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terça-feira, 17 de junho de 2014

Primeiro projeto feito exclusivamente para busólogos é aprovado

O primeiro projeto de mobilidade urbana feito apenas para busólogos é finalmente aprovado. A prefeitura de Niterói, reconhecendo a importância do hobby, resolveu criar um projeto exclusivo para os busólogos, o BRT Charitas/Engenho do Mato. 

Este BRT é uma pioneira iniciativa feita para entreter os amantes dos ônibus e transportes coletivos. belíssimos ônibus farão um passeio turístico ligando os dois bairros citados, para que os amantes de belos ônibus possam se entreter e aproveitar para curtir a paisagem do percurso. 

É uma iniciativa inédita que somente Niterói, pioneira em muitas coisas, poderia fazer. Os ingressos para o lúdico passeio devem ter o mesmo preço da passagem e a prefeitura promete estimular ainda mais o turismo na cidade, sobretudo o turismo busófilo, com a iniciativa.

Apesar de já aprovada a sua implantação, ainda não há previsão de quando o BRT niteroiense ficará pronto. Mas o que se sabe é que os busólogos de Niterói e de cidades vizinhas estão empolgados com o surgimento de um projeto feito exclusivamente para os amantes desse hobby.

PS: este post, por incrível que pareça, não é irônico, visto que a sua implantação é desnecessária para a  demanda que vive nas proximidades do trajeto e que prefere linhas que liguem seus bairros ao centro ou a outras localidades mais importantes. 



sábado, 20 de julho de 2013

Consórcio Bombarda adquire novos ônibus

Boa aquisição. Só não sabemos para que cidade, pois a prefeitura responsável não colocou o nome da cidade no veículo. Adequados para tempos de mobilidade anti-democrática, decidida ao gosto dos prefeitos, assessores e secretários.


sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Cadê os Viales BRS da Intersul?

Passou bastante tempo após a aquisição dos belos Viales BRS do consórcio Intersul do Rio de Janeiro e até agora eles não foram colocados para rodar. Seriam os carros de piso baixo mais bonitos do município, já que o modelo é mais bonito do que os outros que já rodam.

Não se sabe o que aconteceu com os ônibus, que foram expostos na Fetransrio, chegando a serem utilizados na pequena excursão que mostrou o funcionamento do BRT para os visitantes do citado evento.

Há quem diga que voltaram para a Marcopolo. Embora na Fetransrio, os carros aparecessem adesivados com o nome da empresa Voith, especialista em vários ramos da tecnologia.

Quem puder esclarecer o paradeiro dos veículos, escreva abaixo das fotos dos mesmos no Ônibus Brasil. Agradecemos adiantado.

sábado, 3 de novembro de 2012

O que está havendo com a "Viação Fortaleza"?

Aquela que era uma das melhores empresas de Niterói, vem lentamente dando sinais de uma silenciosa decadência. Parecia que estava prevendo o que ia acontecer com esse sistema horroroso criado para iludir os gringos otários que vem se enganar com a copinha inútil e imposto de forma autoritária e ilícita.

A "Viação Fortaleza" vem demonstrando uma série de defeitos que muita gente ainda não percebeu. Já começou mal com as compras de carros da Busscar com uma porta e sem cobrador, repetindo o feito com os Apaches Vip (que não puderam ter apenas uma porta por causa da lei de acessibilidade). Todos carros grandes. Se de fato (e ninguém sabe disso) micros podem ter cobrador (com mesas e torniquetes cada vez melhores, isso é extremamente possível), imaginem ônibus grandes.

A mesma empresa resolveu vender quase todos os micros (sobraram dois que ainda rodam) e alguns carros grandes do modelo Spectrum. A renovação de frota não compensou o número de carros vendidos. Só para ter uma ideia, de 15 carros (alguns micros e os Spectruns), foram substituídos por apenas um carro, o 09.102 (que aparece com a pintura verde na foto, agora como integrante do consórcio TransOceânico). Tira 15 e coloca apenas um no lugar. É mole?

