sexta-feira, 6 de julho de 2012

Os pisos baixos de Niterói já estão chegando!

Segundo o site gonçalense BSG, os dois consórcios (Consórcio sabor Cereja e Consórcio sabor Limão) que ganharam o direito de operar o sistema de ônibus da cidade de Niterói, já se mexem para a compra dos carros de piso-baixo exigidos pelo edital (certamente como compensação da embalagem de chiclé de bola que foi imposta ao sistema). Dentro de um ou dois meses já poderemos ver cerejas e limões de piso-baixo rodando por estas plagas.

Uma integrante da Transoceânica (Consórcio sabor Limão), que não cabe mais citar o nome e que serve o bairro onde moro, já anunciou a chegada do primeiro chassis de piso baixo da MAN/Volkswagen para o Brasil. A dita cuja, que acaba de adquirir seu primeiro Euro V, é cliente da CAIO e especula-se que não seja Mondego, já que o mesmo ainda não encarroça chassis da MAN. Tomara que não seja a versão curta do mosntrengo horroroso que atende pelo nome de Millennium BRT, o erro que a encarroçadora usou para compensar a extinção de outro erro, o Apache S22. Tomara que seja o Millenium 3, que é bonitinho e já foi testado por aqui pela extinta Pendotiba. A aquisição mencionada será para a linha 53, que provavelmente será extinta ou no mínimo alterada, após a inauguração do Terminal Largo da Batalha.

O texto ainda fala que os consórcios ainda não podem colocar para circular os carros embalados com a estampa de chiclé de bola, pois deve estar aguardando uma solenidade (ou será velório?) para apresentar oficialmente o sistema de curitibanização dos ônibus (ou BRTs? Ou BRSs? Ou VLTs? Ou que sigla?) aos usuários que vão penar para usar o sistema.

Convém lembrar que, para o uso adequado dos pisos baixos, teria que se fazer obras em quase todos os pontos de ônibus da cidade, já que calçadas irregulares ou danificadas são uma constante na cidade do Araribóia. Pegar ônibus em Niterói se tornará um autêntico programa de índio. De índio mascando chiclé.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Busólogos continuam a defender a Trans1000. Enquanto isso, usuários ainda sofrem com a empresa

Parece que o bom senso ainda não faz parte de boa parte dos busólogos cariocas. Estes ainda continuam a defender a Trans1000, a pior empresa do Estado do RJ e que continua a rodar com carros mal conservados, participação frequente em acidentes, e cheios de irregularidades, tanto em seu funcionamento como em sua má administração. 

A Trans1000 não é uma empresa em crise que mereça ser tratada como "coitadinha" (como é vista pelos seus defensores) e sim uma empresa mal administrada, cheia de dívidas e que só consegue se manter em atividade graças a subornos e mais subornos e de acordos com políticos que fecham os olhos ao festival de irregularidades. A maneira com que la mostra os seus erros, tá na cara que ela é mal administrada.

Os busólogos que elogiam a empresa não são usuários da mesma, por possuírem automóveis (para estes, ônibus é somente para admirar) ou por simplesmente não viverem nas áreas servidas pela empresa. Além disso, eles demonstram desprezo toral pelo bem estar de usuário e até de funcionários da empresa, que sofrem durante as viagens nada relaxantes.

Busólogos elogiam, Usuários reclamam - Enquanto busólogos elogiam e defendem a empresa, passageiros que são obrigados a viajar nos carros da Trans1000 não param de reclamar em fóruns e em espaços de comentários em sites. Muitos são taxativos em pedir a extinção da Trans1000. 

Eu estou com os usuários, até porque cheguei a ser um. Por pouco não morri em duas oportunidades, pois os veículos da empresa correm muito, com pneus carecas e péssima conservação da carroceria.

Seria muito bom ver a empresa, que não tem nenhuma chance de recuperação, ser extinta. Muitos busólogos defensores tentaram inventar boatos que sugeriam de uma forma ou de outra, a recuperação da empresa que eles tanto amam - sem utilizá-la. Uma empresa na UTI do transporte carioca, sem chance de sobrevivência sadia.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

José Serra ataca o que defendem os maiores especialistas do mundo

COMENTÁRIO DESTE BLOGUE: É melhor nem comentar. Mais um motivo para desdenharmos o ídolo-mor das elites que pensam que são donas da sociedade.


