um comentário visto no Facebook de um busólogo de outro estado me fez pensar e me inspirou a escrever esta postagem. Ele, ao comentar uma novidade disse que "o que importa é que o ônibus é bonito e pronto. O resto é detalhe." Não me lembro da frase exata e nem de que novidade ele estava comentando, mas a mensagem era essa mesmo. Vou poupar a identidade do busólogo em respeito ao mesmo.

Alguns outros busólogos estranharam o comentário, mas a maioria entendeu. E não deveria ser estranho, já que na busologia, o que interessa é o veículo em si, não a sua operação. Claro que existem alguns busólogos que se interessam pela parte operacional, mas isso não é atributo da busologia.

Claro que muitos busólogos, para angariarem simpatia, vão dizer que se preocupam sim com a qualidade dos serviços de operação. Mas vão se limitar a soluções prontas e estereotipadas como o BRT ou citar opiniões superficiais a respeito. Mas aprofundar mesmo sobre a operação dos ônibus, somente poucos.

Para a maioria dos busólogos, ônibus só serve mesmo para ser admirado. Muitos nem andam de ônibus, se limitando a tratar este topo de transporte como objeto de admiração, indo aos encontros de automóvel, o que eles fazem normalmente em seu cotidiano.

Por isso não é estranho que, por exemplo, a maioria não se incomode mais com a padronização visual, nome dado a colocação de uniforme nos ônibus, transformando os mesmos em "carros oficiais" de suas prefeituras, algo que vai contra a lei de licitações e antagoniza o atributo de concessão garantido pelas leis municipais, transformando os sistemas em uma encampação enrustida. Isso tem estimulado os empresários a cometer irregularidades, pois a uniformização favorece a ocultação da identidade. 

Para os busólogos, o que interessa é ônibus bonito e possante. Se o uniforme da prefeitura agrada, mantém-se o uniforme. Se o carro é articulado, motor traseiro, refrigerado, piso baixo e outras configurações avançadas, ele pode bater, pode pifar e travar no engarrafamento que está ótimo. Pode até fazer parte de empresas mal administradas (caso do ultra-pomposo e idolatrado BRT do RJ), que ninguém se importa. O que importa é ver ônibus bonito e de configuração avançada. O resto é "detalhe", como o outro diz.

Enfim, para a melhoria da operação e da qualidade de serviços, com a palavra, os usuários. Esses sim sabem melhor para que realmente serve um ônibus, não importando se ele é bonito ou possante.

sábado, 23 de março de 2013

Lixeiral Rio: padrão Trans1000 de qualidade

Hoje eu vi na Tijuca vários carros novinhos da "Litoral Rio", marca Volvo, completamente sucateados. O incrível é que a "Litoral Rio" sempre foi uma das melhores empresas da cidade, com manutenção impecável e constante da frota.

Os carros vistos foram 20202, 20050, 20226, com arranhões, amassados, ruído de peças soltas e até um carro com parte do parachoque arrancado. Além disso, os carros davam a clara impressão que o sucateamento não se resumia a isso, estando todo o ônibus muito mal conservado. Isso após pouquíssimo tempo de aquisição. Uma vergonha!

Mas com essa uniformização que transformou as empresas em empregados da prefeitura, numa anti-democrática encampação que ainda ninguém teve a coragem de assumir, as empresas resolveram economizar na manutenção, já que não tem mais marca a zelar (e a frota "pertencendo" à prefeitura - que deveria cuidar dela, ora pois!), resultando nesse quebra-quebra caracterizado por uma frota cada vez mais sucateada.

Acho melhor mudar o nome para Lixeiral Rio. Aliás, não muda nada, não. Com pintura uniformizada e nome quase apagado, não dá para identificar a empresa mesmo. Só dá para ler o nome da prefeitura: ela que responda por esse sucateamento.

sábado, 15 de dezembro de 2012

Trans1000: Boatos, boatos e nenhuma melhoria

NOSSO COMENTÁRIO: Admiradores e administração da Trans1000 viraram boateiros profissionais. Lançam inúmeras lendas para passar a falsa ideia de que a empresa ainda é uma das grandes. Negativo. A Trans1000 é a pior do Estado do Rio de Janeiro e o encerramento de suas atividades é um sinal de respeito ao ser humano, sobretudo quem é obrigado a trabalhar nela e quem é obrigado a usar os serviços dela.

