terça-feira, 17 de junho de 2014

Primeiro projeto feito exclusivamente para busólogos é aprovado

O primeiro projeto de mobilidade urbana feito apenas para busólogos é finalmente aprovado. A prefeitura de Niterói, reconhecendo a importância do hobby, resolveu criar um projeto exclusivo para os busólogos, o BRT Charitas/Engenho do Mato. 

Este BRT é uma pioneira iniciativa feita para entreter os amantes dos ônibus e transportes coletivos. belíssimos ônibus farão um passeio turístico ligando os dois bairros citados, para que os amantes de belos ônibus possam se entreter e aproveitar para curtir a paisagem do percurso. 

É uma iniciativa inédita que somente Niterói, pioneira em muitas coisas, poderia fazer. Os ingressos para o lúdico passeio devem ter o mesmo preço da passagem e a prefeitura promete estimular ainda mais o turismo na cidade, sobretudo o turismo busófilo, com a iniciativa.

Apesar de já aprovada a sua implantação, ainda não há previsão de quando o BRT niteroiense ficará pronto. Mas o que se sabe é que os busólogos de Niterói e de cidades vizinhas estão empolgados com o surgimento de um projeto feito exclusivamente para os amantes desse hobby.

PS: este post, por incrível que pareça, não é irônico, visto que a sua implantação é desnecessária para a  demanda que vive nas proximidades do trajeto e que prefere linhas que liguem seus bairros ao centro ou a outras localidades mais importantes. 



sexta-feira, 16 de maio de 2014

Busologia Surreal: Busólogos reclamam que empresas associadas usem mesma pintura. Mas defendem que empresas totalmente diferentes usem a mesma pintura

Tem coisas que não dá para entender mesmo. Absurdos acontecem todos os dias graças a mania do brasileiro de não usar muito a lógica e ir na fé mesmo, acreditando no que pessoas de visibilidade e prestígio lhes dizem.

Vários busólogos tem reclamado do fato que a 1001 decidiu apenas fazer uma pequena adaptação em sua pintura ao ceder seus carros para reforçar a frota da Macaense, empresa de mesmo grupo. Busólogos entenderam que a Macaense não poderia ter a mesma pintura da sua empresa associada.

Mas esses mesmos busólogos são completamente a favor de que empresas que nada tem a ver uma com a outra usem a mesma pintura em frotas municipais, sem qualquer tipo de identificação clara. Estranho eles acharem isso, pois é mais que lógico que empresas de mesmo grupo possam usar a mesma pintura para identificar sua associação. 

Querem dizer que quando é necessário identificar as empresas, não se deve ter pinturas diferentes e quando isso não é necessário, deveria haver diferença de pinturas? Esquisito.

Reclamações similares aconteceram referente as empresas do Grupo Flores, de São João do Meriti, cujas empresas ostentam a mesma estampa de pintura.

Detalhe: a 1001 optou por colocar a mesma pintura na Macaense em caráter emergencial para que a empresa tradicional de Macaé não ficasse muito tempo sem carros novos esperando a pintura. Creio ser uma medida provisória, já que os micrões da Macaense cedidos para as linhas de Casimiro de Abreu, já ostentam pintura própria da empresa e não a da 1001. Embora o site da Macaense ostente a pintura da 1001.

Mas isso sinaliza a falta de nexo que andam as coisas, não só na busologia, mas em qualquer setor da sociedade no Brasil burro dos últimos anos.



terça-feira, 4 de março de 2014

Busólogos que defendem padronização urbana se assustam com padronização rodoviária

Para quem não sabe, as linhas rodoviárias que ligam São Paulo a cidades mais próximas, tem a sua frota indevidamente uniformizada. E agora , embora ainda não confirmado sobre de que se trata, se é padronização de grupo empresarial ou do governo estadual, um novo leiaute está sendo estampado em vários rodoviários paulistas e está dando muita dor de cabeça aos busólogos, que além de não terem gostado da elegante estampa, ainda temem que isto sirva de aperitivo para a possível padronização visual da frota da ANTT (a agência que controla a frota interestadual).

Busólogos sempre foram focados, em sua maioria em frotas rodoviárias, mais bonitas e imponentes. Se a padronização visual imposta a ônibus urbanos é tolerada pelos busólogos - e até admirada e defendida por muitos outros - a rodoviária de longa distância (os executivos municipais do RJ foram padronizados e ninguém chiou) é totalmente reprovada, pois mexe em grande totens da busologia, como a Itapemirim, a 1001 e a Cometa. Uniformizar empresas de longa distância soa muito ofensivo aos entusiastas do hobby.

Na nossa opinião, a pintura padronizada da frota estadual e interestadual é reprovada sim. Mas reconhecemos que a variação de pinturas é pouco necessária neste caso, já que o que importa para o passageiro de linhas longas é o número de cada carro, já que ao saltar em diversas estalagens para voltar, ele precisa retornar para o mesmo carro, tenha ele ou não a mesma pintura que outros carros. Além disso, para escolher empresa de linha longa, já basta o guichê estar devidamente identificado.

De qualquer forma toda padronização é reprovável, pois o Brasil é o país da diversidade.




segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Operação Fone de Ouvido sinaliza má qualidade da música atual

Várias cidades brasileiras já aprovaram leis que proíbem som aberto no interior dos ônibus, obrigando aos passageiros a utilização de fones de ouvido para a audição de suas músicas e programas.

Isso denuncia a existência de músicas de qualidade duvidosa e outras de qualidade sofrível que infectaram a cultura do Brasil e do mundo. Se todos tivessem o hábito de ouvir músicas realmente boas ou que pelo menos não seja tão ruins assim (como as "canções de consumo" dos anos 70 e 80), ainda dava para ouvir em aberto. Se bem que cada um talvez preferisse ouvir a sua música, sem atrapalhar a audição do outro.