José Serra contraria o que dizem os mais renomados estudos sobre transportes
 
Por Flávio Massayoshi Oota - Agência Brasil.

Pré- Candidato à Prefeitura de São Paulo, pelo PSDB, José Serra, disse que mais linhas de ônibus vão engarrafar a cidade, mas não critica o excesso de veículos de passeio nas ruas que, ocupam 90% das vias, mas só transportam 30% das pessoas. Metrô é uma das soluções para a mobilidade, adequada para as grandes demandas, mas não é a única. No entanto, o marketing político, tem feito um endeusamento do sistema de trilhos que prejudica as discussões sobre o ir e vir dos cidadãos.

José Serra ataca o que defendem os maiores especialistas do mundo

Pré-candidato à Prefeitura de São Paulo pelo PSDB, José Serra, diz que linhas de ônibus vão engarrafar cidades, mas não critica aumento da frota de veículos particulares.

“Em São Paulo, mais linhas de ônibus só vão engarrafar a cidade”. A frase, que não poderia estar mais equivocada, foi dita pelo ex-prefeito de São Paulo José Serra (PSDB), em um debate com a deputada federal Manuela D’Ávila (PC do B). Os dois são candidatos às prefeituras de São Paulo e Porto Alegre, respectivamente. O debate teve como foco o livro “O Triunfo das Cidades”, do economista Edward Glaeser, e aconteceu no Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper).
Sobre a colocação do candidato tucano, vamos examinar alguns dados:
São Paulo possui 17 mil quilômetros de vias (ruas e avenidas). A frota de automóveis registrados na cidade está em torno dos 7 milhões e estima-se que cada carro transporte, em média, 1,2 pessoas (66% circulam apenas com o motorista). Por conta disso, segundo o engenheiro de tráfego Horácio Figueira, 90% das vias são ocupadas por carros.

Mas se analisarmos a divisão modal da cidade, vemos que das 38 mil viagens diárias feitas em São Paulo, perto de 14 mil são feitas em transportes coletivos, 11.500 mil em carros individuais e 12.500 de forma não motorizada (como de bicicleta e caminhando). (Os valores estão arredondados). Isso significa que os 90% das vias ocupadas por carros estão sendo usados para transportar mais ou menos um terço das pessoas.
Há uma imagem que ajuda a visualizar isso. Talvez você conheça a versão alemã dessa foto abaixo, mas essa projeção foi feita pela prefeitura de São Paulo para ilustrar que são necessários 127 carros para transportar 190 passageiros. Esses mesmos 190 passageiros poderiam estar em dois ônibus ou em um biarticulado, e ocupariam muito menos espaço.
mobilidade urbana

Montagem baseada em campanha publicitária na Europa que mostra a ocupação inteligente do espaço urbano pelo transportes coletivos dá a noção exata de que a declaração de José Serra além de ter sido infeliz foi errada. Um ônibus pode substituir vários veículos de passeio que realmente engarrafam a cidade. Foto: Montagem – Prefeitura de São Paulo

Diante disso, acho que fica claro que o que congestiona as ruas de São Paulo é o excesso de veículos individuais. Mas Serra não estava atacando o transporte público em si. O que ele defende é que as vias da cidade já estão saturadas e mais ônibus só vão piorar o trânsito. Para ele, o investimento em transportes públicos deve ser concentrado em transporte sobre trilhos. Mas ele se esquece que nem sempre é possível levar trilhos para todas as partes da cidade. 

Serra criticou as linhas de ônibus, mas não a grande quantidade de carros de passeio.