BOATOS, BOATOS E NENHUMA MELHORIA
Por Fora Trans1000 - Ninguém aguenta mais

Infelizmente, a Transmil, nos últimos três anos, anda sendo alvo de muita boataria que não dá em coisa alguma. Pelo contrário, são apenas rumores de supostas melhorias que em nenhum momento viram verdade, sendo feitas só para fazer sensacionalismo nos debates sobre busologia.

O boato mais recente é de que o Grupo Flores estaria comprando, para a empresa, carros do modelo Comil Svelto. As informações são dadas de forma vaga, pois também há o indício de que o grupo empresarial de São João do Meriti estaria, na verdade, cedendo carros mais antigos do modelo, se caso a notícia tiver algum fundo de verdade.

A última novidade da empresa, a compra de aproximadamente 40 carros novos, na verdade se resumiu à aquisição de pouco mais de 20 carros semi-novos da Neobus Mega 2006, fabricados nesse mesmo ano, comprados da carioca Viação Pavunense.

A boataria foi divulgada até mesmo no jornal O Globo, divulgada por um assessor da Transmil, que havia dito que esperava a chegada dos "novos carros" dos "fornecedores". A novidade estava prevista para fevereiro de 2011, mas ela se realizou só em novembro do mesmo ano, e mesmo assim muito abaixo das expectativas.

Constantemente, circularam boatos de venda de linhas, de extinção da empresa, de compra de novos carros. Informações desencontradas, promessas mirabolantes, esperanças vãs. Enquanto isso, não há qualquer melhoria. Tudo fica na mesma. E quem perde é o passageiro.

sábado, 3 de novembro de 2012

O que está havendo com a "Viação Fortaleza"?

Aquela que era uma das melhores empresas de Niterói, vem lentamente dando sinais de uma silenciosa decadência. Parecia que estava prevendo o que ia acontecer com esse sistema horroroso criado para iludir os gringos otários que vem se enganar com a copinha inútil e imposto de forma autoritária e ilícita.

A "Viação Fortaleza" vem demonstrando uma série de defeitos que muita gente ainda não percebeu. Já começou mal com as compras de carros da Busscar com uma porta e sem cobrador, repetindo o feito com os Apaches Vip (que não puderam ter apenas uma porta por causa da lei de acessibilidade). Todos carros grandes. Se de fato (e ninguém sabe disso) micros podem ter cobrador (com mesas e torniquetes cada vez melhores, isso é extremamente possível), imaginem ônibus grandes.

A mesma empresa resolveu vender quase todos os micros (sobraram dois que ainda rodam) e alguns carros grandes do modelo Spectrum. A renovação de frota não compensou o número de carros vendidos. Só para ter uma ideia, de 15 carros (alguns micros e os Spectruns), foram substituídos por apenas um carro, o 09.102 (que aparece com a pintura verde na foto, agora como integrante do consórcio TransOceânico). Tira 15 e coloca apenas um no lugar. É mole?

Outra coisa: o site BSG, em julho deste ano, havia dito que no mês seguinte (no caso, agosto), a "Fortaleza", através do consórcio Transoceânico, colocaria seus carros de piso baixo para rodar. Estamos agora em Novembro e nenhum sinal sequer de algum pedido. Há indícios de que o consórcio Transoceânico seja dispensado da compra de carros de piso baixo (que são refrigerados em Niterói), já que todas as empresas envolvidas haviam cancelado o serviço antes da grotesca mudança.

Além disso tudo, a "Fortaleza" está bem desorganizada na hora de colocar os dados na pintura padronizada, com nomes tortos, palavras faltando, falta de alinhamento, uma loucura. Decepcionante para uma empresa que sempre foi organizada em sua pintura.

Observando o que acontece no Rio, este novo sistema poderá significar na prática uma grande piora. Pode ser até que maquiem para agradar os gringos, mas finda a ilusão, com a carruagem virando abóbora, vão se conhecer as verdadeiras (segundas) intenções dos governantes com essa pataquada toda.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

A Trajetória sombria da Trans1000

COMENTÁRIO DESTE BLOG: Esse texto é uma radiografia do que é a Transmil ou Trans1000, a pior empresa do Estado do Rio de Janeiro, uma verdadeira morta-viva que ainda insiste em rodar, apesar de suas muitas e intermináveis falhas. 

