quarta-feira, 26 de maio de 2010

Lei do Ar Condicionado seria somente para Rodoviários

Meu irmão conseguiu, no site da Setrerj (Sindicato das Empresas de Transportes Rodoviários do Estado do Rio de Janeiro), encontrar a tal lei tão defendida obsessivamente pelo integrante da OCD Holding (sabe-se lá o porquê do nome, já que "holding" significa outra coisa), Roberto Cláudio*, conhecido no Orkut como "Churros". Churros vai ficar ao mesmo tempo feliz e irritado depois de ler este texto.

Feliz, porque realmente a lei vale para todo o Estado. Irritado, porque a lei só se refere aos ônibus rodoviários, conhecidos também como executivos ou seletivos, que possuem interior sofisticado, poltronas reclináveis e apenas uma porta de apenas uma "folha". Grifei as ocasiões em que a palavra "rodoviários" aparece.

Isso significa que os ônibus urbanos, tão defendidos por Churros, estão excluídos dessa lei. Quem está comprando carros com ar é por qualquer motivo, mas nada relacionado com a tal lei.

O que esta lei diz, na verdade, é algo que já vem acontecendo há muito tempo. Na Rodoviária Novo Rio, por exemplo, não vejo ônibus sem ar condicionado entrando no terminal.

Roberto Cláudio, ao invés de partir para a arrogância, deveria ter lido melhor o texto e arrumado uma maneira gentil de explicar. Leis não deveriam ser feitas para satisfazer interesses de um e de outro, mas para beneficiar a população.

Mesmo assim, uma confirmação por parte das autoridades seria o ideal, já que o dito "documento" com a lei é uma xerox meio borrada e muito mal timbrada. A foto aparece a lei transformada em arquivo de figura, já que aqui não aceita pdf.

Convém lembrar que outras referências à lei não foram encontradas na internet, além do site da Setrerj.

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*NOTA: Não terei pudor nenhum de esconder o nome desse sujeito, já que ele está utilizando o meu a todo o rodo, para tentar me desmoralizar.

Será que, na opinião dele, ninguém tem o direito de duvidar de uma informação até que uma fonte confiável se manifeste pela mesma? Ainda mais que a boataria é muito comum no meio da busologia.

Enquanto ele estiver citando meu nome, citarei (respeitosamente) também o dele. Se ele quer respeito, que ele primeiro aprenda a respeitar os outros.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

As brigas entre os busólogos estão enchendo o meu saco

Alguns busólogos irão me perguntar: "mas porque esse tal de Marcelo, do Ultrabus e do Niterói Coletivo, ainda não apareceu em nenhum encontro de busólogos? Ele é fake?". Nada disso. Eu existo, sou de carne e osso e o mais importante: tenho cérebro e coração bem sadios, ou seja equilibro razão e sentimento de forma razoável.

Não apareci porque estou vendo há anos uma briga interminável entre vários membros da busologia carioca, sobretudo entre o pessoal do OCD Holding e do Clube do Trecho.

A briga é por motivos bem futeis, claramente imaturos, caracterizado pela competição para ver quem consegue fotografar novidades primeiro nas garagens. Isso é uma tolice! Que eu saiba, não existe nenhum busólogo "profissional", ninguém está ganhado dinheiro com isso. Se estiver, aí sim, pode se assumir como profissional que eu respeitarei. Mas como todos fazem só por hobby, creio não haver motivo para brigas.

As partes deveriam fazer as pazes. Eu mesmo poderia ser o mediador, mas uma polêmica que me envolvi com um integrante do OCD por causa da má interpretação de uma lei, complica ainda mais a minha situação e me coloca no meio dessa briga, sem que eu quisesse. Já não basta que sou barrado na melhor comunidade de busologia do Orkut porque discordei de várias regras impostas pela moderação, controlada por outros teimosos.

Lidar com gente teimosa é muito duro, pois teimosos se acham evoluídos e suficiente maduros e insistem em não ouvir conselhos que poderiam ajudar a se desenvolver. Os teimosos fogem de conselhos como o diabo foge da cruz. Teimosos são o pior tipo de gente, pois insiste em se manter no atraso, para a satisfação de interesses egoístas. O teimoso também é orgulhoso, pois se acha melhor que os outros e justamente por se achar perfeito, não admite conselhos e opiniões que choquem com as suas.