Aí entram mais alguns dados do engenheiro Horácio Figueira: Tomando uma avenida média de São Paulo como exemplo, a av. Brasil, os gastos necessários para criar um corredor de ônibus na faixa da direita giram em torno de R$ 500 mil. Se fosse uma faixa à esquerda, sem interrupção pelo tráfego de carros, o valor subiria para R$ 10 milhões. Agora, se o investimento fosse feito para colocar em prática uma linha de metrô, o montante bateria os R$ 200 milhões. Por dia, as linhas de ônibus transportariam de 3 a 4 milhões, enquanto a linha de metrô daria vazão a 850 mil pessoas neste trecho. Transporte sobre trilhos é pelo menos 10 vezes mais caro do que uma faixa de ônibus e transporta 4 vezes menos gente, segundo Horácio Figueira. Um bom exemplo é Londres, onde os 1.500 quilômetros de metrô transportam metade dos passageiros de ônibus.

Veja, não se trata aqui de escolher entre um ou outro, mas de priorizar o que for mais adequado a cada situação.

O urbanista do Gehl Architects, Jeff Risom, defende que, do ponto de vista da mobilidade, a boa cidade é a que possui mais opções. “É a cidade que me oferece uma gama diferente de meios de locomoção para que eu possa escolher o que melhor atende minhas necessidades naquele dia”. O diretor do departamento de mobilidade da prefeitura de Amsterdam, Fokko Kuik, partilha dessa opinião. “Cada meio de transporte atende a uma necessidade específica”, explica. Na capital holandesa, as vias são divididas em 5 tipos diferentes, algumas só para pedestres, algumas para bicicletas e trens, outras para carros e ônibus, etc.
Em Londres, o pesquisador Yves Cabannes, da University College of London, é um defensor de políticas públicas que inibam o uso de carros e incentivem maneiras “mais inteligentes” de se locomover. “Sistemas de carros compartilhados e políticas públicas como proibir estacionamento em locais públicos ou aplicar pedágio urbano em áreas do centro expandido são passos inevitáveis para sanar o congestionamento de cidades como São Paulo”, disse ele.

Serra discorda. Para ele, o prefeito que tentar implantar pedágio urbano em São Paulo vai sofrer um impeachment.

Esse não é um blog partidário. Minha intenção não é influenciar seu voto com base em declarações ditas durante um debate. O foco aqui é debater planejamento urbano, e, principalmente, combater ideias velhas.

Por Flávio Massayoshi Oota, do Planeta Sustentável, extraído do Blog The City Fix Brasil, postagem de Maria Fernanda Cavalcanti

terça-feira, 5 de junho de 2012

PA: BRT pode levar a demissões de rodoviários em Belém

COMENTÁRIO DESTE BLOGUE: O BRT é vendido como um sistema de transporte perfeito e infalível, o que não é verdade. Além de só resolver alguns problemas de mobilidade - eu disse, alguns - ele traz desvantagens, como por exemplo, a obrigação do usuário de ter que andar muito, entre seu local de destino /origem para uma estação de BRT, já que o exagerado tamanho do veículo e o fato de só andar em vias exclusivas, impede esse tipo de veículo de circular por qualquer rua. 

Pelo jeito não são somente os usuários que terão que encarar as limitações do BRT :como em toda medida capitalista, o fantasma do desemprego sempre aparece.

Em Belo Horizonte, o alerta já foi dado. Agora é em Belém que o fantasma do desemprego começa a assombrar os pobres rodoviários.

BRT: um transporte do "futuro" com mentalidade do passado.

PA: BRT pode levar a demissões de rodoviários em Belém

Postado por Fortalbus às 00:02

Dados cerca de 1.200 ônibus que rodam hoje fazendo linhas com trajetos que passam por Augusto Montenegro, Almirante Barroso, São Brás e Presidente Vargas, a previsão é de que aproximadamente 70% deixem de circular após a implementação do Bus Rapid Transit em Belém. É o que confirma Paulo Serra, diretor de transportes da CTBel (Companhia de Transportes de Belém), sobre mais um dos vários detalhes em que implicam o mais polêmico projeto de mobilidade urbana da história da região metropolitana.

Segundo o diretor de transportes da CTBel, ao ser concluída toda a extensão do BRT, os únicos coletivos que deverão passar a circular pela avenida Almirante Barroso são de linhas que fazem trajetos para bairros periféricos nas margens da cidade, como Jurunas ou Guamá, ou que têm rotas que não podem ser desviadas, como os que passam pela avenida Cipriano Santos, por exemplo.

