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sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Titio Lerner cuidará do transporte metropolitano carioca. Bozólogos piram

Após muito suspense e demora, foi finalmente anunciado como será o processo de licitação das linhas metropolitanas do RJ que transformará as empresas do Rio em empregados do governo do estado. Acabam as empresas e teremos apenas a Viação Chinelo de Pezão Auto Ônibus.

E sabe quem será o responsável pelo projeto: ele mesmo: Jaime Lerner! O pupilo da ditadura que se inspirou nos veículos militares para criar o pomposo sistema de Curitiba. Com ele no comando, já sabemos como tudo vai se dar. 

E os bozólogos, entusiastas de chassis de ônibus que pouco ou nada ligam para a qualidade da parte operacional dos ônibus? Certamente ficarão bem felizes pois haja O500, B340, K310IA e o escambau devidamente fardados com o nome do governo do estado em destaque. Uma festa!

E nessa disneylândia busóloga onde os patetas ficam felizes em ver chassis possantes presos em engarrafamentos veremos um sistema que a cada dia piora, forçando cada vez mais passageiros, descrentes com o poder público, a abandonar os ônibus e pegar os seus tranquilizantes automóveis.

Até porque é uma má ideia dar destaque a nomes de gestões públicas em pinturas de ônibus. Isso afasta a clientela.

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Para busólogos cariocas, mais do mesmo é "novidade"

Estamos vivendo em dias de vacas magras na busologia carioca. Com a crise, as empresas tem renovado muito pouco. As que se dispõem a renovar, optam pelo mais do mesmo, que é mais barato e seguro.

Mas muitos busólogos cariocas tem espalhado para o mundo coisas como: "grades novidades", "grande renovação", "surpresas", etc. Como se comprar o mais do mesmo fosse "grande novidade". Comemorando algo que não traz nenhuma transformação, sequer estética, para o transporte.

É bom os busólogos cariocas se tornarem mais realistas e pararem de comemorar. Até porque o serviço na religião metropolitana do RJ tem piorado bastante, com a qualidade caindo vertiginosamente em todos os aspectos, graças a um festival de equívocos iniciados desde que os políticos resolveram brincar de donos de ônibus em 2010.

O transporte está uma merda e não existe novidade. Assumam.




sexta-feira, 15 de maio de 2015

Prefeitos decidem metas para a Mobilidade Urbana. E comemoram o alcance de uma delas

Prefeitos de todo o estado do Rio se reúnem para discutir metas para a mobilidade urbana. E comemoraram o alcance de uma delas:

A colocação de uniformes das prefeituras nas pinturas dos ônibus, impedindo a identificação da empresa e confundindo o passageiro, além de transformá-lo em refém das secretarias de transporte na hora de reivindicar melhorias no sistemas de ônibus.

Esta meta com certeza foi plenamente alcançada. Já as outras metas...


domingo, 31 de agosto de 2014

Busólogos não focam qualidade operacional do transporte. Eles querem é o veículo

Busologia é um hobby. Hobby é como uma brincadeira, criada para divertir as pessoas. Ás vezes até informa, o que no caso da busologia se confirma bastante. Mas não pensem que os busólogos fazem questão que o transporte coletivo tenha boa qualidade de serviço.

Antes de explicar isso, aproveito para esclarecer que utilizo aqui a palavra "busólogo" por convenção. É o termo mais usado pelos mesmos, embora exista "busófilo". Busofilia seria o verdadeiro nome do hobby e Busologia seria uma "busofilia" mais técnica, focada no funcionamento do veículo e sua historiografia. Busófilo é o admirador de ônibus enquanto busólogo seria o estudioso em ônibus. Mas como se convencionou a usar "busólogo" nos dois sentidos, vamos utilizar o termo.

Para os busólogos, a parte operacional não é focalizada. para eles o que interessa é o veículo em si e suas características. Se ele irá servir bem suas linhas ou não é outro foco, verificado mais pelos usuários. Para os busólogo, ônibus é mais um objeto de admiração e muitos nem utilizam o transporte, chegando a ir de carro nos lugares onde vão fotografar os ônibus.

Não que não haja busólogos preocupados com o bom serviço dos sistemas de ônibus. Há, sim. Mas não é o foco da busologia. A preocupação com a parte operacional dos ônibus é na verdade um aspecto a parte, que não é inerente ao hobby.

