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terça-feira, 22 de setembro de 2015

Busólogos que defendem transporte ruim deveriam ser proibidos de ter automóvel

Hoje é um dia para refletirmos sobre a mobilidade urbana:é o Dia Mundial Sem Carro. Sabemos que o automóvel é de fato, concordem ou não, o verdadeiro vilão do trânsito, por ser o grande responsável pelos engarrafamentos. A própria estrutura do automóvel justifica isso, pois é um desperdício de um grande espaço para um número menor de pessoas.

Mas infelizmente, o automóvel é ainda o maio mais utilizado nas grandes cidades. Culturalmente, representa uma forma de status e de conforto para quem utiliza. Logisticamente, é a oportunidade do condutor escolher o seu itinerário, pois é ainda m veiculo que em tese, pode rodar em qualquer rua de uma localidade.

Mas há uma vontade de priorizar o transporte coletivo, estimulando a redução do número de automóveis. Mas os projetos (na verdade UM PROJETO, único e padronizado, apenas adaptado para cada cidade) estão sendo feitos de forma errada, equivocada e estereotipada.

O BRT, que para a nossa equipe representa a extinção do ônibus, sendo um tipo de transporte a parte, virou uma espécie de "religião". Vendido como SOLUÇÃO ÚNICA para o transporte (como se fosse impossível haver outras), ele está sendo aplicado aleatoriamente em várias cidades e em muitas te se mostrado falho, pois ele não foi feito para todas as localidades.

Mas o BRT tem sido elogiado maciçamente por quem não o utiliza com frequência. Quem não o utiliza ou utiliza em poucas oportunidades tem gostado do sistema, porque ele corresponde a um estereótipo de conforto e rapidez, facilmente desmentidos por quem tem a infelicidade de utilizá-lo todos os dias, no deslocamento para o estressante cotidiano profissional.

Mas autoridades e entusiastas (leia-se busólogos), como quem consegue ver cabelo em casca de ovo, enxergam perfeição no BRT. De longe, o transporte parece bonito, imponente e tudo que é bonito aos olhos sempre parece perfeito em outros aspectos, o que a lógica prova quase nunca ser verdadeiro.

Acontece que os busólogos e as autoridades não passam pela desgraça de utilizar o sistema nos piores momentos. Ambos andam de carros e se beneficiam com algums características do BRT. 

As autoridades enxergam no BRT um excelente garoto propaganda de seus governos. Tanto é que eliminaram a identidade das empresas para colocar a identidades de suas gestões para que os ônibus fossem imediatamente associados às Secretarias de Transportes que os controlam.

Busólogos são apenas entusiastas, não usuários. Mesmo que alguns sejam usuários, não faz parte da busologia pensar como usuário. Busólogos são focados normalmente no chassis de ônibus, que é o que interessa a eles. Aspectos operacionais costumam ser desprezados pelos entusiastas.

Boa parte dos busológos possui automóvel. Quando vão a um terminal, ponto final ou exposição para fotografar ônibus, saem de casa em seus carros e estacionam na proximidade, se deslocando a pé aos ônibus para tirar fotos e conversar com pessoas a respeito. Encarrada a atividade, retornam aos seus confortáveis automóveis e voltar para suas casas.

Interessante que os busólogos que mais elogiam sistemas de transporte são os mesmos que possuem carros, o que prova que se eles acham bom, é justamente porque não usam.

Que tal então, obrigar estes busólogos a largarem seus carros e enfrentarem o "maravilhoso" transporte que eles elogiam? Nada mais coerente o fato de que eles possam usar o transporte que eles elogiam. Afinal, já que é bom, porque não usar? Já seriam alguns automóveis a menos nas ruas.

É uma reflexão que eu proponho para o dia de hoje. Lembrando que as cidades que aplicaram o BRT e sistemas licitados (encampados), houve um aumento drástico no numero de automóveis e redução no número de pessoas que usam ônibus.

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Titio Lerner cuidará do transporte metropolitano carioca. Bozólogos piram

Após muito suspense e demora, foi finalmente anunciado como será o processo de licitação das linhas metropolitanas do RJ que transformará as empresas do Rio em empregados do governo do estado. Acabam as empresas e teremos apenas a Viação Chinelo de Pezão Auto Ônibus.

E sabe quem será o responsável pelo projeto: ele mesmo: Jaime Lerner! O pupilo da ditadura que se inspirou nos veículos militares para criar o pomposo sistema de Curitiba. Com ele no comando, já sabemos como tudo vai se dar. 