Uma empresa claramente mal administrada, que engana a população, faz seus próprios funcionários sofrerem e presta o pior serviço possível, mas é incrivelmente admirada por alguns busólogos que não tem o desprazer de depender dessa empresa para se deslocar. A Trans1000 já teve seu período de trégua e não se mancou. 

Agora, chega de boatos, chega de perdão: para a Trans1000 só resta a sua irrevogável extinção, doa a quem doer, pois na minha opinião, o bem estar dos passageiros e funcionários é o que interessa, mesmo que esse bem estar atrapalhe o interesse mesquinho de terceiros.

A TRAJETÓRIA SOMBRIA DA TRANSMIL

Por Alexandre Figueiredo

Moradores de Mesquita e Nilópolis, na Baixada Fluminense, vivem um drama interminável na hora de se deslocarem para o Rio de Janeiro ou de lá voltassem para suas cidades. Dependem unicamente de uma empresa que insiste em manter-se em circulação, mesmo com um péssimo serviço e uma frota velha e sucateada, apenas eventualmente reparada pelo esforço corajoso de funcionários mal-remunerados que tentam oferecer alguma dignidade para uma empresa mal-administrada.

Embora se diga que a Turismo Trans1000 Ltda., o nome jurídico de tal empresa, vive "sérios problemas financeiros", a empresa, na verdade, segue o mesmo gênero, de matizes tragicômicas, da "empresa pobre de empresários ricos". Mas isso, no caso da empresa sediada em Mesquita, esconde uma trajetória que inclui até mesmo uma tragédia.

Depois que a Turismo Transmil, que surgiu em 1981 de um desmembramento da antiga Transa - empresa que, mudando o registro do DETRO, migrou para Três Rios e é melhor administrada - , deixou de fazer parte do grupo Guanabara (do empresário Jacob Barata), a empresa ficou com quatro sócios.

O problema é que, em 19 de março de 2009, um deles, Luís Carlos Duarte Batista, o Carlinhos da Tinguá, foi assassinado num crime político. Ele era ligado tanto ao Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, quanto à política da Baixada Fluminense e até hoje os motivos do crime não foram ainda esclarecidos, embora alguns suspeitos tenham sido presos em maio de 2011.

A decadência da empresa se deu quando a última renovação de frota com carros vindos de fábrica foi em 2007, e mesmo assim com o tipo "midibus", ônibus de porte médio, mais baratos no mercado. Depois a empresa passou a substituir as frotas não mais com carros inéditos, e nem sequer com carros de segunda mão, mas com carros de terceira mão, geralmente de empresas cariocas ou de São Gonçalo que já integravam frotas de outras empresas da Baixada Fluminense.

Outras irregularidades também vieram à tona, como descumprimento de encargos trabalhistas, problemas nos registros de cada ônibus da frota - alguns circularam com problemas na documentação, e até mantendo a chapa com o crédito da cidade do Rio de Janeiro, correspondente ao da empresa anterior do veículo - e a demora na espera de um ônibus.

O DETRO, entidade ligada ao governo fluminense que se responsabiliza pelo transporte intermunicipal, se limita a apreender os ônibus e depois liberá-los. Mas em vez de impor sanções ou qualquer tipo de punição à empresa, fora as multas, ela é poupada, enquanto passageiros utilizam os ônibus da Transmil temendo por sua segurança.

Afinal, os ônibus rodam em alta velocidade com pneus carecas e parafusos quase soltos, indicados pelo fato de que os ônibus "sacolejam" pelas estradas enquanto correm. Num incidente, um ônibus da Transmil teve um dos pneus soltos num trecho da Av. Brasil. Em outro incidente, um ônibus circulou com problemas no freio, condição potencial para um trágico acidente.