Embora, para parecer bem às outras pessoas, muitos busólogos, quase todos, se assumam preocupados com a qualidade operacional, o que é desmentido nos comentários de muitos, que demonstram não entender o funcionamento operacional dos serviços de ônibus.

Espero ter esclarecido esse fato. Busólogo não tem a obrigação de querer qualidade de transporte. O cidadão usuário de ônibus é que deve exigir transporte melhor.

Busologia é um mero hobby. Para o busólogo, se o ônibus consegue ligar o motor e sair do seu lugar,  já é o básico. O resto é complemento.

domingo, 24 de agosto de 2014

Pela coerência, busólogos pró-padronização visual nunca deveriam publicar seus nomes nos créditos de fotos

Os busólogos em geral ficaram a favor da colocação de uniformes em frotas de ônibus, conhecida como "padronização visual". Essa medida que impede a identificação fácil e rápida das empresas pelos passageiros, só consegue agradar a busólogos e autoridades, que tem meios e macetes de identificar as empresas, além de não precisarem usar ônibus o tempo todo, evitando enfrentar os problemas causados por essa mania imposta pelas prefeituras.

Mas se baseando naquela máxima que diz "pimenta nos olhos dos outros é refresco", os mesmos busólogos que não fazem mais questão que as empresas possam ser identificadas, fazem questão que seus nomes sejam escritos nas fotos quando reproduzidas fora de seus perfis no Ônibus Brasil. Isso soa a hipocrisia, às vezes pelo mal caratismo e sempre por ignorância.

Se os busólogos idólatras de uniformes de prefeitura quiserem ser coerentes, nunca usariam seus nomes nas fotos, preferindo colocar a expressão "Busólogo de Cidade de Tal" nos créditos, se limitando a informar a cidade onde mora. É mais honesto e coerente com a postura assumida de não permitir a identidade das empresas.

Como a incoerência virou moda no Brasil, em vários setores da humanidade, os busólogos não quiseram ficar de fora da moda e criaram também a sua forma de ser incoerentes. Como a incoerência é um erro e perpetua problemas, preparemos para que nosso país nunca se desenvolva por um longo período de muitas décadas.

terça-feira, 17 de junho de 2014

Primeiro projeto feito exclusivamente para busólogos é aprovado

O primeiro projeto de mobilidade urbana feito apenas para busólogos é finalmente aprovado. A prefeitura de Niterói, reconhecendo a importância do hobby, resolveu criar um projeto exclusivo para os busólogos, o BRT Charitas/Engenho do Mato. 

Este BRT é uma pioneira iniciativa feita para entreter os amantes dos ônibus e transportes coletivos. belíssimos ônibus farão um passeio turístico ligando os dois bairros citados, para que os amantes de belos ônibus possam se entreter e aproveitar para curtir a paisagem do percurso. 

É uma iniciativa inédita que somente Niterói, pioneira em muitas coisas, poderia fazer. Os ingressos para o lúdico passeio devem ter o mesmo preço da passagem e a prefeitura promete estimular ainda mais o turismo na cidade, sobretudo o turismo busófilo, com a iniciativa.

Apesar de já aprovada a sua implantação, ainda não há previsão de quando o BRT niteroiense ficará pronto. Mas o que se sabe é que os busólogos de Niterói e de cidades vizinhas estão empolgados com o surgimento de um projeto feito exclusivamente para os amantes desse hobby.

PS: este post, por incrível que pareça, não é irônico, visto que a sua implantação é desnecessária para a  demanda que vive nas proximidades do trajeto e que prefere linhas que liguem seus bairros ao centro ou a outras localidades mais importantes. 



sábado, 20 de julho de 2013

Consórcio Bombarda adquire novos ônibus

Boa aquisição. Só não sabemos para que cidade, pois a prefeitura responsável não colocou o nome da cidade no veículo. Adequados para tempos de mobilidade anti-democrática, decidida ao gosto dos prefeitos, assessores e secretários.


sábado, 23 de março de 2013

Lixeiral Rio: padrão Trans1000 de qualidade

Hoje eu vi na Tijuca vários carros novinhos da "Litoral Rio", marca Volvo, completamente sucateados. O incrível é que a "Litoral Rio" sempre foi uma das melhores empresas da cidade, com manutenção impecável e constante da frota.