E os bozólogos, entusiastas de chassis de ônibus que pouco ou nada ligam para a qualidade da parte operacional dos ônibus? Certamente ficarão bem felizes pois haja O500, B340, K310IA e o escambau devidamente fardados com o nome do governo do estado em destaque. Uma festa!

E nessa disneylândia busóloga onde os patetas ficam felizes em ver chassis possantes presos em engarrafamentos veremos um sistema que a cada dia piora, forçando cada vez mais passageiros, descrentes com o poder público, a abandonar os ônibus e pegar os seus tranquilizantes automóveis.

Até porque é uma má ideia dar destaque a nomes de gestões públicas em pinturas de ônibus. Isso afasta a clientela.

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Para busólogos cariocas, mais do mesmo é "novidade"

Estamos vivendo em dias de vacas magras na busologia carioca. Com a crise, as empresas tem renovado muito pouco. As que se dispõem a renovar, optam pelo mais do mesmo, que é mais barato e seguro.

Mas muitos busólogos cariocas tem espalhado para o mundo coisas como: "grades novidades", "grande renovação", "surpresas", etc. Como se comprar o mais do mesmo fosse "grande novidade". Comemorando algo que não traz nenhuma transformação, sequer estética, para o transporte.

É bom os busólogos cariocas se tornarem mais realistas e pararem de comemorar. Até porque o serviço na religião metropolitana do RJ tem piorado bastante, com a qualidade caindo vertiginosamente em todos os aspectos, graças a um festival de equívocos iniciados desde que os políticos resolveram brincar de donos de ônibus em 2010.

O transporte está uma merda e não existe novidade. Assumam.




sexta-feira, 15 de maio de 2015

Prefeitos decidem metas para a Mobilidade Urbana. E comemoram o alcance de uma delas

Prefeitos de todo o estado do Rio se reúnem para discutir metas para a mobilidade urbana. E comemoraram o alcance de uma delas:

A colocação de uniformes das prefeituras nas pinturas dos ônibus, impedindo a identificação da empresa e confundindo o passageiro, além de transformá-lo em refém das secretarias de transporte na hora de reivindicar melhorias no sistemas de ônibus.

Esta meta com certeza foi plenamente alcançada. Já as outras metas...


quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Ônibus Brasil pode estar sendo controlado por empresas

Um comentário publicado no Facebook, cujo autor me recuso a identificar em respeito a ele, soltou uma hipótese que pode justificar o comportamento irresponsável de muitos busólogos, sobretudo os do Rio de Janeiro, que se mantem na teimosia de defender incoerências e absurdos em prol  de interesses particulares. E entre esses interesses podem estar os interesses profissionais.

Sabe-se que muitos busólogos na verdade são funcionários de empresas. Por razões de sobrevivência financeira (já que não sabem fazer outra coisa além de suas aptidões), abrem mão da ética humana substituindo-a pela ética profissional, que em matéria de moral e bom senso, nem sempre parece ética.

Colocar o interesse da cada um que deve ser preservado, acima do interesse coletivo faz parte do instinto dos mais rudimentares seres vivos, incluindo vários unicelulares. Lutar por ele não tem nada de mal, mas colocá-lo para prejudicar o interesse coletivo, aí sim, é bem nocivo. E estamos cansados de ver uma enxurrada de exemplos desse tipo de nocividade.

Busólogos cariocas se tornaram especialistas nisso. "Donos da Verdade", se recusam a admitir qualquer ideia que vá contra suas convicções e interesses. Usam a busologia não como hobby, mas como forma de promoção pessoal e ganhos materiais. Os busólogos ligados a governos e empresas levam a sério a sua ligação e costumam agir de forma bem agressiva quando contestados.

E o comportamento estranho demonstrado nos fóruns do Ônibus Brasil, site cuja administração ainda é bastante misteriosa (curioso um site que é rigoroso com os outros não ser rigoroso consigo mesmo), pode ter explicação justamente nesta ligação profissional de muitos busólogos, que ao meu ver, apreenderam a gostar de ônibus trabalhando neles.

Segundo o comentário publicado no Facebook, o Ônibus Brasil é monitorado pelas principais empresas de ônibus do país e pelo que parece, os busólogos-profissionais agem como informantes dessas empresas, além de publicar fotos mais por motivos publicitários do que por hobby. Talvez eles sejam orientados pelas mesmas para agirem de forma antipática e atá agressiva toda vez que apareça um comentário contrário às suas convicções e interesses.