A expectativa da companhia é de que as 186 linhas de ônibus que existem atualmente na capital paraense sejam reduzidas para cerca de 115. Hoje, existem aproximadamente 9.000 trabalhadores, entre cobradores e motoristas de ônibus, apenas em Belém, divididos entre as 33 empresas de transporte. “Não compete aos empresários. Compete ao município compor melhorias na construção do novo serviço que vai atender à população”, justifica Serra, lembrando que funcionários serão reaproveitados, mas demissões provavelmente serão inevitáveis.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Busólogos ligados à política não defendem qualidade do transporte

Pelo que parece, atualmente , todo mundo perdeu a noção do que significa "transporte de qualidade". Com o modismo dos BRTs, ônibus com ar condicionado, pinturas padronizadas, números confusos de linhas e um monte de pataquadas, todos querem dar seu pitaco sobre planos de "melhorias" no transporte, quase sempre propondo soluções faraônicas, muitas nada lógicas.

Mas isso parece se agravar quando vem de busólogos ligados a governos, prefeituras, etc. Não vamos dar nomes, pois cada um faz da sua vida o que quiser. Porém, vários defenderam com argumentos sem sentido os seus interesses, muitas vezes em choque com os interesses da população.

Empresas ruins, obras que expulsam moradores para dar lugar a BRTs, outras obras que estragam o meio ambiente, a troca irresponsável de ônibus leves (ideais para cidades grandes) por veículos pesados e de difícil manobra e cara manutenção.

Claro que esses busólogos estão defendendo o seu ganha pão. Eles não assumem, mas ganham, dinheiro para defender a má qualidade do transporte. Não cabe a mim detalhar como isso acontece, mas pela euforia raivosa com que defendem seus pontos de vista, o que leva a crer é que eles lucram - e muito com isso. Direito deles.

Eles que façam o que quiserem. Cabe a população não dar ouvidos a esses pelegos, que mereciam ser esnobados por outros busólogos, pelo interesse oculto de lucrar com o prejuízo da população.

Sei que não é função do busólogo se preocupar com qualidade de serviço (isso não faz parte da busologia, que se preocupa mais com o funcionamento e as características técnicas dos veículos em si,) mas é ser louvável o fato de busólogos quererem transporte melhor, ficando do lado da população que sofre todo o dia para se deslocar do trabalho, dos estudos e do comércio, para as suas casas.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Enganar busólogos não pode, mas enganar usuário, pode numa boa, não é?



A padronização visual está dando muita dor de cabeça para quem quer pegar ônibus nas cidades em que isso foi imposto. No Rio, as coisas estão ainda piores, já que além de dificultar a identificação dos ônibus através das pinturas, a prefeitura ainda teve que mudar o código de várias linhas, aumentando a confusão.

Para piorar, não se sabe se é proposital ou não, muitos ônibus, mesmo de empresas de nível como a Real, estão rodando com as bandeiras digitais parcialmente apagadas, como se estivessem pifando. Isso além do aumento na quantidade de veículos pifados ou envolvidos em acidentes e da imensa demora na espera de algum ônibus. Coisas que os alucinados fãs do novo sistema do transporte carioca não conseguem enxergar, já que acham que os "cavalos de Tróias" do BRSs e BRTs irão melhorar o sistema como um todo.

Mas alguns que são contra esse sistema, resolveu, para tentar amenizar a decepção com o sistema, de fazer montagens virtuais de novos veículos com as pinturas personalizadas de cada empresa, para imaginar como ficariam esse veículos se a medida autoritária não tivesse sido imposta.

Mas os busólogos pelegos, que defendem o sistema - provavelmente de olho em algum cargo no governo ou prefeitura ou até mesmo em uma carreira política - argumentaram que as montagens não deveriam ser publicadas na internet porque "causariam uma confusão na historiografia de cada empresa". Para eles, muitos busólogos que não conhecem as empresas do Rio ficariam confusos.

Ah, então é assim. Busólogo não pode ficar confuso. Mas usuário pode. Muita gente pegando o ônibus errado ou ter que arregalar os olhos para tentar identificar os ônibus desejados, além de muita gente que se atrapalha ao tentar pegar algum carro estando com pressa, isso é permitido e até louvável, não é? Tudo para manter o modismo dos ônibus de uma cara só.

