terça-feira, 16 de agosto de 2011

Pai do BRT é condenado por irregularidades

COMENTÁRIO DESTE BLOGUE: nem o pai dos BRTs escapou das acusações de corrupção. Os busólogos que veem nos BRTs o milagre que vai salvar o transporte brasileiro devem estar tristinhos, ainda mais que ontem foi o dia dos pais.

STJ mantém condenação de ex-governador Jaime Lerner

FOLHA DE SÃO PAULO - DO VALOR ONLINE - Atualizado às 17h34 - 12/08/11



O STJ (Superior Tribunal de Justiça) manteve decisão da Justiça Federal do Paraná que condenou o ex-governador do Estado, Jaime Lerner, a três anos e seis meses de detenção, mais multa, pelo crime de dispensa ilegal de licitação na construção de estradas em seu Estado.

Apesar da decisão, o ex-governador está livre do processo: menos de um mês antes do julgamento do pedido pelo STJ, o juiz de primeira instância reconheceu que o crime já havia sido atingido pela prescrição e declarou extinta a punibilidade no caso.

Lerner foi condenado em razão de um aditivo contratual que estendeu a concessão obtida pela empresa Caminhos do Paraná S/A em 80 km, incluindo trechos da BR-476 e PR-427 não previstos na licitação original.

A rodovia federal estava delegada ao Estado do Paraná por meio de convênio.

Segundo a denúncia, o aditivo teria sido iniciado por proposta da empresa para o reequilíbrio econômico-financeiro do contrato. Essa proposta teria sido protocolada no DER (Departamento de Estradas de Rodagem) do Paraná um dia antes da assinatura do termo aditivo.

Todo o trâmite teria ocorrido em "tempo recorde".

A condenação remete à segunda gestão de Lerner no governo paranaense. Eleito em 1994 pelo PDT, o governador foi à reeleição pelo PFL (hoje DEM).

Obteve êxito e ocupou o cargo até 2002. Antes, havia sido prefeito nomeado de Curitiba pela antiga Arena por duas vezes, em 1971 e 1979.

Em 1988, se elegeu pela terceira vez, já no PDT. Urbanista renomado, Lerner foi o único brasileiro a constar na lista dos 25 pensadores mais influentes da revista "Times", em 2010. É também consultor das Nações Unidas para assuntos de urbanismo.

DEFESA

A defesa do ex-governador argumentou que, em razão de o réu ter mais de 70 anos, teria ocorrido prescrição.

A denúncia do Ministério Público também seria nula por não descrever as condutas individuais dos acusados, impedindo o contraditório.

PRESCRIÇÃO

O juiz substituto da 3ª Vara Federal Criminal de Curitiba declarou extinta a punibilidade em relação a Jaime Lerner, em razão da prescrição. Segundo ele, a pena aplicada ao ex-governador foi de três anos e seis meses, portanto o prazo prescricional seria de oito anos. Como o réu já tem mais de 70 anos de idade, o prazo é reduzido à metade - quatro anos -, conforme determina o Código Penal.

O juiz assinalou que o fato criminoso atribuído ao ex-governador ocorreu em outubro de 2002 e a denúncia, que interrompe a prescrição, foi recebida em 22 de outubro de 2008. Assim, considerou o magistrado de primeira instância, entre a data do fato delituoso e o recebimento da denúncia, transcorreu período superior a quatro anos sem que mais nada interrompesse a prescrição.

O Ministério Público ainda pode recorrer da decisão.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Eduardo Paes quer demolir paraíso ambiental para colocar BRT no lugar

Eu me lembro de um episódio do desenho do Pica-pau (Woody Woodpecker) em que ele faz de tudo para impedir um operário de demolir a árvore onde mora. O tal operário sempre falava em "progresso" (interessante que para todo tecnocrata, o "progresso" sempre está acima da qualidade de vida - ou está sempre tem que depender desse "progresso") e queria derrubar a árvore de qualquer jeito. Depois de muitas cômicas tentativas de impedir a derrubada da árvore, no final do episódio, a opção foi colocar um viaduto em cima da árvore. Nesta o Pica-pau venceu a batalha.