Até acrescento a esta hipótese lançada no Facebook, a suspeita de que empresas podem estar administrando o Ônibus Brasil, até porque críticas as mesmas não são mais publicadas (se são, são automaticamente retiradas), sinalizando um grave processo de censura. Já elogios derramados às mesmas e ovações às novas "conquistas" dos projetos de mobilidade urbana, um dogma praticamente religioso defendido pela busologia em geral (composta curiosamente por religiosos semi-beatos - ateus praticamente inexistem entre busólogos), que podemos chamar de "religião do BRT", são estimulados, mesmo que tais projetos gerem danos à população. Danos que claro, devem ser escondidos ao máximo.

Unindo o prestígio dos busólogos cariocas (os mais agressivos do país), que foram os pioneiros a entrar em garagens das empresas (são conhecidos como busólogos "abre-garagens"), com este fanatismo pelos projetos de mobilidade urbana ("articulado em sistema ruim é sempre melhor que micrão em sistema excelente"), temos o cenário perfeito para que as desavenças entre estes e outros busólogos mais realistas se transformem em uma inimizade declarada. Com o prejuízo sempre do lado dos mais sensatos.

Não sabemos nada, não conhecemos os bastidores do Ônibus Brasil, e esta postagem e apenas uma suposição. O que é certo é que a busologia, sobretudo a carioca, virou um desastre, e que muitos motivos desconhecidos podem estar por trás das graves discussões que envolvem os busólogos do RJ, muito mais interessados em defender os seus interesses individuais do que lutar por uma melhoria real do transporte. Até porque seguir decisões de empresários e políticos soa bem mais adequado: "una-se aos fortes e serás um deles". Fortes, até quando?

domingo, 31 de agosto de 2014

Busólogos não focam qualidade operacional do transporte. Eles querem é o veículo

Busologia é um hobby. Hobby é como uma brincadeira, criada para divertir as pessoas. Ás vezes até informa, o que no caso da busologia se confirma bastante. Mas não pensem que os busólogos fazem questão que o transporte coletivo tenha boa qualidade de serviço.

Antes de explicar isso, aproveito para esclarecer que utilizo aqui a palavra "busólogo" por convenção. É o termo mais usado pelos mesmos, embora exista "busófilo". Busofilia seria o verdadeiro nome do hobby e Busologia seria uma "busofilia" mais técnica, focada no funcionamento do veículo e sua historiografia. Busófilo é o admirador de ônibus enquanto busólogo seria o estudioso em ônibus. Mas como se convencionou a usar "busólogo" nos dois sentidos, vamos utilizar o termo.

Para os busólogos, a parte operacional não é focalizada. para eles o que interessa é o veículo em si e suas características. Se ele irá servir bem suas linhas ou não é outro foco, verificado mais pelos usuários. Para os busólogo, ônibus é mais um objeto de admiração e muitos nem utilizam o transporte, chegando a ir de carro nos lugares onde vão fotografar os ônibus.

Não que não haja busólogos preocupados com o bom serviço dos sistemas de ônibus. Há, sim. Mas não é o foco da busologia. A preocupação com a parte operacional dos ônibus é na verdade um aspecto a parte, que não é inerente ao hobby.

Embora, para parecer bem às outras pessoas, muitos busólogos, quase todos, se assumam preocupados com a qualidade operacional, o que é desmentido nos comentários de muitos, que demonstram não entender o funcionamento operacional dos serviços de ônibus.

Espero ter esclarecido esse fato. Busólogo não tem a obrigação de querer qualidade de transporte. O cidadão usuário de ônibus é que deve exigir transporte melhor.

Busologia é um mero hobby. Para o busólogo, se o ônibus consegue ligar o motor e sair do seu lugar,  já é o básico. O resto é complemento.

domingo, 24 de agosto de 2014

Pela coerência, busólogos pró-padronização visual nunca deveriam publicar seus nomes nos créditos de fotos

Os busólogos em geral ficaram a favor da colocação de uniformes em frotas de ônibus, conhecida como "padronização visual". Essa medida que impede a identificação fácil e rápida das empresas pelos passageiros, só consegue agradar a busólogos e autoridades, que tem meios e macetes de identificar as empresas, além de não precisarem usar ônibus o tempo todo, evitando enfrentar os problemas causados por essa mania imposta pelas prefeituras.

Mas se baseando naquela máxima que diz "pimenta nos olhos dos outros é refresco", os mesmos busólogos que não fazem mais questão que as empresas possam ser identificadas, fazem questão que seus nomes sejam escritos nas fotos quando reproduzidas fora de seus perfis no Ônibus Brasil. Isso soa a hipocrisia, às vezes pelo mal caratismo e sempre por ignorância.