E essa gente teimosa é que está arruinando com a busologia carioca, criando cisões e impedindo o bom convívio de quem, por ter um hobby em comum, deveria estar ampliando amizades, mas por causa dessas divergências bobas, resultantes de tanta teimosia, acaba se isolando cada vez mais.

Estou isolado. O único busólogo de fato que entro em contato é o meu próprio irmão Alexandre, dono de vários sites (não associados aos meus - cada um tem um "grupo" próprio), como o Grande Niteroi, o Supercarioca e o Classical Buses. Ele também está chateado com as polêmicas e também não foi a nanhum encontro.

Enquanto a busologia carioca não chegar a um acordo, as brigas continuarão e eu me recuso a participar de qualquer evento. Pois não estou a fim de virar saco de pancada de quem quer que seja.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Desaparecem referências sobre a lei do Ar Condicionado na internet

Estava procurando várias referências a essa lei que obriga os ônibus intermunicipais a virem equipados com ar condicionado até 2016 na internet para verificar se a lei é municipal ou intermunicipal. Como sei, as olimpíadas ocorrerão apenas na capital do RJ e o cronograma deixa claro que a medida tem muito a ver com o evento. Afinal, no município do RJ também circulam linhas intermunicipais, controladas pelo Detro.

Ao procurar vários tipos de palavras chave, notei que sumiram quaisquer referências relacionadas a tal lei. Isso pode indicar que a lei pode ter sido revogada. Ainda não vi também a publicação de nenhum ato de revogação.

Acho pouquíssimo possível a lei ser para todo o estado. Instalar ar condicionado nos ônibus é caro e mantê-los em funcionamento, com manutenção e limpeza adequadas é mais caro ainda e também, não é qualquer linha que realmente necessite de veículos equipados. Uma linha como "Base Naval - Praia do Sudoeste" da Salineira, por exemplo, é muito simplória para ter carros com ar. A própria Salineira cancelou há muitos anos o serviço com ar.

Mas em comunidades do Orkut e nos Fotopages, há uma multidão de busólogos que insiste de maneira teimosa, com base da interpretação errada do texto, que a lei é estadual e que todas as linhas do Detro terão carros com ar e que a lei nada tem a ver com olimpíadas. Como, se segue o cronograma dos jogos olímpicos de 2016? Será "coincidência"?

Essa insistência parece coisa de criança que insiste em dizer que Papai Noel existe, só porque viu um cara vestido como tal, sentado numa praça de um shopping center. Não devemos confundir o que queremos com o que acontecerá.

As recentes aquisições das empresas já começam a denunciar que a maior parte desses busólogos está errada. Se uma empresa que não serve a capital do RJ adquire carro com ar, como a Vera Cruz 104, de Duque de Caxias, poda não ter nada a ver com a tal lei, podendo ser por decisão da empresa ou do município da qual a empresa pertence. Mas as empresa sque não servem a capital em sua maioria está preferindo comprar carros sem ar.

Vamos aprender a ler, a pensar, parar de beber cerveja, de ouvir música brega e de bater com a cabeça na parede. Cérebro é um patrimônio valioso, feito para raciocinar, e checar uma informação nunca é demais. O que não pode é tomar uma informação falsa ou mal interpretada e sair por aí anunciando a tal como decreto absoluto.

Como diz Descartes, "Para pesquisar a verdade é preciso duvidar, quanto seja possível, de todas as coisas, uma vez na vida."

quarta-feira, 14 de abril de 2010

VERDEMAR E SEU VISUAL BRANCO-IRRITANTE

A única maneira da Transportes Verdemar, de Salvador, Bahia, pegar alguma corzinha é em situações como esta, numa tempestade. O lodo e a lama dão o tom e pintam de marrom-sujeira a lataria do ônibus.

A Verdemar tinha um visual tão bonitinho, lembrava a Viação Galo Branco, de São Gonçalo (RJ), na sua distribuição de branco e verde. Mas a empresa insistiu no irritante "branquinho básico", e queimou sua imagem e reputação entre os busólogos. É assim que a empresa quer zelar por sua imagem frente ao público? Se for, meus pêsames!!



sexta-feira, 9 de abril de 2010

"Radio Leão" é agora fonte oficial?

Nessa onda de confundir fatos com opiniões e opiniões com fatos, muitas informações se embolam, fazendo com que fatos ainda não confirmados se transformem em verdades inquestionáveis.