Mas os pica-paus que vivem no Condomínio Bosque Paradiso, na Taquara, não terão a mesma sorte. O condomínio, criado há poucos anos, é um misto de conjunto residencial com reserva ambiental, com aprovação de especialistas em meio ambiente, será derrubado para dar lugar a uma das vias por onde passarão o festejado BRT que servirá como fachada para dizer ao mundo que o transporte do Rio "melhorou".

Os moradores foram pegos de surpresa pela decisão e prometem entrar na justiça para impedir isto. A obsessão de Paes em colocar o BRT passa por cima de qualquer noção de qualidade de vida, já que o projeto do BRT, além de desalojar os moradores, pode causar um acidente ambiental. Mas para tecnocratas como ele, "qualidade de vida é o BRT e não se fala mais nisso".

Na minha opinião, deveria ser escolhido outra área ou diminuído radicalmente o traçado. Jacarepaguá, região onde fica a Taquara, tem muitas áreas desocupadas que poderiam servir para o trajeto. Mas cá pra nós, ninguém pode colocar o BRT acima do bem estar das pessoas.

O BRT é o consumismo do transporte, um modismo que pode até melhorar alguma coisa mas que nunca pode ser visto como solução definitiva para o transporte. Até gosto do BRT mas não tenho o fanatismo da maioria dos busólogos, que veem o sistema surgido em Curitiba como uma panacéia, quando na verdade é um paliativo. E as outras linhas que não fazem parte do BRT, continuarão sendo servidas de modo ruim?

Me solidarizo com os moradores do Condomínio Bosque Paradiso. Um lugar que coloca em prática qualidade de vida aos seus moradores, não pode acabar para dar lugar a um modismo que traz qualidade de vida só no rótulo. Se for para cancelar essa linha de BRT é até melhor. Fazer os moradores do Bosque Paradiso sofrerem é algo inaceitável.

Tecnologia é bem vinda. Mas quando ela se torna nociva, é melhor abrir mão dela. Preservar o bem estar de seres humanos é muito mais importante que qualquer coisa. E nenhuma merreca paga com indenização tem as condições de devolver o bem estar aos moradores deste belo condomínio.

Mais uma para a coleção de trapalhadas do Senhor Paes. Ninguém aguenta mais ele e sua equipe de tecnocratas fanáticos e insensíveis.

domingo, 3 de abril de 2011

Porque nunca vou aos encontros de busólogos

Muitos busólogos devem estranhar nunca terem me visto presente em algum encontro. Alguns devem até pensar que eu sou fake ou mau-caráter. Não sou. Aliás, o fato de eu não ser já é mais um motivo para eu não ir a esses encontros.

Não vou, por falta de confiança. Sim, não confio em grande parte dos busólogos. Sei que existe muita polêmica entre eles e que a boa parte é composta de pessoas que nunca conseguem entender pontos de vista diferentes do seu. Pior, muitos nunca admitem que estão errados quando realmente estão. O que era para ser um divertimento se tornou motivo de arrogância entre a maior parte.

Já me envolvi em vários episódios desagradáveis com busólogos teimosos. Vou poupar o nome deles - até porque temo pela minha vida: não está escrito na testa deles o que eles são capazes de fazer comigo - , mas muitos possuem grande visibilidade e muitos amigos que podem defendê-los, mesmo sabendo que os busólogos encrenqueiros são gente de índole duvidosa.

Mas existe também o lado bom da busologia. Tenho vários amigos nesse hobby, que realmente demonstraram serem pessoas de bem: Leonardo Ivo, Marcelo Pierre, Zé "Zebuss" Ricardo, Saulo Scoponi, Vitor Hugo Pereira e vários baianos, além de alguns no RJ que no momento eu não me lembro. Se apenas esses fossem, teria o maior prazer de ir aos encontros.