Se os busólogos idólatras de uniformes de prefeitura quiserem ser coerentes, nunca usariam seus nomes nas fotos, preferindo colocar a expressão "Busólogo de Cidade de Tal" nos créditos, se limitando a informar a cidade onde mora. É mais honesto e coerente com a postura assumida de não permitir a identidade das empresas.

Como a incoerência virou moda no Brasil, em vários setores da humanidade, os busólogos não quiseram ficar de fora da moda e criaram também a sua forma de ser incoerentes. Como a incoerência é um erro e perpetua problemas, preparemos para que nosso país nunca se desenvolva por um longo período de muitas décadas.

sexta-feira, 5 de julho de 2013

"Translitorânea" perde suas linhas

Estranhamente uma das empresas que operam carros de piso baixo no Rio, a Translitorânea, "reencarnação" da empresa Amigos Unidos, uma das reprovadas no sistema de ônibus antes da licitação, teve a sua permissão cassada pelo prefeito Eduardo Paes, logo ás vésperas da CPI dos ônibus. Pelo que parece é melhor agir antes que as investigações mostrem a sujeira embaixo do tapete.

A cassação se deu pela insufiência de carros operados pela empresa, que perdeu as linhas 521 (São Conrado-Botafogo, via Copacabana), 522 (São Conrado-Botafogo, via Jóquei), 546 (Rocinha-Leblon), 591 (Leme- São Conrado, via Copacabana e Rocinha), 592 (São Conrado Leme-Rocinha) e 593 (Leme-São Conrado, via Rocinha). 

Embora a escassez de veículos fosse o motivo da cassação, a empresa era praticante de vários tipos de irregularidades, sobretudo a má conservação dos veículos, sucateados, apesar de relativamente novos.

Resta saber se as que operam na Zona Oeste, todas deficitárias e do mesmo dono da cassada - que operava até então na Zona Sul do RJ, mais privilegiada - também perderão as suas linhas.

As linhas que a "Translitorânea" perdeu foram repartidas em forma de pool entre a "Real" e a "Graça", esta última, uma "reencarnação" da Saens Peña, que mudou de dono e de nome, sem que a população (proibida pela prefeitura de identificar claramente as empresas) percebesse.

Ela ainda continua operando as outras linhas que possui, várias para a Barra e Recreio.

sábado, 23 de março de 2013

Lixeiral Rio: padrão Trans1000 de qualidade

Hoje eu vi na Tijuca vários carros novinhos da "Litoral Rio", marca Volvo, completamente sucateados. O incrível é que a "Litoral Rio" sempre foi uma das melhores empresas da cidade, com manutenção impecável e constante da frota.

Os carros vistos foram 20202, 20050, 20226, com arranhões, amassados, ruído de peças soltas e até um carro com parte do parachoque arrancado. Além disso, os carros davam a clara impressão que o sucateamento não se resumia a isso, estando todo o ônibus muito mal conservado. Isso após pouquíssimo tempo de aquisição. Uma vergonha!

Mas com essa uniformização que transformou as empresas em empregados da prefeitura, numa anti-democrática encampação que ainda ninguém teve a coragem de assumir, as empresas resolveram economizar na manutenção, já que não tem mais marca a zelar (e a frota "pertencendo" à prefeitura - que deveria cuidar dela, ora pois!), resultando nesse quebra-quebra caracterizado por uma frota cada vez mais sucateada.

Acho melhor mudar o nome para Lixeiral Rio. Aliás, não muda nada, não. Com pintura uniformizada e nome quase apagado, não dá para identificar a empresa mesmo. Só dá para ler o nome da prefeitura: ela que responda por esse sucateamento.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Seguranças do terminal proibem que pessoas tirem fotos de ônibus. Mas não proibem que atravessem em lugar proibido

Ontem aconteceu um acidente terrível no Terminal João Goulart, resultando em morte. Meu pai presenciou o fato e me disse antes de eu verificar as notícias. O acidente causou um engarrafamento mostro, obrigando os ônibus municipais a saírem pela parte onde passam os ônibus para São Gonçalo, em direção à Avenida Feliciano Sodré.

O acidente ocorreu porque a vítima, uma senhora de meia idade, estava, como muitas pessoas todos os dias atravessando pela parte proibida a pedestres e não percebeu o ônibus, um dos novos de piso baixo da TransNit, estava chegando. A senhora morreu na hora, esmagada pelo ônibus de chassis rebaixado.