Os carros vistos foram 20202, 20050, 20226, com arranhões, amassados, ruído de peças soltas e até um carro com parte do parachoque arrancado. Além disso, os carros davam a clara impressão que o sucateamento não se resumia a isso, estando todo o ônibus muito mal conservado. Isso após pouquíssimo tempo de aquisição. Uma vergonha!

Mas com essa uniformização que transformou as empresas em empregados da prefeitura, numa anti-democrática encampação que ainda ninguém teve a coragem de assumir, as empresas resolveram economizar na manutenção, já que não tem mais marca a zelar (e a frota "pertencendo" à prefeitura - que deveria cuidar dela, ora pois!), resultando nesse quebra-quebra caracterizado por uma frota cada vez mais sucateada.

Acho melhor mudar o nome para Lixeiral Rio. Aliás, não muda nada, não. Com pintura uniformizada e nome quase apagado, não dá para identificar a empresa mesmo. Só dá para ler o nome da prefeitura: ela que responda por esse sucateamento.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Cadê os Viales BRS da Intersul?

Passou bastante tempo após a aquisição dos belos Viales BRS do consórcio Intersul do Rio de Janeiro e até agora eles não foram colocados para rodar. Seriam os carros de piso baixo mais bonitos do município, já que o modelo é mais bonito do que os outros que já rodam.

Não se sabe o que aconteceu com os ônibus, que foram expostos na Fetransrio, chegando a serem utilizados na pequena excursão que mostrou o funcionamento do BRT para os visitantes do citado evento.

Há quem diga que voltaram para a Marcopolo. Embora na Fetransrio, os carros aparecessem adesivados com o nome da empresa Voith, especialista em vários ramos da tecnologia.

Quem puder esclarecer o paradeiro dos veículos, escreva abaixo das fotos dos mesmos no Ônibus Brasil. Agradecemos adiantado.

sábado, 5 de janeiro de 2013

Busólogos não focam qualidade operacional do transporte. Eles querem é o veículo

Busologia é um hobby. Hobby é como uma brincadeira, criada para divertir as pessoas. Ás vezes até informa, o que no caso da busologia se confirma bastante. Mas não pensem que os busólogos fazem questão que o transporte coletivo tenha boa qualidade de serviço.

Antes de explicar isso, aproveito para esclarecer que utilizo aqui a palavra "busólogo" por convenção. É o termo mais usado pelos mesmos, embora exista "busófilo". Busofilia seria o verdadeiro nome do hobby e Busologia seria uma "busofilia" mais técnica, focada no funcionamento do veículo e sua historiografia. Busófilo é o admirador de ônibus enquanto busólogo seria o estudioso em ônibus. Mas como se convencionou a usar "busólogo" nos dois sentidos, vamos utilizar o termo.

Para os busólogos, a parte operacional não é focalizada. para eles o que interessa é o veículo em si e suas características. Se ele irá servir bem suas linhas ou não é outro foco, verificado mais pelos usuários. Para os busólogo, ônibus é mais um objeto de admiração e muitos nem utilizam o transporte, chegando a ir de carro nos lugares onde vão fotografar os ônibus.

Não que não haja busólogos preocupados com o bom serviço dos sistemas de ônibus. Há, sim. Mas não é o foco da busologia. A preocupação com a parte operacional dos ônibus é na verdade um aspecto a parte, que não é inerente ao hobby.

Embora, para parecer bem às outras pessoas, muitos busólogos, quase todos, se assumam preocupados com a qualidade operacional, o que é desmentido nos comentários de muitos, que demonstram não entender o funcionamento operacional dos serviços de ônibus.

Espero ter esclarecido esse fato. Busólogo não tem a obrigação de querer qualidade de transporte. O cidadão usuário de ônibus é que deve exigir transporte melhor.

Busologia é um mero hobby. Para o busólogo, se o ônibus consegue ligar o motor e sair do seu lugar,  já é o básico. O resto é complemento.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Seguranças do terminal proibem que pessoas tirem fotos de ônibus. Mas não proibem que atravessem em lugar proibido

Ontem aconteceu um acidente terrível no Terminal João Goulart, resultando em morte. Meu pai presenciou o fato e me disse antes de eu verificar as notícias. O acidente causou um engarrafamento mostro, obrigando os ônibus municipais a saírem pela parte onde passam os ônibus para São Gonçalo, em direção à Avenida Feliciano Sodré.