Mas muitos, não todos: é bom dizer - na ânsia de transformar o hobby em negócio e de promover a sua auto-estima às custas dele, acabam por gerar encrencas com vários outros busólogos - essas coisas não acontecem só comigo - e manchando a sua imagem, apesar de não diminuir e muitos menos eliminar a arrogância. A teimosia é o maior obstáculo para o aprendizado.

Portanto, peço desculpas por nunca ter participado de qualquer encontro e digo que não participarei. Não confio na maior parte dos busólogos e sobretudo em quem já se confirmou ser de má índole. Lamento muito que estes de má índole ainda conseguem manter muitos amigos, que não possuem boa noção do que é moral e bons modos (a noção de moral que eles têm deve vir dos hipnotizantes aparelhos de TV, pensando deste modo: "maltratou todo mundo, mas não me maltratou, é meu amigo") e poder na busologia.

Não sou arrogante. Sou uma pessoa pacata, que não gosta de noitadas, bagunça, barulho e faço de tudo para não me meter em encrencas. Brigo só quando me atacam, para me defender e mesmo assim, sem gostar disso. Não bebo, não fumo, e a minha droga mais pesada é doce de leite, meu único vício. Pago sempre as contas em dia e procuro sempre cuidar bem dos objetos que me emprestam ou me alugam. Sou daqueles que acreditam que a felicidade está nas coisas mais simples. Posso até ser rotulado de carola, careta, idiota, mas é assim que me sinto bem.

Pois nunca trago problemas graves para mim e felizmente não tenho dívidas de quaisquer tipos. Sou um cara altruísta e pronto para ajudar quem for, quando necessário.

Portanto, entendam minha posição, me respeitem e façam das suas vidas o que melhor entenderem.

domingo, 27 de março de 2011

Eduardo Paes prefere "temperar comida" com remédio

Eduardo Paes disse em entrevista no rádio, que a diversidade de pinturas dos ônibus, um dos símbolos da Cidade - outrora - Maravilhosa, lembra a pintura de azeite português (no sentido pejorativo). Busólogos e a comunidade portuguesa se irritaram com a declaração.

Paes, pelo jeito deve adorar as embalagens de remédio, sobretudo os do laboratório Boehringer Ingelheim, que inspiraram a estética adotada compulsivamente para a frota municipal carioca.

Eu mesmo sou um apreciador do delicioso azeite português. Quando coloco gotas de azeite português em minha comida, chega a abrir o apetite de tão gostosa que fica a comida temperada desta forma. Ah, saudações ao simpaticíssimo povo português, injustamente alvo incessante de piadas maldosas. Essa de Paes foi mais uma que deixou os portugueses irritados, com muita razão.

Daqui a pouco veremos todas as casas da Lapa sendo pintadas com a insossa cor-de remédio, iniciando uma padronização dos prédios cariocas.

Vejam o que ele mandou fazer quando percebeu que havia duas garrafas de azeite português durante um jantar oferecido por ele:


quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Busologia Carneirinho

Pelo jeito, agora que a padronização visual se estabilizou na capital fluminense, trazendo na mochila um festival de erros, pode se dizer que aquilo que eu acreditava ser o verdadeiro objetivo da padronização visual se confirmou: mascarar os erros e dificultar a identificação das empresas. Os erros do novo sistema não param de acontecer e estão deixando os usuários furiosos. E pelo jeito, apenas os usuários.

Aos poucos a maioria dos busólogos vai criando afeto pelo novo sistema, que tem a fachada de "muderno" e só agrada a quem não utiliza o transporte coletivo. Há até a proibição de xingar prefeito e secretário de transportes, o que leva a crer que além de verem o sistema de longe (aterro sanitário, cheio de cores, é até bonito visto de longe), sem utilizar, os busólogos devem estar de olho em algum cargo de confiança bancado pelo prefeito e seu secretário. Coisa feia.