Na melhor das hipóteses, o que ocorre é o enguiçamento do motor. Não há tragédia nem feridos, mas os passageiros se atrasam em seus compromissos, o que pode causar problemas na chegada ao trabalho, e muitos moradores de Nilópolis e Mesquita trabalham no Rio de Janeiro, e é difícil, num mercado instável que é o brasileiro, ser exemplar na sua profissão, porque apenas cumprir o horário não é suficiente para o patrão confiar no seu subordinado.

FÃ-CLUBE ESTRANHO

Além da estranha persistência de uma empresa cheia de irregularidades, cuja permanência na operação de suas linhas não é garantia de que a empresa vá sanar as supostas dificuldades financeiras - que, provavelmente, são resultantes da incompetência e improbidade administrativas de seus donos - , há o estranho fã-clube de uma minoria barulhenta de busólogos, fato compreensível apenas pelo contexto da atual busologia do Rio de Janeiro, que vive uma crise, tomada de uma minoria arrogante e caluniadora que defende medidas antipopulares e está movida por politicagem.

São busólogos que se irritam quando surge alguma campanha pelo fim da Turismo Transmil. Eles tentam dizer que "também entendem" os sofrimentos dos passageiros, mas mostram um nervosismo quando alguém diz que a Transmil deveria ter sido extinta faz tempo.

Fazem argumentações surreais. "A Transmil está com dificuldades...", é a mais comum. Mas, independente de quem torce ou não pela Transmil, o que se vê são boatos dos mais diversos tipos, desde informações sobre a suposta transferência de linhas como 003 e 005, que ligam Nilópolis e Mesquita, respectivamente, para o Rio de Janeiro, para outras empresas da Baixada Fluminense.

Uns chegam mesmo a dizer que a Transmil é "uma das melhores empresas da Baixada". Outros tentam fazer comentários invejosos contra empresas dotadas de frota de qualidade, como a Transportes Blanco e a Viação Caravele. Mas tudo o que se fala da Transmil não passa de "rádio-leão" - adaptação do termo sindical "rádio-peão", que significa "boato", na gíria busóloga - , e a empresa fica na mesma.

POLITICAGEM E PROMESSAS DE LICITAÇÃO

O problema mais grave é a politicagem que está em torno da Transmil, cujas irregularidades chegaram ao conhecimento da ALERJ. Um político do PP chegou mesmo a pegar carona na revolta da população de Nilópolis e cobrou do governo do Estado do Rio de Janeiro, meses atrás, alguma medida contra a deficitária empresa.

Aparentemente, o governador Sérgio Cabral Filho concordou com as denúncias e prometeu licitar as linhas que ligam a Baixada Fluminense e o Rio de Janeiro. Mas, além da promessa da adoção de uma padronização visual - praga que já incomoda os passageiros que usam as linhas municipais do Rio de Janeiro e Niterói - , a licitação pode fazer com a Transmil assim como a de Eduardo Paes fez com algumas empresas deficitárias.

Em outras palavras, a Transmil pode reassumir as mesmas linhas sob um outro nome. Ela poderá fazer alguns paliativos para fingir que "é uma empresa melhor", e, através da camisa de força de consórcios, poderá arrancar da empresa líder alguns carros semi-novos para dizer que "está renovando as frotas", carros que mais tarde ficarão sucateados por "falta de dinheiro" (a grana vai para os bolsos dos donos).

E, para piorar, será terrível ver a Transmil, na camuflagem visual do sistema Baixada X Rio, ter as mesmas cores da Flores, Mageli, Evanil, Caravele e Blanco. Isso será um grande desastre. E os passageiros serão mais uma vez tapeados. E, mesmo com um outro nome (ou seria pseudônimo?), a Transmil seguirá sua trajetória sombria maltratando os passageiros que só dependem dela para irem e virem no trajeto de Mesquita e Nilópolis (além de uma linha de Nova Iguaçu) para o Rio, rezando para que pelo menos voltem sãos, salvos e com o emprego mantido.

sábado, 21 de julho de 2012

Queremos Blanco na 479 Mesquita / Praça Mauá!!

Prezados amigos, está lançada a campanha para tirar a Trans 1000 da linha 479B Mesquita / Praça Mauá. A Trans 1000, com seus carros antigos e com parte da frota de ar condicionado com o aparelho enguiçado, não pode mais continuar atuante, diante de tão péssimo serviço.