Recebi uma mensagem de um cara que havia lido umtexto falando que a Nova torino é G7 sim. Mas o texto era escrito por um busólogo e falavada conveniência em apelidar o modelo de G7 por razões que eu entendi como subjetivas. O site da Marcopolo ainda classifica a nova Torino como G6. Mas tem gente maria-vai-com-as-outras que acha que tudo que a maioria faz ou segue está correto (ê futebol, ê ô, ê futebol, ê, ô...), que é só a maioria chamar o modelo de G7 vira decreto e ponto final.

Outro caso gerou um desentendimento entre eu e um integrante da equiipe OCD, auto-apelidado de Churros, que insistia em defender a tese, ainda não confirmada de que todas as linhas controladas pelo Detro serão servidas por veículos com ar-condicionado. O texto sobre a lei não deixa claro isso e fala apenas em "linhas intermunicipais do Rio", o que pode ser entendido como "linhas intermunicipais do município do Rio". A capital do RJ é servida por linhas municipais e intermunicipais, ora. Churros estranhamente ficou com um ódio incontrolável quando eu questionei a validade de sua fonte.

Para quem é esperto, sabe que a lei foi criada unicamente para "inglês ver", ou seja, para que o transporte da capital do RJ se mostre eficaz e eficiente durante as olimpíadas. Os prazos estipulados pela lei seguem direitinho o cronograma olimpico. Dizer que esta lei nada tem a ver com olimpíadas é muita coincidência, já que instalar e utilizar ar condicionado nos ônibus é bastante oneroso. Não é algo que as autoridades façam por "pura bondade". E empresas de pequeno porte poderão não fazer manutenção adequada nos aparelhos, o que poderá ser fatal. Ar condicionado é um potencial depósito de bactérias mortais, quando não higienizado adequadamente. Churros não sabe o que lhe espera.

Os dois casos que citei mostram que os busólogos estão confiando demais em fontes não oficiais, apelidadas pelos mesmos de "Rádio Leão". Basta uma informação não confirmada se estabilizar para se transformar em verdade. Brasileiros odeiam o nazismo, mas seguem as lições de seu principal publicitário, Joseff Goebbels:"mentira contada várias vezes se transforma em verdade". Pelo menos o ódio do Churros me soou bastante nazista.

Ao invés de confiar em informações não oficiais, devemos primeiro procurar fontes confiáveis, para que as informações se confirmem. Usar informações para se auto-afirmar ou provocar brigas é um sinal de imaturidade e falta de respeito ao próximo e principalmente à fonte de tal informação. Informações não são brinquedo para se fazer o que quer.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

PAULISTANOS APEDREJAM ÔNIBUS NA ZONA SUL DE SP


by Onibus de Curitiba - In Bus

Dois ônibus da SPTrans foram apedrejados por moradores na comunidade de Vila Gilda, na Zona Sul de São Paulo. O motivo foi a indignação com a pequena frota da linha, que provoca muitas demoras na espera e, quando os ônibus chegam, ficam superlotados. 

Mas os tecnocratas do transporte acreditam que isso é justamente a "virtude" da linha. Poucos carros, porque eles acreditam que dá para ir bem rápido. E a superlotação, para eles, é apenas uma situação normal, esperada e dentro da capacidade máxima dos ônibus. 

A mesma coisa ocorre com os ônibus de Salvador (Bahia), em linhas como a 0919 Stiep - Vale dos Rios / Lapa e 0403 Caixa d'Água / Lapa, mas ninguém reclama. Pelo contrário, lá, pelo jeito, até os blogueiros que criticam a mídia dizem "amém" para as autoridades corruptas do transporte e das comunicações. 

quinta-feira, 1 de abril de 2010

"CURITIBANIZAÇÃO" DOS ÔNIBUS É PROJETO DA DITADURA MILITAR


By Ônibus de Curitiba - In Buses

Observando o perfil de Jaime Lerner no Wikipedia, pude notar que as raízes da "curitibanização" dos ônibus e outras medidas pragmáticas ligadas ao transporte mostram suas raízes na ditadura militar. 

O pioneirismo de Curitiba nos anos 70, por volta de 1974, ainda em pleno AI-5, e seguindo uma orientação tecnocrática que os burocratas do acordo MEC-USAID sonhavam - lembrando que o ministro que tentou criar um projeto ditatorial para a Educação e para o movimento estudantil (substituindo a UNE por uma tal Diretoria Nacional dos Estudantes, que funcionaria como um órgão do MEC), Flávio Suplicy de Lacerda, foi reitor da UFPR - , mostrou o quanto o projeto atende aos interesses tecnocráticos, e não públicos. 