Todos os dias pedestres passam pela parte proibida, ao invés de circular pela parte interna do terminal. O objetivo é ganhar tempo. E cadê os seguranças para proibir o acesso de pessoas a esses lugares? 

Os seguranças do terminal são altamente eficientes na hora de proibir busólogos de tirarem inocentes fotos, que não atrapalham em nada no funcionamento do terminal. A lógica mostra que ônibus parados são mais fáceis de fotografar. E estas fotos são para admiradores de ônibus colocarem em suas coleções. Não para "denunciar" supostos defeitos do terminal, verdadeiro temor dos administradores do mesmo.

E porque esses seguranças, ao invés de se preocuparem com algo que não trará nenhum prejuízo ao terminal e aos usuários, não se mobilizam para proibir o trânsito de pedestres nas partes onde os ônibus circulam? Isso sim prejudica o funcionamento adequado a um terminal que já é normalmente caótico, além de oferecer risco de morte aos usuários que teimam em andar no meio dos veículos.

Vamos coibir o que realmente é nocivo. Não um simples e inofensivo prazer que só valoriza ainda mais o terminal e o transporte que por ele circula.

domingo, 18 de novembro de 2012

Erros de português

A padronização visual imposta para as frotas de ônibus do Rio de Janeiro, além de não ajudar na disciplina do transporte coletivo carioca, ainda não age no que deve agir.

Não bastasse as empresas colocando a palavra "ar condicionado" de forma aleatória, sem a esperada rigidez do design padronizado, vemos o caso até de um erro de português como esse que o passageiro Mauro Minsky, de forma bastante oportuna, fotografou na Praia de Copacabana.

O ônibus estava escrito "AR CONDIOCIONADO", com um atrevido "O" que nossa gramática não permite para a palavra "CONDICIONADO". Foi num ônibus do consórcio Transcarioca, provavelmente da Viação Redentor que, pasmem, era uma das mais destacadas empresas de ônibus carioca antes dessa palhaçada da prefeitura impor pintura igualzinha.

O sistema de ônibus do Rio de Janeiro está tão decadente que só faltava mesmo errar na ortografia. Sal de frutas, por favor!!


sábado, 10 de novembro de 2012

Para entender o fascínio de todos pelo BRT carioca

Uma simpática cidade interiorana era um sossego. Ela era tão isolada que não tinha energia elétrica e nem telefone fixo. As ligações eram por celular, graças a moradores que traziam de outros lugares. Eram celulares de tecnologia atrasada, mas serviam naquela cidade sem linhas telefônicas. Não tinha televisão e as notícias chegavam através de rádios de pilha.

A cidade produzia seu próprio alimento, que era para consumo próprio. Se não havia fartura, não havia carência. Todos se alimentavam adequadamente com o que a cidade conseguia produzir.

Não havia a necessidade de grandes transportes, pois a auto-suficiência da cidade e o seu pequeno tamanho (o que encurtava qualquer distância), dispensava a utilização de qualquer tipo de transporte.

Um dia, a cidade entrou em polvorosa. Um morador de uma cidade vizinha, mais desenvolvida, teve que visitar a pacata cidadezinha para negócios com comerciantes locais e apareceu com uma charrete de madeira, puxada por um burrico. Toda a população ficou pasma e correu até a praça principal para ver a novidade. Uma carroça! Sim, uma carroça, o que significaria um grande avanço para aquela cidadezinha humilde!

As pessoas queriam saber como funcionava aquele troço. Puxado por um burrico? Como faria para ele andar? Davam comida a ele? Como ele sabia o destino certo? O cocheiro indicava? Eram muitas perguntas para uma população que nunca tinha visto uma carroça e se impressionou com a novidade. 

Todos ficaram ao redor da carroça e do burrico (este, obviamente assustado com a multidão curiosa) até que o seu responsável tivesse voltado, após encerrar a sua conversa com os comerciantes. Prometia voltar para novos negócios e também para tentar abastecer a cidade com novos produtos.

A prefeitura da cidadezinha gostou e implantou nela uma fábrica de carroças, aproveitando os burricos que nada faziam além de pastar nos matos das fazendas da redondeza. Com as carroças, a cidade pode se ampliar , favorecendo a construção de mais casas por um raio longe da praça principal.

E com isso as carroças fazem até hoje a alegria dessa pequena cidade, se tornando a grande novidade que ela conseguiu alcançar.