A medida começou com o "funk" carioca, considerada por especialistas o pior tipo de música do mundo, caracterizada por instrumentais repetitivos que mais parecem barulhos de indústrias e letras mal feitas que parecem ter saídas de mentes vazias e sem qualquer noção da realidade que os rodeia.

Mas com o fortalecimento popularesco e a glamourização da "canção de consumo" norte-americana, a medida teve que ser tomada para evitar problemas entre os passageiros.

As empresas devem fazer a sua parte, eliminando a "música ambiente"

Mas não adianta as "leis dos fones de ouvido" se ainda existem os ônibus com "musica ambiente" em que o motorista - geralmente vindo das classes menos escolarizadas - coloca o que bem entende para que seja ouvido pelos passageiros do veículo conduzido por ele.

É preciso que se proíba também a música ambiente nos veículos para que a tranquilidade de uma viagem que normalmente não é tão tranquila, não acabe em aborrecimento para quem está dentro do veículo.

Quem quer ouvir música, ouça no fone, ou ouça em casa. É até mais agradável.

sábado, 20 de julho de 2013

Consórcio Bombarda adquire novos ônibus

Boa aquisição. Só não sabemos para que cidade, pois a prefeitura responsável não colocou o nome da cidade no veículo. Adequados para tempos de mobilidade anti-democrática, decidida ao gosto dos prefeitos, assessores e secretários.


sexta-feira, 5 de julho de 2013

"Translitorânea" perde suas linhas

Estranhamente uma das empresas que operam carros de piso baixo no Rio, a Translitorânea, "reencarnação" da empresa Amigos Unidos, uma das reprovadas no sistema de ônibus antes da licitação, teve a sua permissão cassada pelo prefeito Eduardo Paes, logo ás vésperas da CPI dos ônibus. Pelo que parece é melhor agir antes que as investigações mostrem a sujeira embaixo do tapete.

A cassação se deu pela insufiência de carros operados pela empresa, que perdeu as linhas 521 (São Conrado-Botafogo, via Copacabana), 522 (São Conrado-Botafogo, via Jóquei), 546 (Rocinha-Leblon), 591 (Leme- São Conrado, via Copacabana e Rocinha), 592 (São Conrado Leme-Rocinha) e 593 (Leme-São Conrado, via Rocinha). 

Embora a escassez de veículos fosse o motivo da cassação, a empresa era praticante de vários tipos de irregularidades, sobretudo a má conservação dos veículos, sucateados, apesar de relativamente novos.

Resta saber se as que operam na Zona Oeste, todas deficitárias e do mesmo dono da cassada - que operava até então na Zona Sul do RJ, mais privilegiada - também perderão as suas linhas.

As linhas que a "Translitorânea" perdeu foram repartidas em forma de pool entre a "Real" e a "Graça", esta última, uma "reencarnação" da Saens Peña, que mudou de dono e de nome, sem que a população (proibida pela prefeitura de identificar claramente as empresas) percebesse.

Ela ainda continua operando as outras linhas que possui, várias para a Barra e Recreio.

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Busólogos não focam qualidade do serviço

Um comentário visto no Facebook de um busólogo de outro estado me fez pensar e me inspirou a escrever esta postagem. Ele, ao comentar uma novidade disse que "o que importa é que o ônibus é bonito e pronto. O resto é detalhe." Não me lembro da frase exata e nem de que novidade ele estava comentando, mas a mensagem era essa mesmo. Vou poupar a identidade do busólogo em respeito ao mesmo.

Alguns outros busólogos estranharam o comentário, mas a maioria entendeu. E não deveria ser estranho, já que na busologia, o que interessa é o veículo em si, não a sua operação. Claro que existem alguns busólogos que se interessam pela parte operacional, mas isso não é atributo da busologia.

Claro que muitos busólogos, para angariarem simpatia, vão dizer que se preocupam sim com a qualidade dos serviços de operação. Mas vão se limitar a soluções prontas e estereotipadas como o BRT ou citar opiniões superficiais a respeito. Mas aprofundar mesmo sobre a operação dos ônibus, somente poucos.

Para a maioria dos busólogos, ônibus só serve mesmo para ser admirado. Muitos nem andam de ônibus, se limitando a tratar este topo de transporte como objeto de admiração, indo aos encontros de automóvel, o que eles fazem normalmente em seu cotidiano.

Por isso não é estranho que, por exemplo, a maioria não se incomode mais com a padronização visual, nome dado a colocação de uniforme nos ônibus, transformando os mesmos em "carros oficiais" de suas prefeituras, algo que vai contra a lei de licitações e antagoniza o atributo de concessão garantido pelas leis municipais, transformando os sistemas em uma encampação enrustida. Isso tem estimulado os empresários a cometer irregularidades, pois a uniformização favorece a ocultação da identidade. 

Para os busólogos, o que interessa é ônibus bonito e possante. Se o uniforme da prefeitura agrada, mantém-se o uniforme. Se o carro é articulado, motor traseiro, refrigerado, piso baixo e outras configurações avançadas, ele pode bater, pode pifar e travar no engarrafamento que está ótimo. Pode até fazer parte de empresas mal administradas (caso do ultra-pomposo e idolatrado BRT do RJ), que ninguém se importa. O que importa é ver ônibus bonito e de configuração avançada. O resto é "detalhe", como o outro diz.

Enfim, para a melhoria da operação e da qualidade de serviços, com a palavra, os usuários. Esses sim sabem melhor para que realmente serve um ônibus, não importando se ele é bonito ou possante.