O acidente ocorreu porque a vítima, uma senhora de meia idade, estava, como muitas pessoas todos os dias atravessando pela parte proibida a pedestres e não percebeu o ônibus, um dos novos de piso baixo da TransNit, estava chegando. A senhora morreu na hora, esmagada pelo ônibus de chassis rebaixado.

Todos os dias pedestres passam pela parte proibida, ao invés de circular pela parte interna do terminal. O objetivo é ganhar tempo. E cadê os seguranças para proibir o acesso de pessoas a esses lugares? 

Os seguranças do terminal são altamente eficientes na hora de proibir busólogos de tirarem inocentes fotos, que não atrapalham em nada no funcionamento do terminal. A lógica mostra que ônibus parados são mais fáceis de fotografar. E estas fotos são para admiradores de ônibus colocarem em suas coleções. Não para "denunciar" supostos defeitos do terminal, verdadeiro temor dos administradores do mesmo.

E porque esses seguranças, ao invés de se preocuparem com algo que não trará nenhum prejuízo ao terminal e aos usuários, não se mobilizam para proibir o trânsito de pedestres nas partes onde os ônibus circulam? Isso sim prejudica o funcionamento adequado a um terminal que já é normalmente caótico, além de oferecer risco de morte aos usuários que teimam em andar no meio dos veículos.

Vamos coibir o que realmente é nocivo. Não um simples e inofensivo prazer que só valoriza ainda mais o terminal e o transporte que por ele circula.

sábado, 10 de novembro de 2012

Para entender o fascínio de todos pelo BRT carioca

Uma simpática cidade interiorana era um sossego. Ela era tão isolada que não tinha energia elétrica e nem telefone fixo. As ligações eram por celular, graças a moradores que traziam de outros lugares. Eram celulares de tecnologia atrasada, mas serviam naquela cidade sem linhas telefônicas. Não tinha televisão e as notícias chegavam através de rádios de pilha.

A cidade produzia seu próprio alimento, que era para consumo próprio. Se não havia fartura, não havia carência. Todos se alimentavam adequadamente com o que a cidade conseguia produzir.

Não havia a necessidade de grandes transportes, pois a auto-suficiência da cidade e o seu pequeno tamanho (o que encurtava qualquer distância), dispensava a utilização de qualquer tipo de transporte.

Um dia, a cidade entrou em polvorosa. Um morador de uma cidade vizinha, mais desenvolvida, teve que visitar a pacata cidadezinha para negócios com comerciantes locais e apareceu com uma charrete de madeira, puxada por um burrico. Toda a população ficou pasma e correu até a praça principal para ver a novidade. Uma carroça! Sim, uma carroça, o que significaria um grande avanço para aquela cidadezinha humilde!

As pessoas queriam saber como funcionava aquele troço. Puxado por um burrico? Como faria para ele andar? Davam comida a ele? Como ele sabia o destino certo? O cocheiro indicava? Eram muitas perguntas para uma população que nunca tinha visto uma carroça e se impressionou com a novidade. 

Todos ficaram ao redor da carroça e do burrico (este, obviamente assustado com a multidão curiosa) até que o seu responsável tivesse voltado, após encerrar a sua conversa com os comerciantes. Prometia voltar para novos negócios e também para tentar abastecer a cidade com novos produtos.

A prefeitura da cidadezinha gostou e implantou nela uma fábrica de carroças, aproveitando os burricos que nada faziam além de pastar nos matos das fazendas da redondeza. Com as carroças, a cidade pode se ampliar , favorecendo a construção de mais casas por um raio longe da praça principal.

E com isso as carroças fazem até hoje a alegria dessa pequena cidade, se tornando a grande novidade que ela conseguiu alcançar.

É uma prova de que muitas coisas implantadas como "avanço" e "novidade" nos lugares onde vivemos, na verdade estão obsoletas e atrasadas em outras localidades, já acostumadas há décadas com tais coisas.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Do contrário que se espera, BRT pode estimular uso do automóvel

Colocar uma fórmula pronta e pronto (trocadilho?) em qualquer cidade é bom porque reduz custos e tempo, mas acima de tudo porque economiza esforço e discernimento. 

O BRT tem todas as vantagens de uma fórmula pronta e mais uma: a beleza. É um sistema visivelmente bonito, maravilhoso que fascina a todos e enchem os olhos de pura beleza.