É uma prova de que muitas coisas implantadas como "avanço" e "novidade" nos lugares onde vivemos, na verdade estão obsoletas e atrasadas em outras localidades, já acostumadas há décadas com tais coisas.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Do contrário que se espera, BRT pode estimular uso do automóvel

Colocar uma fórmula pronta e pronto (trocadilho?) em qualquer cidade é bom porque reduz custos e tempo, mas acima de tudo porque economiza esforço e discernimento. 

O BRT tem todas as vantagens de uma fórmula pronta e mais uma: a beleza. É um sistema visivelmente bonito, maravilhoso que fascina a todos e enchem os olhos de pura beleza.

Mas uma coisa que ninguém reparou é que, do contrário que quase todos acreditam, o BRT pode estimular ainda mais o uso dos automóveis, sendo um modelo inadequado para a maioria das cidades. Se esse problema já acontece em Curitiba, onde houve aumento de uso nos automóveis nos últimos anos, que nem a renovação brutal de frota de articulados conseguiu impedir.

O problema do BRT é que, por ser grande demais, ele não passa em todas as ruas. nem os alimentadores, menores, passam, pois as prefeituras entendem que colocar todos os ônibus para rodar em ruas reservadas para isso é o melhor. E como isso estimula o uso dos automóveis?

Simples. Porque com o automóvel, o cidadão pode se deslocar diretamente para as ruas desejadas, sem ter o esforço inútil de andar léguas a pé de um ponto de ônibus - o mais próximo, porém bem distante - ao lugar desejado. Além disso, espalhando os ônibus de linhas diferentes em ruas diferentes ajuda muito na fluidez do trânsito. Antigamente, pontos e itinerários eram em lugares bem diferentes para cada linha, fazendo com que quase todos os quarteirões importantes dos grandes centros tivessem acesso direto através de transporte coletivo.

As pessoas precisam usar melhor o discernimento e repensar o transporte ao invés de implantar fórmulas prontas que funcionam mesmo só na aparência. O cidadão não quer transporte bonito e sim um trânsito organizado que garanta ir ao destino desejado, andando cada vez menos até ele.

Enquanto isso, o cidadão vai tentando garantir seu direito de ir e vir com o seu automóvel, preferindo encarar os engarrafamentos que as autoridades se negam a evitar e combater.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Rodoviários fazem protesto contra "trabalho escravo" na porta de empresa de ônibus no Rio

Nosso comentário: A líder do consórcio Intersul mostra o exemplo de como o transporte do RJ piora cada vez mais e não só para os passageiros, mas também para os funcionários das empresas.

Rodoviários fazem protesto contra "trabalho escravo" na porta de empresa de ônibus no Rio

Do R7 | 05/11/2012 às 08h09 | Atualizado em: 05/11/2012 às 09h13

Eles trabalham em 22 linhas municipais nas zonas Norte, Sul e Centro da cidade.

Cerca de 800 motoristas e cobradores da Real Auto Ônibus, responsável por 22 linhas municipais nas zonas Norte, Sul e Centro do Rio, paralisaram as atividades nesta segunda-feira (5) para reivindicar melhores condições de trabalho. Com faixas e cartazes, os rodoviários iniciaram uma manifestação de madrugada na porta da garagem da empresa, na Vila do João, em Bonsucesso.

Segundo o Sintraturb (Sindicato dos Motoristas de Ônibus e Cobradores do Rio de Janeiro), o protesto foi deflagrado após inúmeras denúncias recebidas e encaminhadas ao MPT (Ministério Público do Trabalho) sobre carga horária abusiva imposta pela direção da Real Auto Ônibus. Ainda na manhã desta segunda os trabalhadores fazem uma assembléia na porta da empresa para decidir se interrompem o seviço por tempo indeterminado.

O vice-presidente do sindicato, Sebastião José, disse que a intenção dos manifestantes não é prejudicar os passageiros, por isso o movimento começoou ainda na madrugada.

— Estamos desde a madrugada tentando negociar com a empresa. Pedimos a compreensão dos usuários, mas é preciso que a população fique ciente do trabalho escravo imposto não só pela Viação Real, mas por todos as empresas do setor, que obrigam seus motoristas e cobradores a trabalhar até 15 horas diariamente, transformando esses profissionais em verdadeiros escravos; isso sem contar o agravante de colocarem em risco a vida dos usuários, já que os motoristas não dormem o suficiente. Queremos uma jornada decente de 6 horas para esses profissionais.