Outra coisa: o site BSG, em julho deste ano, havia dito que no mês seguinte (no caso, agosto), a "Fortaleza", através do consórcio Transoceânico, colocaria seus carros de piso baixo para rodar. Estamos agora em Novembro e nenhum sinal sequer de algum pedido. Há indícios de que o consórcio Transoceânico seja dispensado da compra de carros de piso baixo (que são refrigerados em Niterói), já que todas as empresas envolvidas haviam cancelado o serviço antes da grotesca mudança.

Além disso tudo, a "Fortaleza" está bem desorganizada na hora de colocar os dados na pintura padronizada, com nomes tortos, palavras faltando, falta de alinhamento, uma loucura. Decepcionante para uma empresa que sempre foi organizada em sua pintura.

Observando o que acontece no Rio, este novo sistema poderá significar na prática uma grande piora. Pode ser até que maquiem para agradar os gringos, mas finda a ilusão, com a carruagem virando abóbora, vão se conhecer as verdadeiras (segundas) intenções dos governantes com essa pataquada toda.

domingo, 30 de setembro de 2012

Qual é a empresa?

Desafio os busólogos a favor de uniformização de frota a descobrirem de que empresas são essas fotos. Eles não vivem dizendo que é tão "vantajoso" uniformizar frotas? Então, vamos lá, identifiquem só de olhar!  Quero ver se os magos da busologia são capazes de identificar assim, a olho nu, sem observar detalhes.



terça-feira, 31 de julho de 2012

A fantástica via de BRT

Era uma vez um arquiteto e político mágico que se sentia muito triste e sozinho. O sistema de ônibus criado por ele já não era mais a sua alegria em seu lugar. Um dia resolveu fazer algo para mudar isso.

Decidiu que as crianças de todo o mundo iriam ter acesso ao seu sistema de transporte. Ah, muitas crianças ficariam alegres em conhecer os meus BRTs! Resolveu arregaçar as mangas e pôs as mãos para trabalhar.

Primeiro, tinha que abastecer o seu castelo, completamente desarrumado pelos "cabritos" que invadiram seu lar. Recorreu a um bom senhor sueco que ajudou a trazer um monte de minhocas de aço gigantescas que iriam fazer a limpeza do castelo. Que maravilha, o arquiteto mágico ficou feliz!

O mágico saiu pelos cantos do reino mostrando a sua ideia e espalhando alegria por onde passava, como um mascate cheio de novidades que alegraram as crianças automaticamente. Como elas estavam felizes!

Minhocas e mais minhocas de aço, em valas criadas especialmente para elas, maravilhavam as crianças que não acreditavam ono que viam. Todos estavam felizes.

A história tem fim, mas ainda estamos longe dele. No momento, muitas crianças se encontram fascinadas pelas mágicas do simpático arquiteto. Muita coisa pode vir por aí nesta história mágica que tanto enche a fantasia de crianças pelo reino todo!

domingo, 6 de novembro de 2011

Há um ano, a prefeitura do RJ transformava seus ônibus em propaganda da gestão

Há exatamente um ano, a prefeitura do RJ, na gestão de Eduardo Paes, com o apoio técnico do secretário de transportes Alexandre Sansão, colocava em prática seu plano decidido sem consultar a população, imposto de maneira autoritária e sem competência para tal, de padronizar e reorganizar o sistema de ônibus municipais da capital fluminense.

De início, foi uma revolta, primeiro por parte dos busólogos, que em massa lotaram as caixas de comentários de fóruns protestando contra a medida. Passado o tempo, muitos desses busólogos mudaram de ideia e passaram a gostar e até defender o novo sistema que neste período já demonstra muitíssimas falhas, percebidas apenas por usuários, estes sim, reclamando até hoje.

Essa ideia de padronização surgiu em Curitiba em 1974, por Jaime Lerner, arquiteto urbanista e político, ex-prefeito biônico da ditadura militar. Os ônibus não seriam mais identificados pela empresa, mas por outros critérios, possibilitando um número maior de linhas por cor, dificultando a identificação do ônibus desejado por pessoas analfabetas, com dificuldade de visão ou simplesmente apressadas, passando todas a serem obrigadas a ler as bandeiras detalhadamente.

E se o ônibus for visto de lado, de trás? Se ele tiver a bandeira defeituosa? Se ele passar direto quando eu conseguir identificar a linha? Perguntas que não passaram pela cabeça dos "imaculados" tecnocratas que inventaram o sistema.