Há alguns busólogos, que como eu, Alexandre Figueiredo, Leonardo Ivo, Marcelo Pierre, e outros poucos, ainda se mantém irredutíveis contra o novo sistema que pelo jeito surgiu para mudar o time que estava ganhando e estragar a jogada do novo time formado. Mas a maioria dos busólogos, aos poucos aplaude o novo sistema alegremente e ainda exige respeito.

Como vou respeitar quem não respeita o usuário? Devo aceitar os erros como estão? Algum desses busólogos-carneirinhos deveria repor o meu dinheiro gasto com um ônibus pego por engano, graças a essa padronização ridícula.

Os defensores do novo sistema falam que os detratores da padronização "só enxergam os aspectos estéticos". Mas as falhas do novo sistema e a inclusão das empresas reprovadas, disfarçadas com novos nomes mostram que padronizar a pintura é uma ótima forma de mostrar que as coisas vão bem nas aparências, quando a realidade mostra que na verdade está o oposto.

Mas como a maioria desses busólogos - espertamente - não anda de ônibus (veículo que , na opinião de vários deles, só serve para admirar), não estão nem aí para as falhas. Quem paga por isso é o usuário, já que os mais indefesos é que ficam com a pior fatia do bolo.

Os busólogos devem estar pensando em dois provérbios: "pimenta nos olhos dos outros é refresco" e "farinha pouca, meu pirão primeiro".

Teremos muitos candidatos a novo secretário de transportes para os próximos anos...

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Cuidado com os busólogos: eles mordem

É muito triste saber que um hobby que deveria unir as pessoas, na verdade separa. Ouço muito falar em brigas entre admiradores de ônibus que por pouco não atingem o lado físico.

Desta vez eu, e agora meu irmão nos vemos envolvidos em polêmicas, simplesmente porque certos busólogos, ao invés de resolver as divergências num debate sadio que leve a um denominador comum, preferem ficar com seus pontos de vista, por se acharem "autoridades máximas da busologia", portanto "donos da verdade" e completamente fechados para qualquer debate, ficando sempre com a última palavra. Ao se perceberem contrariados, partem para a agressão verbal, porque não conseguem aceitar pontos de vista alheios aos seus.

O que eu vou dizer agora, não vai agradar a maioria dos busólogos. Descobri que a busologia em sua maioria, é uma atividade de pessoas de baixa renda, consequentemente, de baixa instrução. Também não sou rico, mas sempre me esforço para ser uma pessoa cada vez melhor, em inteligência e moral. Mas a revolta típica das classe humildes, fecha os olhos delas à evolução. Se creem evoluídas, ainda mais numa época em que a mídia tenta colocar na cabeça da população o "orgulho de ser pobre". Orgulho de não ter dinheiro? Orgulho de não ter qualidade de vida? Ser pobre nunca deveria ser motivo de alegria para ninguém.

É difícil dizer isso, pois os pobres são pessoas que vivem "em guarda", infelizmente. Ser pobre nunca é bom e gera revolta, mas como é difícil atacar ricos e autoridades (medo?), canaliza-se esta raiva para pessoas comuns que contrariem as crenças (equivocadas) das classes humildes. Os pobres vivem esperando um pretesto para descarregar sua inconformação. E descarregam nos momentos de discórdia com pessoas comuns. Como se pessoas como eu, e não os mega-empresários, fossem responsáveis pela má qualidade de vida dos pobres.

Respeitar o pobre e o mal-instruído não significa aceitar os seus defeitos e sim ajudá-lo a crescer, a entender que existe muito a aprender e que o primeiro passo para ser incluído na sociedade é ser humilde, admitir que erra, conhecer aonde e como errou e consertar. O mundo evolui e teimosia é um perfeito freio de mão para a evolução.

Digo que , ao invés de se sentirem ofendidos (se sentir ofendido perante críticas é tática de quem não quer se esforçar para evoluir), porque não analisam as minhas queixas e procurem reparar os erros e tentar evoluir. Se fossem evoluídos, não haveria críticas e nem brigas.