Sebastião informou ainda que em outubro o sindicato denunciou a Real Auto Ônibus ao MPT por várias práticas consideradas abusivas como obrigar o trabalhador a dobrar o serviço, sendo que quem se recusa é punido com a troca de linha e horário; exigir o transporte diário de 300 passageiros; descontar abusivamente avarias e multas dos ônibus, procedimento que é vetado pela nova lei que rege os motoristas, entre outras.

O R7 tenta contato com a direção da Real Auto Ônibus.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Com Neves, ônibus deverá ficar como está

Como sabemos, Rodrigo Neves foi eleito prefeito de Niterói. Eu votei nulo, pois os dois que ficaram para o segundo turno na verdade representaram a continuação de tudo aquilo que há na cidade durante mais de 20 anos. Exatamente, salvo raríssimas mudanças, como eu havia deixado, quando saí para morar em Salvador até 2008. Os nulos e brancos chegaram a superar p segundo colocado, Felipe Peixoto, representante da gestão que está por se encerrar.

Neves tem poucos projetos de mobilidade urbana. A construção de duas grandes vias para tentar desafogar o trânsito é a principal delas, além da conclusão do "mergulhão" (na verdade um mergulhinho de poucos metros), criado pela gestão encerrante. Mas as suas promessas não vão muito além disso.

Peixoto, seu concorrente de segundo turno também não tinha muitos projetos. Mas como continuador da gestão atual, pelo menos haveria uma esperança de executar as construções dos terminais, forçando o encurtamento de várias linhas, que deixariam o centro da cidade e fariam baldeações gratuitas por dentro dos novos terminais, diminuindo drasticamente o número de ônibus que entram no terminal João Goulart. Isso tudo pode estar indo pelo esgoto com a vitória anunciada.

É bem provável que o "magnífico" plano de mudanças no transporte coletivo niteroiense dê com os burros n'água já que pelo que se vê na prática, apenas o Terminal Largo da Batalha, com obras já em andamento, será construído; os carros de pisos baixos só serão colocados nas linhas que já eram refrigeradas, todas de apenas três empresas do consórcio TransNit, dispensando o consórcio TransOceanico de adquirir os seus; e as linhas continuarão engarrafando o Terminal João Goulart, já que a redução no trajeto de várias linhas, facilitada com a construção dos novos terminais, pelo jeito virou ideia descartada.

Isso tudo sem falar que nenhum dos candidatos se propôs a estimular a redução de automóveis nas ruas, preferindo projetos estéticos e bem visíveis para que possa chamar a atenção da população, fazendo uma melhoria de fachada que na prática nada resolve, perpetuando os problemas que insistem em se manter, por irresponsabilidade da própria população, educada a transformar o automóvel na extensão de seu corpo e em bandeira pelo direito de locomoção garantido por lei.

Com isso, não espero que haja mudanças no cenário atual, a não ser essa ridícula e ilícita pintura-padrão (leia-se uniforme da prefeitura) colocada nos ônibus, que caracteriza uma encampação enrustida e ilegal, onde a prefeitura brinca de ser dono dos veículos das empresas, ignorando as características da modalidade de concessão, verdadeira modalidade verificada na lei que gerencia o transporte municipal .

domingo, 23 de setembro de 2012

Ator faz belo texto contra a padronização de ônibus

Nosso comentário - Enquanto na busologia a padronização visual adotada na frota municipal do Rio de Janeiro vem ganhando mais adeptos, fora dela aumentam cada vez mais pessoas indignadas com essa medida tomada pelo prefeito Eduardo Paes e pelo seu secretário Alexandre Sansão de maneira arbitrária, sem plebiscitos, enquetes ou consultas de qualquer tipo.

Este texto pego no jornal O Globo, escrito por um ator de teatro, mostra a sua indignação numa linguagem quase poética, digno de alguém com sensibilidade.

Ordem sem tristeza

ROGÉRIO CORREA - Extraído de O Globo por Michel Levy e postado no Orkut

Quem não tem na memória as cores dos ônibus que fizeram e fazem parte da sua vida? Quem, como eu, nasceu e foi criado na Zona Norte, deve ter tomado muito o 438, que desde que me lembro, sempre foi laranja, e o 606 (vulgo “doriana”), que há décadas ilumina as ruas com um verde claro chamativo.

Sempre tivemos, na Cidade do Rio de Janeiro, cores tradicionais de linhas específicas, cores geralmente alegres, como o espírito do carioca.