Mas uma coisa que ninguém reparou é que, do contrário que quase todos acreditam, o BRT pode estimular ainda mais o uso dos automóveis, sendo um modelo inadequado para a maioria das cidades. Se esse problema já acontece em Curitiba, onde houve aumento de uso nos automóveis nos últimos anos, que nem a renovação brutal de frota de articulados conseguiu impedir.

O problema do BRT é que, por ser grande demais, ele não passa em todas as ruas. nem os alimentadores, menores, passam, pois as prefeituras entendem que colocar todos os ônibus para rodar em ruas reservadas para isso é o melhor. E como isso estimula o uso dos automóveis?

Simples. Porque com o automóvel, o cidadão pode se deslocar diretamente para as ruas desejadas, sem ter o esforço inútil de andar léguas a pé de um ponto de ônibus - o mais próximo, porém bem distante - ao lugar desejado. Além disso, espalhando os ônibus de linhas diferentes em ruas diferentes ajuda muito na fluidez do trânsito. Antigamente, pontos e itinerários eram em lugares bem diferentes para cada linha, fazendo com que quase todos os quarteirões importantes dos grandes centros tivessem acesso direto através de transporte coletivo.

As pessoas precisam usar melhor o discernimento e repensar o transporte ao invés de implantar fórmulas prontas que funcionam mesmo só na aparência. O cidadão não quer transporte bonito e sim um trânsito organizado que garanta ir ao destino desejado, andando cada vez menos até ele.

Enquanto isso, o cidadão vai tentando garantir seu direito de ir e vir com o seu automóvel, preferindo encarar os engarrafamentos que as autoridades se negam a evitar e combater.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Rodoviários fazem protesto contra "trabalho escravo" na porta de empresa de ônibus no Rio

Nosso comentário: A líder do consórcio Intersul mostra o exemplo de como o transporte do RJ piora cada vez mais e não só para os passageiros, mas também para os funcionários das empresas.

Rodoviários fazem protesto contra "trabalho escravo" na porta de empresa de ônibus no Rio

Do R7 | 05/11/2012 às 08h09 | Atualizado em: 05/11/2012 às 09h13

Eles trabalham em 22 linhas municipais nas zonas Norte, Sul e Centro da cidade.

Cerca de 800 motoristas e cobradores da Real Auto Ônibus, responsável por 22 linhas municipais nas zonas Norte, Sul e Centro do Rio, paralisaram as atividades nesta segunda-feira (5) para reivindicar melhores condições de trabalho. Com faixas e cartazes, os rodoviários iniciaram uma manifestação de madrugada na porta da garagem da empresa, na Vila do João, em Bonsucesso.

Segundo o Sintraturb (Sindicato dos Motoristas de Ônibus e Cobradores do Rio de Janeiro), o protesto foi deflagrado após inúmeras denúncias recebidas e encaminhadas ao MPT (Ministério Público do Trabalho) sobre carga horária abusiva imposta pela direção da Real Auto Ônibus. Ainda na manhã desta segunda os trabalhadores fazem uma assembléia na porta da empresa para decidir se interrompem o seviço por tempo indeterminado.

O vice-presidente do sindicato, Sebastião José, disse que a intenção dos manifestantes não é prejudicar os passageiros, por isso o movimento começoou ainda na madrugada.

— Estamos desde a madrugada tentando negociar com a empresa. Pedimos a compreensão dos usuários, mas é preciso que a população fique ciente do trabalho escravo imposto não só pela Viação Real, mas por todos as empresas do setor, que obrigam seus motoristas e cobradores a trabalhar até 15 horas diariamente, transformando esses profissionais em verdadeiros escravos; isso sem contar o agravante de colocarem em risco a vida dos usuários, já que os motoristas não dormem o suficiente. Queremos uma jornada decente de 6 horas para esses profissionais.

Sebastião informou ainda que em outubro o sindicato denunciou a Real Auto Ônibus ao MPT por várias práticas consideradas abusivas como obrigar o trabalhador a dobrar o serviço, sendo que quem se recusa é punido com a troca de linha e horário; exigir o transporte diário de 300 passageiros; descontar abusivamente avarias e multas dos ônibus, procedimento que é vetado pela nova lei que rege os motoristas, entre outras.

O R7 tenta contato com a direção da Real Auto Ônibus.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Coincidência, não é?