Vi essas polêmicas acontecerem tanto na busologia fluminense como na baiana. As questões discutidas variam, mas a teimosia típica da falta de instrução e de senso crítico é a mesma. O defensor de seu ponto de vista é tão teimosos que é capaz de levar sua convicção para o túmulo, sem checar se ela é verdadeira ou não.

Um recado aos busólogos teimosos: cresçam. Amadureçam. Se eduquem, nem que para isso, seja necessário voltar à escola. Não é porque é maior de 18 anos que vai se achar o adulto pronto. Perfeito ninguém é, mas sempre devemos evoluir. E para evoluir é necessário admitir erros. Teimosia e arrogância são sinais de homens fracos, fadados ao fracasso.

Nunca quis mal a ninguém. Sou uma pessoa muito boa, embora os maus me vejam como "mau". Gostaria muito que este hobby fosse motivo de alegria, não de raiva.

Temos que usar a coerência e debater sadiamente mais tempo e mais vezes possível, para checarmos os fatos, sem confundí-los com opiniões, sempre levando a um denominador comum. Divergências podem ser sinal de que um dos lados pode estar errado e para isso deve se analisar fria e objetivamente, sem paixões e sem orgulho, para que se observe aonde estão os erros e o que deve ser feito para corrigí-los. Com a análise concluída, podemos chegar ao ponto de vista definitivo.

Mas não, o orgulho mesquinho do ser humano primitivo impede debates. É mais fácil chamar o discordante usando palavras baixas, porque é muito mais fácil. Ser sábio exige esforço, ainda mais para quem tem o senso crítico atrofiado.

Muito há para aprender, mas a primeira coisa é saber ser humilde. Saber reconhecer que não é perfeito. Perceber que a sua inteligência ainda não é o suficiente capaz para o entendimento das coisas do mundo. Que esta inteligência nunca deve ser glorificada e sim desenvolvida, para que a cada dia mais possamos entender melhor as coisas e discutí-las com sabedoria e objetividade, respeitando pontos de vista apenas quando eles oferecem coerência e lógica. Porque quem não desenvolve sua inteligência, pensando ser uma pessoa pronta, perfeita, não está se respeitando. Se não se respeita, não merece respeito.

Vamos agir como humanos. Não como cães pit-bull famintos, loucos para morder alguém. O teimoso nunca sai do lugar, por mais que ele pense que está certo.

Não quero fazer inimigos. Detesto brigas. Para evitar brigas, é preciso humildade para reconhecer erros e consertá-los para que eles não virem uma poderosa arma a destruir quem as contesta.

Analisem com atenção e detalhadamente este texto e reflitam. Para que a busologia volte a ser fonte de união entre as pessoas.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

MATARAM A MATIAS!!!!!

A arbitrária medida de padronização visual faz sua segunda vítima: a Rodoviária A. Matias.

A empresa agora desaparecerá dos nossos olhos, perdendo sua identidade e sendo confundível com a Viação Verdun e a Transportes Vila Isabel. Até as setas de acesso nas portas foram feitas mais para enfeite, visualmente não estão claras para o cidadão comum.

O que significa que os passageiros poderão confundir, dependendo de onde se situem, a linha 232 com a 222 da Vila Isabel e a 238 da Verdun, a linha 606 com a 607 da Viação Acari, e por aí em diante.

O verde, pelo menos, não ficará só na nossa memória, afinal, o grande consolo é que, das cidades que adotam a padronização visual, o Rio de Janeiro é a que tem maior acervo, na Internet, relacionado aos tempos em que tinha diversidade visual.

Uma coisa é certa: o projeto de padronização visual imposto por Eduardo Paes está fadado, irreversivelmente, ao fracasso. Mas é preciso que ele aconteça para que os erros sejam mais conhecidos pela opinião pública.

Um exemplo pessoal. Meus pais, usuários assíduos da 232, sofrerão muito, uma vez que, sendo idosos, terão que triplicar a atenção na Av. Pres. Vargas na ocasião de pegar um ônibus para Lins de Vasconcelos.