Não é só uma questão de tradição e estética. É uma questão de praticabilidade. Pode-se identificar um ônibus a se aproximar do ponto a uma grande distância. Ou melhor, podia-se. Agora, pouco a pouco, os nossos ônibus estão ficando todos iguais, igualmente feios.

Sem discutir aqui os méritos do Choque de Ordem da Prefeitura da nossa cidade, creio que todos concordamos que um pouco mais de ordem seria bem vinda ao caos quotidiano do Rio de Janeiro. Porém, dentro desta perspectiva, devemos lembrar que o Rio tem uma saudável tradição de ser uma cidade colorida e alto astral.

Qualquer ordem proposta pelo governo (municipal, estadual ou federal) para a Cidade Maravilhosa deveria ter em mente esta tradição multicor. Não queremos ver o Rio transformado em Berlim ou em Londres, pelo menos não no aspecto estético.

No passado recente, o colorido das nossas praias cariocas já foi prejudicado pela interferência do governo nos guarda-sóis de aluguel, que foram todos uniformizados na cor vermelha. As praias da cidade hoje em dia lembram Brasília no dia da primeira posse do Presidente Lula: um mar vermelho que não Moisés que parta. Foi-se o colorido da praia. Porque não uniformizaram os guarda-sóis em 3 ou 4 cores diversas?

Mas pelo menos o vermelho escolhido para eles foi uma cor viva como o espírito do carioca. O mesmo não se pode dizer da presente uniformização dos ônibus urbanos. Estes estão pouco a pouco sendo pintados, todos iguais, com cores tristes e desmaiadas, com uma predominância infeliz do cinza.

Nem o vermelho dos double deckers de Londres* nos foi oferecido. Cinza! E ao cinza se adicionam detalhes em cores pastéis esmaecidas, cores de alface murcho. Quem planejou isso? Quem escolheu esta triste estética acinzentada? Um paulista? Um europeu? Um daltônico? Um fascista?

Se esta tendência for mantida, logo, logo os times de futebol e as escolas de samba serão também obrigados a se colorirem de cinza.

Esta padronização é um ataque à herança cultural da nossa cidade e deve ser imediatamente estancada e revertida. Por que se gastar tanto dinheiro para diminuir o colorido e a beleza da cidade? Que importemos o que o primeiro mundo tem de bom, como a ordem, mas sem perder o que a alegria e o colorido cariocas. Estes são nossos, uma parte importante do nosso patrimônio cultural. Não acinzente a nossa cidade, Sr. Prefeito!

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* NOTA: Nem o sistema de Londres é padronizado. Eu pesquisei (e postei aqui) e soube que os famosos vermelhinhos são apenas os ônibus que servem o centro da cidade. É uma padronização de serviço. Fora do centro, nota-se uma surpreendente variedade de pinturas e modelos de ônibus na capital inglesa, de fazer envergonhar o prefeito carioca que teve a asneira de dizer que a padronização visual é uma "tendência mundial". Falta de informação dá nisso.

A diversidade de pinturas era um dos símbolos da Cidade Maravilhosa. O que ele fez com os ônibus foi comparável a colocar saia no Cristo Redentor e acabar com a ondulação do Pão de Açúcar. Lamentável e vergonhoso.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Operando no vermelho

Porque será que muitos sistemas de padronização visual gostam de colocar a cor vermelha nos uniformes que as prefeituras impõem aos ônibus? Falam que é para homenagear os ônibus de Londres. Bobagem! Na verdade, é para alertar sobre o verdadeiro fracasso desse sistema, operando literalmente no vermelho. 

Não por acaso as áreas atendidas pelas cores vermelhas são as piores e sofrem pelo pior serviço. Coincidência??? Nãããooooo...











quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Homenagem aos busólogos pró-padronização que adoram uma cervejinha

Muitos busólogos a favor de padronização adoram uma cervejinha, a bebida obrigatória das regras sociais no Brasil. É uma bebida ritual que serve para todos se auto-afirmarem como adultos (além de chegar a velhice com cirrose e uns neurônios a menos no cérebro). Quase todos tomam, exceto os religiosos (para estes a "embriaguez" é de outro tipo).

Mas deixemos o lado ruim dessa bebida e lembremos do prazer em comprar várias latas no supermercado. Que tal impor também a "saudável" e "organizada" padronização visual também para as embalagens de cerveja? Vejam como seria divertido ter dificuldade de identificar a marca de cerveja favorita se todas tivessem uma só embalagem, com o nome da marca bastante reduzido. Um bom joguinho para passar o tempo no supermercado, enquanto não chega a hora de levá-la ao estômago. Enjoy yourself!