Sei que será trabalhoso pedir a saída da Trans 1000 em todas as linhas, o ideal seria isso (e com a transferência dos rodoviários da Trans 1000 para suas substitutas, com todas as garantias e direitos trabalhistas mantidos). Mas, levando a campanha gradualmente, escolhemos a linha 479B Mesquita / Praça Mauá como etapa atual da campanha.

A Trans 1000 tem os mesmos defeitos que provocaram o cancelamento de concessões em outras empresas. A Transportes Oriental, antes uma tradicional empresa carioca, tornou-se uma verdadeira sucata e além do mais usou uma pintura que dava aos ônibus um aspecto de sujos (e, aliás, eram mesmo), tendo sido extinta pelas autoridades, após muita divulgação - e pressão - na mídia..

Como uma "Transportes Oriental" da Baixada, a Trans 1000 tem um desenho horroroso, uma frota sucateada que, no caso da linha 479B, só não teve carros enguiçados com frequência porque Deus é muito bom para os passageiros. Mas os passageiros embarcam nos ônibus sempre preparados para desembarcarem em algum trecho da Av. Brasil ou Via Dutra para esperar outro ônibus.

Por isso, pedimos a substituição da Trans 1000 pela Transportes Blanco, na linha 479B Mesquita / Praça Mauá. Que seja o mais rápido possível. Que sejam colocados carros da Marcopolo Torino 2007 e Marcopolo Ideale, todos com ar, na referida linha. A Blanco está com uma frota exemplar e, surgida da modesta São Jorge, está dando um banho no seu serviço, enquanto a Trans 1000, antes uma empresa exemplar, hoje mais parece uma empresa de fretamento de bóias-frias.

Queremos a saída rápida da Trans 1000 na linha 479B. Não tem como discutir. Vamos divulgar o máximo dessa campanha, para que ela dê certo e se estenda para as demais linhas da Trans 1000, para assim tirarmos essa empresa deficitária do serviço de coletivos da Baixada Fluminense.

QUEREMOS BLANCO NA 479 MESQUITA / PRAÇA MAUÁ!! O MAIS RÁPIDO POSSÍVEL!!




sexta-feira, 22 de junho de 2012

Busólogos continuam a defender a Trans1000. Enquanto isso, usuários ainda sofrem com a empresa

Parece que o bom senso ainda não faz parte de boa parte dos busólogos cariocas. Estes ainda continuam a defender a Trans1000, a pior empresa do Estado do RJ e que continua a rodar com carros mal conservados, participação frequente em acidentes, e cheios de irregularidades, tanto em seu funcionamento como em sua má administração. 

A Trans1000 não é uma empresa em crise que mereça ser tratada como "coitadinha" (como é vista pelos seus defensores) e sim uma empresa mal administrada, cheia de dívidas e que só consegue se manter em atividade graças a subornos e mais subornos e de acordos com políticos que fecham os olhos ao festival de irregularidades. A maneira com que la mostra os seus erros, tá na cara que ela é mal administrada.

Os busólogos que elogiam a empresa não são usuários da mesma, por possuírem automóveis (para estes, ônibus é somente para admirar) ou por simplesmente não viverem nas áreas servidas pela empresa. Além disso, eles demonstram desprezo toral pelo bem estar de usuário e até de funcionários da empresa, que sofrem durante as viagens nada relaxantes.

Busólogos elogiam, Usuários reclamam - Enquanto busólogos elogiam e defendem a empresa, passageiros que são obrigados a viajar nos carros da Trans1000 não param de reclamar em fóruns e em espaços de comentários em sites. Muitos são taxativos em pedir a extinção da Trans1000. 

Eu estou com os usuários, até porque cheguei a ser um. Por pouco não morri em duas oportunidades, pois os veículos da empresa correm muito, com pneus carecas e péssima conservação da carroceria.

Seria muito bom ver a empresa, que não tem nenhuma chance de recuperação, ser extinta. Muitos busólogos defensores tentaram inventar boatos que sugeriam de uma forma ou de outra, a recuperação da empresa que eles tanto amam - sem utilizá-la. Uma empresa na UTI do transporte carioca, sem chance de sobrevivência sadia.