Desde que a prefeitura do Rio decidiu impor a utilização de uniforme nas frotas de ônibus, além de mudar números e trajetos de linhas, confundindo ainda mais a população,é bastante visível o aumento de acidentes e quebras de veículos na frota municipal da cidade. 

Agora, em Niterói, que resolveu repetir a medida por achar "legal" (não há vantagem nenhuma em uniformizar frotas - o discernimento garante), já começam a aparecer danos em veículos por conta da má manutenção. Há o aumento de ocorrência de ônibus pifados na cidade.

As empresas do Rio de de Niterói agora entendem que, como não tem mais imagem a zelar, para quê ficar gastando dinheiro com manutenção? Qualquer coisa, responsabiliza-se a prefeitura. Até porque é o nome dela que aparece grafado em letras grandes nos veículos.

Além disso, o poder de ferro da prefeitura obriga os ônibus a cumprirem horário rigorosamente, mesmo sabendo que o trânsito cada vez mais caótico por causa do "direito" do cidadão de usar automóvel - na verdade uma forma de status social - não favorece o cumprimento de horários por causa dos incessantes e acumulativos engarrafamentos. Para tentar cumprir o horário, o jeito é correr com o ônibus quando o trânsito estiver livre. Aí é que acontecem os acidentes.

Não é pintando os veículos de uma só cor que se melhora o serviço de ônibus. E para quê melhorar os ônibus se ainda temos muitos automóveis engarrafando as ruas? Mobilidade urbana é acima de tudo, tirar os automóveis das ruas. Se não diminuirmos os automóveis, qualquer plano de mobilidade, por melhor que seja, será um inevitável fracasso. Quem raciocinar, vai concordar com isso.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Com Neves, ônibus deverá ficar como está

Como sabemos, Rodrigo Neves foi eleito prefeito de Niterói. Eu votei nulo, pois os dois que ficaram para o segundo turno na verdade representaram a continuação de tudo aquilo que há na cidade durante mais de 20 anos. Exatamente, salvo raríssimas mudanças, como eu havia deixado, quando saí para morar em Salvador até 2008. Os nulos e brancos chegaram a superar p segundo colocado, Felipe Peixoto, representante da gestão que está por se encerrar.

Neves tem poucos projetos de mobilidade urbana. A construção de duas grandes vias para tentar desafogar o trânsito é a principal delas, além da conclusão do "mergulhão" (na verdade um mergulhinho de poucos metros), criado pela gestão encerrante. Mas as suas promessas não vão muito além disso.

Peixoto, seu concorrente de segundo turno também não tinha muitos projetos. Mas como continuador da gestão atual, pelo menos haveria uma esperança de executar as construções dos terminais, forçando o encurtamento de várias linhas, que deixariam o centro da cidade e fariam baldeações gratuitas por dentro dos novos terminais, diminuindo drasticamente o número de ônibus que entram no terminal João Goulart. Isso tudo pode estar indo pelo esgoto com a vitória anunciada.

É bem provável que o "magnífico" plano de mudanças no transporte coletivo niteroiense dê com os burros n'água já que pelo que se vê na prática, apenas o Terminal Largo da Batalha, com obras já em andamento, será construído; os carros de pisos baixos só serão colocados nas linhas que já eram refrigeradas, todas de apenas três empresas do consórcio TransNit, dispensando o consórcio TransOceanico de adquirir os seus; e as linhas continuarão engarrafando o Terminal João Goulart, já que a redução no trajeto de várias linhas, facilitada com a construção dos novos terminais, pelo jeito virou ideia descartada.

Isso tudo sem falar que nenhum dos candidatos se propôs a estimular a redução de automóveis nas ruas, preferindo projetos estéticos e bem visíveis para que possa chamar a atenção da população, fazendo uma melhoria de fachada que na prática nada resolve, perpetuando os problemas que insistem em se manter, por irresponsabilidade da própria população, educada a transformar o automóvel na extensão de seu corpo e em bandeira pelo direito de locomoção garantido por lei.

Com isso, não espero que haja mudanças no cenário atual, a não ser essa ridícula e ilícita pintura-padrão (leia-se uniforme da prefeitura) colocada nos ônibus, que caracteriza uma encampação enrustida e ilegal, onde a prefeitura brinca de ser dono dos veículos das empresas, ignorando as características da modalidade de concessão, verdadeira modalidade verificada na lei que gerencia o transporte municipal .