Mas o modelo escolhido por Eduardo Paes, prefeito do RJ foi o de São Paulo. A estampa escolhida foi uma de autoria de Carlos Ferro, responsável pelas pinturas da Itapemirim e Util. Ferro é famosos pela pouca criatividade, já que suas pinturas costumam ser bem parecidas. Elementos da pintura da Util e quase toda a pintura da Itapemirim foi colocada no projeto. Estranhamente, Ferro quase não é contratado pelas empresas do Estado do RJ, que usam mais os belíssimos projetos de Álvaro González, amigo nosso e busólogo muito bem informado.

Em setembro de 2010, o projeto foi apresentado, com um Eduardo Paes visivelmente tenso, utilizando uma Torino existente da empresa Real Auto Ônibus (que estranhamente ameaça se extinguir), numerada como 00001. Paes não gostou do bege predominante e sugeriu para que Ferro mudasse para cinza-pardo. E voi-lá. A pintura polêmica já estava definida.

Sem imagem para zelar

Muitas empresas não gostaram da padronização, pois as mesmas foram prejudicadas no setor de marketing. Cada empresa perdeu a sua identidade personalizada, tornando cada uma sem sua imagem de divulgação. Nem a colocação do logo foi permitida, pois Paes decidiu dificultar ao máximo a identificação das empresas, limitando a um nome mal legível embaixo do - dispensável - nome do consórcio.

Sem imagem a zelar, as empresas resolveram relaxar na conservação da frota e na execução do serviço, piorando gradativamente até chegar ao caos de hoje. Até linhas reservadas para um consórcio estão sendo feitas por carros de outro, o que a prefeitura considera ilegal, embora isso não importe para o usuário.

O Rio está na contramão de Salvador, que outrora tinha um sistema de ônibus péssimo, e agora melhora gradativamente, com leis obrigando carros grandes e conservação/renovação constante.

Até a busologia reflete este momento, já que enquanto os baianos se tornam mais informados, cordiais, tirando fotos de altíssima qualidade (raras na época em que eu morava lá), os busólogos cariocas brigam o tempo todo, com cada um defendendo o seu ponto de vista como se fosse um decreto e ignorando os conselhos e os pontos de vista alheios, mesmo com explicação.

Muitos busólogos que elogiam o sistema, não se utilizam dele, por possuírem carros ou simplesmente por utilizarem as linhas melhores servidas. Embora nenhum deles assuma, é natural que busólogos não se preocupem com a qualidade do serviço dos ônibus. O foco deles é na beleza e no aspecto técnico dos veículos. Por não focarem a qualidade do serviço, muitos não veem defeitos no sistema, aprovado pela maioria. Como se um lindo e gigantesco BRT caído do céu feito um OVNI fosse resolver todos os problemas do sistema.

A fatia podre fica com o usuário

Nesta confusão toda, o usuário fica com a pior. É ele que encara de frente os defeitos do sistema. É a pessoa que entra no ônibus lotado após esperar muito, "curtindo" engarrafamentos, assaltos, veículos sendo pifados, entre outros milhares de problemas que somente quem usa esse tipo de transporte conhece muito bem.

E nosso voto de Infeliz Aniversário de um ano a esse grande erro. "Parabéns", Paes. Você não anda de ônibus e nem sabe o que é. Entregar a decisão a alguém que está alheio ao transporte deu nisso. Burros nunca decidem corretamente.

Era melhor ter ficado como estava. Mesmo com os defeitos que tinha. Era bem menos que a quantidade dos atuais.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

O BRT chegou! Ele é lindo, grande, maravilhoso... mas e daí?



Finalmente chegou o ultra-desejado e ansiosamente aguardado BRT do Rio de Janeiro. Para a surpresa de todos, quem trouxe foi a empresa Transportes América, que, pelo que se sabe, não serve as áreas das vias expressas que serão inauguradas primeiro.

Todos, inclusive eu, ficaram felizes com a aquisição (apesar de eu não ter gostado muito da pintura, independente dela ser padronizada ou não).

Mas agora o ponto que, pelo que parece, não interessa aos busólogos em geral, muito mais preocupados com a imponência do veículo do que com o seu serviço: esse BRT vai realmente melhorar a mobilidade urbana no RJ?