O projeto camufla as empresas de ônibus em cores padronizadas quanto ao percurso. Aparentemente, a organização visual por trajetos ou tipos de ônibus disciplinaria o transporte, mas na prática isso não se deu. E, a cada vez mais, o transporte "pioneiro" de Curitiba não só perdeu o título - na verdade, discutível - de "melhor sistema de ônibus do país" como os cidadãos curitibanos, cada vez mais, demonstram sua indignação e fúria quanto às irregularidades do transporte. 

As empresas se camuflam e não dá para a pessoa comum identificar a empresa que comete irregularidade ou não. Pouco importa se aquele busólogo ou raros passageiros conseguem identificar os ônibus, se a maioria tem dificuldade para tal, o desastre do sistema é inevitável. Além disso, soa uma grande piada resolver o problema de pegar ônibus errado com serviço de telefone celular monitorado por satélite. Isso seria o mesmo do que resolver o analfabetismo através do verificador ortográfico do Microsoft Word ou similar. 

Jaime Lerner, o arquiteto idealizador da "curitibanização" dos ônibus, tem raízes profundamente conservadoras. Seu trabalho se deu durante a ditadura militar, num empenho tecnocrático que vimos em Heródoto Barbeiro e Delfim Netto. Filiou-se à ARENA (Aliança Renovadora Nacional) e tornou-se prefeito biônico de Curitiba, quando assumiu a cidade pela primeira vez. Com a volta do pluripartidarismo, Lerner ficou no PDS, a encarnação seguinte da ARENA. Depois de um intervalo numa fase frouxa do PDT, voltou à direita através do PFL e hoje permanece no DEM. 

Embora tenha algumas virtudes, o projeto da "curitibanização" mostra cada vez mais que não é mais do que um plano tecnocrático para o transporte, seguindo a mesma filosofia dos planos econômicos de Roberto Campos e Otávio Bulhões no governo Castelo Branco, seguidos depois por Delfim Netto nos governos Costa e Silva e Médici. 

A "curitibanização" é linda na teoria, mas adota medidas anti-populares, como a redução das frotas dos ônibus (tradicional motivo de queixas dos passageiros), utopicamente resolúveis através de "vias exclusivas" e rápidas. 

Transforma-se o ônibus num arremedo de trem com QI de van. O Estado controla as linhas e os transportes, mas quem arca com os reparos técnicos e os investimentos financeiros são as empresas de ônibus. As prefeituras, através das suas secretarias de Transporte, criam pára-estatais municipais ou metropolitanas que controlam as linhas, mediante investimentos técnicos e financeiros das empresas de ônibus envolvidas, que ganham status de meras sócias sem autonomia no serviço do transporte, mas em troca com poder político suficiente para, se possível, demolir casas populares para contruir vias exclusivas, mediante indenização magra para os moradores expulsos. 

Cada vez mais, com o senso crítico avançando na Internet, a ilusão da "curitibanização" dos ônibus no Brasil começa a ser desfeita. Certamente, várias pessoas, iludidas com o "milagre busólogo" dos tecnocratas (a versão busóloga do "milagre econômico"), vão reagir, porque elas, mesmo não andando de ônibus, querem dar seu pitaco para o transporte coletivo que não utilizam. Mas seus argumentos frágeis, entre fantasiosos e enganosos, começam a ser contestados pelo cotidiano, sobretudo em São Paulo e Curitiba, quando as autoridades tornam-se incapazes de gerir o complicado, impopular e tecnocrático transporte coletivo "curitibanizado". 

Já pensou se Eduardo Paes tentasse punir as irregularidades da Feital, Oriental e Ocidental se o sistema de ônibus carioca já tivesse padronização visual? Seria um grande desastre. Somente os técnicos e os busólogos com maior intimidade com empresas e fabricantes é que seriam capazes de identificar os ônibus. 

Os passageiros comuns, não. Eles confundirão os ônibus e não saberão direito qual é o ônibus errado, porque todos seriam iguais, seria a mesmice visual que desnortearia sobretudo as classes pobres. Confusão que nem bilhetes únicos nem serviços de telefone celular resolveriam com eficácia definitiva.