Padronização é anti-democrática

Padronizar, uniformizar, em qualquer setor, é uma característica de ditaduras. Quem não gosta de dar benefícios a todos sempre coloca uma fardinha ou estipula padrões - na vida afetiva acontece muito - para que apenas uma minoria que siga as regras estipuladas seja beneficiária de direitos mínimos.

O racismo nasceu da padronização. A homofobia também. Preconceitos nascem da rejeição a quem não satisfaz padrões.

Os defensores desse novo e falho sistema dos ônibus do Rio não querem que a população seja bem servida. Para eles, apenas a estética dos belos BRTs e BRSs já basta para deixar a população feliz. Até que o primeiro minhocão quebre no meio do caminho.

Perguntar não ofende

Uma pergunta que até agora ninguém fez, e que faço agora: qual a vantagem de colocar uma pintura só em todas as empresas de ônibus? Só valem respostas convincentes, viu?

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Queremos sangue novo na busologia carioca

Comparando a busologia carioca com a busologia soteropolitana, ultimamente tenho notado uma evolução na segunda e uma decadência na primeira. Pensando bastante, acabei chegando a uma conclusão: a busologia soteropolitana se desenvolve graças a mentes novas que surgiram por lá.

Gente como Eduardo Lima, Daniel Brito, Rodrigo Vieira, Franz Hecher, Ícaro Chagas, Felipe Pessoa de Albuquerque e muitos outros, são bem mais novos que eu e têm levado novas ideias para a busologia da capital baiana, unindo a admiração pelos veículos coletivos a preocupação com a qualidade dos serviços oferecidos pelos mesmos, com direito a debates inteligentes e soluções coerentes com a realidade de Salvador. E os busólogos mais veteranos praticamente sumiram, já que pouco faziam para a busologia soteropolitana se desenvolver. Hoje o "sangue novo" faz a busologia soteropolitana acelerar a um milhão por hora.

E a busologia carioca? O que ela está fazendo para desenvolver o hobby na Região Metropolitana do Rio de Janeiro? Brigar, brigar e brigar, além de formar "panelinhas" (grupos unidos de maneira suspeita por interesses em comum), ofendendo - ou alegando estar sendo ofendidos - por causa de ideias contrárias. Muitas vezes quem está errado não quer admitir isso e prefere se fazer de "ofendido", pois admitir erro vai contra a postura arrogante do instinto humano.

Mas porque a busologia soteropolitana se evoluí enquanto a carioca se retrai? Talvez a resposta esteja na falta de "sangue novo" na busologia carioca. Ainda não apareceram novas caras com grande visibilidade e poder o bastante para enterrar a busologia velha.

Um fenômeno que acontece muito no Rio é o dos busólogos-estrelas. Eles fotografam novidades em garagens e postam em seus sites. São muito bem conhecidos e geralmente atraem muitos admiradores. Talvez a existência deles esteja dificultando o surgimento de novos busólogos, que enxerguem a busologia de uma nova forma.

Os atuais busólogos cariocas, além de brigarem entre si, ainda não estão totalmente esclarecidos sobre o que realmente significa serviço de qualidade para o passageiro. Enquanto os soteropolitanos já demonstram um comportamento realista em relação ao BRT, com debates constantes, os cariocas estão deslumbrados com as grandes minhocas de aço, se esquecendo de que a mobilidade urbana não é sinônimo e muito menos se resume a BRT. Sem melhorar o sistema como um todo, o BRT não passará de mera estética para os busólogos admirarem.

É preciso haver novos busólogos se destacando, colocando ideias novas na busologia carioca. A insistência em teimar com pontos de vista equivocados pode estar sendo a principal causa de brigas entre busólogos, já que quem está errado não quer admitir, preferindo acusar o outro de errado. Com isso a busologia carioca vai emperrando e nem adianta colocar ar condicionado em veículos ou instalar o "miraculoso" BRT para tentar melhorar as coisas.

Fico aqui torcendo por novos busólogos que possam colocar a busologia carioca para rodar para a frente. Do jeito que está, o ônibus dos busólogos tradicionais continua emperrado, sem perspectiva de sair do lugar onde está.