Houve uma pesquisa que colocou o RJ no primeiro lugar em qualidade na mobilidade urbana. Se referir a quantidade de carros por linha, causando uma redução no intervalo entre os carros na linha, até concordo. Mas se analisar outros aspectos, fica a suspeita de que a escolha foi comprada.

Para quem entende de mobilidade, e eu não sou entendido, embora seja menos passional em relação a isso, o BRT sozinho não resolve nada. Como havia falado em outra oportunidade, o BRT só melhora o BRT. Se não houver um planejamento das linhas e não desglamourizar o automóvel (ainda é forte a crença no status de um automóvel), favorecendo a redução dos mesmos no trânsito, além de parar com essa mania de fechar ruas, criando calçadões gigantescos para forçar idosos e deficientes a andarem mais, o BRT será apenas um engodo lindo de se ver, mas nada eficiente nem eficaz para a melhoria da mobilidade no lugar onde ele for instalada.

E vamos parar de deslumbramento e passar a pensar em melhorias reais. Pois melhorias fictícias, baseadas em crenças não verificadas, é coisa de conto de fadas, de gente que fica acreditando no que não existe.

Aviso a quem gostou do BRT: beleza não põe mesa. Como diz a velha sabedoria.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Eduardo Paes quer demolir paraíso ambiental para colocar BRT no lugar

Eu me lembro de um episódio do desenho do Pica-pau (Woody Woodpecker) em que ele faz de tudo para impedir um operário de demolir a árvore onde mora. O tal operário sempre falava em "progresso" (interessante que para todo tecnocrata, o "progresso" sempre está acima da qualidade de vida - ou está sempre tem que depender desse "progresso") e queria derrubar a árvore de qualquer jeito. Depois de muitas cômicas tentativas de impedir a derrubada da árvore, no final do episódio, a opção foi colocar um viaduto em cima da árvore. Nesta o Pica-pau venceu a batalha.

Mas os pica-paus que vivem no Condomínio Bosque Paradiso, na Taquara, não terão a mesma sorte. O condomínio, criado há poucos anos, é um misto de conjunto residencial com reserva ambiental, com aprovação de especialistas em meio ambiente, será derrubado para dar lugar a uma das vias por onde passarão o festejado BRT que servirá como fachada para dizer ao mundo que o transporte do Rio "melhorou".

Os moradores foram pegos de surpresa pela decisão e prometem entrar na justiça para impedir isto. A obsessão de Paes em colocar o BRT passa por cima de qualquer noção de qualidade de vida, já que o projeto do BRT, além de desalojar os moradores, pode causar um acidente ambiental. Mas para tecnocratas como ele, "qualidade de vida é o BRT e não se fala mais nisso".

Na minha opinião, deveria ser escolhido outra área ou diminuído radicalmente o traçado. Jacarepaguá, região onde fica a Taquara, tem muitas áreas desocupadas que poderiam servir para o trajeto. Mas cá pra nós, ninguém pode colocar o BRT acima do bem estar das pessoas.

O BRT é o consumismo do transporte, um modismo que pode até melhorar alguma coisa mas que nunca pode ser visto como solução definitiva para o transporte. Até gosto do BRT mas não tenho o fanatismo da maioria dos busólogos, que veem o sistema surgido em Curitiba como uma panacéia, quando na verdade é um paliativo. E as outras linhas que não fazem parte do BRT, continuarão sendo servidas de modo ruim?

Me solidarizo com os moradores do Condomínio Bosque Paradiso. Um lugar que coloca em prática qualidade de vida aos seus moradores, não pode acabar para dar lugar a um modismo que traz qualidade de vida só no rótulo. Se for para cancelar essa linha de BRT é até melhor. Fazer os moradores do Bosque Paradiso sofrerem é algo inaceitável.

Tecnologia é bem vinda. Mas quando ela se torna nociva, é melhor abrir mão dela. Preservar o bem estar de seres humanos é muito mais importante que qualquer coisa. E nenhuma merreca paga com indenização tem as condições de devolver o bem estar aos moradores deste belo condomínio.

Mais uma para a coleção de trapalhadas do Senhor Paes. Ninguém aguenta mais ele e sua equipe de tecnocratas fanáticos e insensíveis.